Mídia: países nórdicos rejeitam alegação de Trump sobre navios chineses e russos perto da Groenlândia

© Sputnik / Mikhail Voskresenskiy
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Diplomatas nórdicos rejeitaram as alegações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a presença de embarcações russas e chinesas operando perto da Groenlândia, informou a mídia britânica neste domingo (11).
De acordo com o Financial Times (FT), diplomatas nórdicos com acesso a informações de inteligência da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) afirmam que não há qualquer indício de presença russa ou chinesa nas águas próximas à Groenlândia nos últimos anos. Segundo eles, relatórios de inteligência não mostram navios nem submarinos desses países na região, contrariando alegações recentes que circularam publicamente.
Apesar da notícia, nem a Casa Branca nem a OTAN comentaram o assunto. Um dos diplomatas citados pela apuração reforçou que relatos sobre embarcações russas e chinesas próximas à ilha são falsos, enquanto outro destacou que atividades militares desses países ocorrem no lado russo do Ártico, não na Groenlândia.
Apesar disso, o presidente norte-americano Donald Trump tem repetido que navios russos e chineses operam perto da ilha, afirmação contestada pela Dinamarca e não acompanhada de provas. O presidente voltou a defender que os Estados Unidos deveriam assumir o controle da Groenlândia para impedir uma suposta ocupação russa ou chinesa, citando a importância estratégica e mineral do território.
O governo dinamarquês rejeitou essa narrativa. O ministro das Relações Exteriores, Lars Lokke Rasmussen, afirmou que não há navios estrangeiros no fiorde de Nuuk nem investimentos chineses massivos na região, como sugerido. Dados de rastreamento marítimo da MarineTraffic e da LSEG também não registram embarcações russas ou chinesas próximas à ilha.
Diante das declarações norte-americanas, a Assembleia da Groenlândia decidiu antecipar uma reunião para discutir sua resposta às ameaças de que os EUA poderiam tentar assumir o controle do território. A movimentação reacendeu tensões diplomáticas e preocupações internas.
A pressão renovada sobre a Groenlândia ocorre em um momento sensível para seus cerca de 57 mil habitantes, muitos dos quais defendem a independência plena no futuro. As declarações em Washington e o clima geopolítico aumentam o receio de interferências externas em um território que busca consolidar sua autonomia.


