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Trump envia 'armada' ao Irã e eleva risco de confronto militar, alertam especialistas chineses

© Foto / Marinha dos EUA / Jackson AdkinsPorta-aviões USS Gerald R. Ford durante teste de resistência na costa leste dos EUA
Porta-aviões USS Gerald R. Ford durante teste de resistência na costa leste dos EUA - Sputnik Brasil, 1920, 29.01.2026
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Trump afirmou que uma "armada" dos EUA segue rumo ao Irã e voltou a pressionar Teerã a aceitar um acordo sobre seu programa nuclear, ameaçando um ataque ainda mais devastador que a operação de 2025. O Irã nega negociações e promete resposta dura, enquanto especialistas chineses alertam para risco de escalada.
O presidente norte-americano reforçou que a força naval, liderada pelo porta‑aviões Abraham Lincoln, está pronta para agir "com velocidade e violência", caso necessário. Suas declarações reacenderam tensões já elevadas entre Washington e Teerã, especialmente após a operação militar recente dos EUA na Venezuela.
O Irã, por sua vez, negou qualquer contato recente com o enviado especial de Trump e afirmou não ter solicitado negociações. O chanceler Seyed Abbas Araghchi destacou que não há conversas em andamento, enquanto autoridades iranianas reiteraram que o país está preparado para enfrentar uma nova guerra envolvendo Israel e os EUA.
Teerã também prometeu uma resposta "abrangente e dolorosa" caso seja atacado novamente, e o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) alertou que novos confrontos podem ameaçar o fluxo de petróleo pelo estratégico estreito de Ormuz, ponto vital para o comércio energético global.
Traços vermelhos de fogo antiaéreo iraquiano no céu de Bagdá no primeiro dia do mês sagrado muçulmano do Ramadã e da quarta onda de ataques de mísseis contra o Iraque. - Sputnik Brasil, 1920, 29.01.2026
Panorama internacional
EUA e Israel podem usar o Iraque para pressionar Turquia e Irã, avalia analista
Especialistas chineses ouvidos pelo Global Times afirmaram que os EUA historicamente evitaram ataques diretos ao Irã devido aos riscos estratégicos. Segundo Zhu Yongbiao, diretor executivo do Centro de Pesquisa para a Iniciativa Cinturão e Rota da Universidade de Lanzhou, também existe receio das incertezas no campo de batalha e de várias contingências imprevistas.
No entanto, após a operação que capturou o presidente venezuelano Nicolás Maduro, analistas avaliam que Washington pode estar mais disposto a recorrer à força militar.
Para o especialista chinês em assuntos militares, Song Zhongping, o Irã possui maior capacidade de infligir danos aos EUA do que a Venezuela, o que tornaria qualquer ofensiva norte-americana mais arriscada. Ainda segundo ele, a liderança iraniana deve agir com extrema cautela para evitar ser surpreendida militarmente.
Ainda no dia 23 de janeiro, a China reagiu pedindo moderação, afirmando esperar que o Irã mantenha estabilidade interna e defendendo que todas as partes priorizem o diálogo e a resolução pacífica das tensões, em meio ao risco crescente de uma escalada militar na região.
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