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Linhas não identificadas na superfície de Mercúrio sugerem que planeta não está 'morto' (IMAGENS)

© Foto / NASA / JHU Applied Physics Lab / Carnegie Inst. WashingtonImagem de Mercúrio obtida pela sonda MESSENGER
Imagem de Mercúrio obtida pela sonda MESSENGER  - Sputnik Brasil, 1920, 30.01.2026
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De acordo com um novo estudo que utilizou modelos computacionais, as estranhas listras brilhantes na superfície de Mercúrio, desenhadas sobre suas crateras e encostas, são provavelmente um sinal de atividade geológica muito recente, informa o portal Science Alert.
A publicação destaca que a presença de um grande número dessas linhas claras sugere que vários processos geológicos ainda estão ativos no planeta.
Anteriormente, acreditava-se que Mercúrio era um mundo "morto e sem graça" por não apresentar atividade aparente. No entanto, as alterações e novas formações em sua superfície podem indicar aos cientistas que algo continua a acontecer em seu interior.
Exemplos de diferentes áreas de formação de linhas de inclinação - Sputnik Brasil, 1920, 30.01.2026
Exemplos de diferentes áreas de formação de linhas de inclinação
O astrônomo Valentin Bickel, da Universidade de Berna, na Alemanha, e seus colegas do Observatório Astronômico de Pádua, na Itália, realizaram um levantamento que cobre 402 dessas linhas. Após um estudo detalhado, a equipe traçou um retrato completamente novo de Mercúrio.
Com o uso de tecnologias de inteligência artificial e aprendizado de máquina, os cientistas analisaram cerca de 100 mil imagens da superfície do planeta, capturadas entre 2011 e 2015.
© Foto / NASA/JHUAPL/Carnegie Institution of WashingtonLinhas nas encostas de uma cratera em Mercúrio, fotografadas pela sonda MESSENGER em 10 de abril de 2014
Linhas nas encostas de uma cratera em Mercúrio, fotografadas pela sonda MESSENGER em 10 de abril de 2014 - Sputnik Brasil, 1920, 30.01.2026
Linhas nas encostas de uma cratera em Mercúrio, fotografadas pela sonda MESSENGER em 10 de abril de 2014

"Os resultados de sua pesquisa mostram que as longas linhas brilhantes na superfície de Mercúrio tendem a se concentrar nas encostas de crateras voltadas para o Sol, embora nem sempre pareçam emanar de depressões", afirma o texto.

Acredita-se que tais faixas deveriam desaparecer rapidamente devido à ação de diversos fatores físicos. O fato de não estarem se apagando em Mercúrio, porém, indica que essas formações continuam a surgir nos dias de hoje.
© Foto / NASA/JHUAPL/Carnegie Institution of WashingtonLinhas nas encostas de uma cratera em Mercúrio, fotografadas pela sonda MESSENGER em 10 de abril de 2014
Linhas nas encostas de uma cratera em Mercúrio, fotografadas pela sonda MESSENGER em 10 de abril de 2014 - Sputnik Brasil, 1920, 30.01.2026
Linhas nas encostas de uma cratera em Mercúrio, fotografadas pela sonda MESSENGER em 10 de abril de 2014
Em outras palavras, não se tratam de vestígios de um passado turbulento, mas sim de sinais de um presente mercuriano movido pelo fluxo de calor e de substâncias voláteis, como enxofre, provenientes do interior do planeta.

"Os materiais voláteis podem alcançar a superfície a partir de camadas mais profundas, por meio de redes de fissuras na rocha causadas por impactos anteriores", explica Bickel.

© Foto / CC BY-NC-ND 4.0/V. T. Bickel et al.Commun. Earth. Environ., 2026 / Slope lineae as potential indicators of recent volatile loss on MercuryHipótese conceitual sobre a formação de estruturas lineares nas encostas de Mercúrio
Hipótese conceitual sobre a formação de estruturas lineares nas encostas de Mercúrio - Sputnik Brasil, 1920, 30.01.2026
Hipótese conceitual sobre a formação de estruturas lineares nas encostas de Mercúrio
Os cientistas também explicaram que a maioria das faixas parece ter se formado a partir de depressões leves, as chamadas cavidades ou depressões. Essas cavidades provavelmente também se formaram pela liberação de substâncias voláteis e costumam estar localizadas no interior raso das crateras ou ao longo de suas bordas.
A equipe espera confirmar sua hipótese com novas imagens de Mercúrio obtidas por missões da Agência Espacial Europeia (ESA) e da Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (JAXA).
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