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'Grande vitória': após 3 anos de paralisação, Avibras vê retomada das atividades no horizonte
'Grande vitória': após 3 anos de paralisação, Avibras vê retomada das atividades no horizonte
Sputnik Brasil
Empresa brasileira já retomou contato com possíveis clientes, como o Exército Brasileiro e o Exército da Indonésia. 02.02.2026, Sputnik Brasil
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Após três anos de paralisação devido sua recuperação judicial, a Avibras Indústria Aeroespacial retomará atividades de fábrica no dia 16 de março, segundo comunicado da direção da empresa. A decisão foi anunciada em reunião com Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região e com o Fundo Brasil Crédito, principal credor da empresa, na quarta-feira (28). Uma nova reunião está prevista para o dia 5 de fevereiro.A Avibras está com as atividades suspensas desde setembro de 2022 e acumula 34 meses de salários atrasados aos trabalhadores. A retomada da operação depende da conclusão do acordo para quitação das dívidas trabalhistas, negociado com o Sindicato, da resolução do processo de recuperação judicial da empresa no Tribunal de Justiça de São Paulo e de um acordo com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional para a redução de débitos tributários.Sindicato se reúne com AlckminNo dia seguinte, 29, representantes do sindicato se reuniram com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, para cobrar do governo a liberação de recursos através da aquisição de produtos, como sistemas de artilharia, veículos blindados, mísseis, foguetes e veículos aéreos não tripulados (VANTs).Segundo o vice-presidente, o governo federal está empenhado em fechar um contrato entre o Exército e a Avibras no valor de R$ 900 milhões por cinco anos. O anúncio deve ser feito após as negociações sobre a dívida trabalhista da empresa.À Sputnik Brasil, Weller Gonçalves, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, informou que o Sindicato está negociando com a empresa para o pagamento das dívidas trabalhistas, com a Avibras propondo o parcelamento em 48 vezes, mas a entidade está negociando por termos melhores.Uma das preocupações acerca da empresa é sua capacidade de voltar com sua produção dado o tempo parada. Por exemplo, seu quadro de funcionários caiu de 1,4 mil para cerca de 900. Gonçalves, afirma que o corpo de trabalhadores é qualificado e está pronto para o retorno das atividades."A Avibras tem um corpo de engenheiros muito bom, principalmente na fabricação de produtos de defesa, e que devem retornar. Serão recontratados."Esse retorno será alimentado, ainda por cima, com a continuidade de contratos da empresa.Avibras busca antigos clientesNo mesmo dia 29 , oficiais do Exército Brasileiro visitaram a sede da Avibras para conversar sobre os projetos estratégicos da força terrestre feitos em parceria com a empresa.A Avibras é a companhia por trás do Astros 2020, um dos maiores programado Exército Brasileiro. Ele vista dotar o EB com um sistema de artilharia de alta precisão e alcance de 300 quilômetros, o AV-TC (ou MTC-300).O míssil tático de cruzeiro permitiria ao Exército atingir o alvo com um erro máximo de nove metros de distância. Apenas 11 países possuem capacidade de disparo, alcance e precisão semelhantes em seus arsenais.Além de busca contratos com o governo brasileiro, representantes da empresa brasileira foram para um encontro com oficiais das Forças Armadas da Indonésia. O país do sudeste asiático é um dos principais clientes internacionais da Avibras.O país integra o ASTROS II Mk6 em seus batalhões de artilharia. A visita, liderada por Sami Youssef Hassuani, ex-diretor da Avibras e atual assessor técnico da nova diretoria, tem como objetivo garantir a Indonésia a capacidade da Avibras de retomar suas operações e realizar a manutenção dos 63 sistemas entregues.O lançador múltiplo de foguetes instalado sobre caminhões pode empregar munições de diferentes alcances e calibres e inclui radares, sistemas de navegação, estações de comando e computadores balísticos.Mas o que aconteceu com a Avibras?Em março de 2022, a Avibras pediu sua terceira recuperação judicial alegando uma dívida de R$ 600 milhões. Segundo a própria empresa, os problemas se devem aos efeitos econômicos da pandemia de Covid-19 entre 2020 e 2021 e a imprevisibilidade das compras governamentais, alegando queda de 70% em sua receita equivalente de R$ 848 milhões para R$ 232 milhões.Em setembro do mesmo ano, os trabalhadores da companhia entraram em greve devido ao atraso dos salários. Desde então, o passivo da empresa é estimado em R$ 1,5 bilhão, incluindo R$ 200 milhões com o governo federal.Um plano de recuperação judicial havia sido aprovado em julho de 2023, mas as tentativas de vendas fracassaram. A primeira a aparecer publicamente, em abril de 2024, foi a australiana DefendTex, porém em julho a empresa brasileira anunciou que o negócio não havia sido concretizado.No mesmo mês a chinesa Norinco mostrou interesse em comprar a empresa, mas as negociações também não foram para frente. Em outubro um investidor anônimo esteve interessado em comprar a Avibras, mas desistiu da transação 42 dias depois em uma carta alegando que "não foram cumpridas as condições precedentes consideradas pelas partes como essenciais ao fechamento do negócio".Em janeiro de 2025 foi a vez da saudita Black Storm Military Industries iniciar negociações com a diretoria, mas tampouco houve resultado. Em março, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional pediu a conversão da recuperação judicial aprovada em 2023 em falência devido o não pagamento das parcelas da renegociação tributárias acordadas.Em maio um plano de recuperação judicial alternativo foi aprovado e, em agosto, Fábio Guimarães Leite, através da empresa Vita Gestão e Investimentos, se tornou proprietário da empresa após da saída de João Brasil Carvalho Leite e anunciou a intenção de reativar gradualmente as atividades, iniciando pelos setores administrativos e de engenharia.Em setembro, a empresa informou estar em processo de reestruturação, com diligências, auditorias e ações de manutenção das instalações industriais em andamento.
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indonésia, china, exército, avibras, sindicato dos metalúrgicos de são josé dos campos, brasil, mísseis, indústria bélica, bid, exclusiva, geraldo alckmin, catar, exército brasileiro, economia
Após três anos de paralisação devido sua recuperação judicial, a Avibras Indústria Aeroespacial retomará atividades de fábrica no dia 16 de março, segundo comunicado da direção da empresa.
A decisão foi anunciada em reunião com Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região e com o Fundo Brasil Crédito, principal credor da empresa, na quarta-feira (28). Uma nova reunião está prevista para o dia 5 de fevereiro.
A Avibras está com as atividades suspensas desde
setembro de 2022 e acumula 34 meses de salários atrasados aos trabalhadores.
A retomada da operação depende da conclusão do acordo para quitação das dívidas trabalhistas, negociado com o Sindicato, da resolução do processo de recuperação judicial da empresa no Tribunal de Justiça de São Paulo e de um acordo com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional para a redução de débitos tributários.

31 de dezembro 2025, 16:06
Sindicato se reúne com Alckmin
No dia seguinte, 29, representantes do sindicato se reuniram com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, para cobrar do governo a liberação de recursos através da aquisição de produtos, como sistemas de artilharia, veículos blindados, mísseis, foguetes e veículos aéreos não tripulados (VANTs).
Segundo o vice-presidente, o governo federal está empenhado em fechar um contrato entre o Exército e a Avibras no valor de R$ 900 milhões por cinco anos. O anúncio deve ser feito após as negociações sobre a dívida trabalhista da empresa.
À Sputnik Brasil, Weller Gonçalves, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, informou que o Sindicato está negociando com a empresa para o pagamento das dívidas trabalhistas, com a Avibras propondo o parcelamento em 48 vezes, mas a entidade está negociando por termos melhores.
"E, na nossa opinião, a Avibras voltando é uma grande vitória, não só para os trabalhadores, para a região, mas para todo o país."
Uma das preocupações acerca da empresa é sua capacidade de voltar com sua produção dado o tempo parada. Por exemplo, seu quadro de funcionários caiu de 1,4 mil para cerca de 900. Gonçalves, afirma que o corpo de trabalhadores é qualificado e está pronto para o retorno das atividades.
"A Avibras tem um corpo de engenheiros muito bom, principalmente na fabricação de produtos de defesa, e que devem retornar. Serão recontratados."
Esse retorno será alimentado, ainda por cima, com a continuidade de contratos da empresa.
"A Avibras passa, inclusive, que já está em tratativas com países como Indonésia e Catar para voltar a fornecer. Com certeza, diante dos conflitos existentes no mundo, a Avibras voltando tem potencial, sim, para ter os contratos de volta.
Avibras busca antigos clientes
No mesmo dia 29 , oficiais do
Exército Brasileiro visitaram a sede da Avibras para conversar sobre os projetos estratégicos da força terrestre feitos em parceria com a empresa.
A Avibras é a companhia por trás do Astros 2020, um dos maiores programado Exército Brasileiro. Ele vista dotar o EB com um sistema de artilharia de alta precisão e alcance de 300 quilômetros, o AV-TC (ou MTC-300).
O míssil tático de cruzeiro permitiria ao Exército atingir o alvo com um erro máximo de nove metros de distância. Apenas 11 países possuem capacidade de disparo, alcance e precisão semelhantes em seus arsenais.
"A comitiva foi composta pelo Diretor de Fabricação do Exército Brasileiro, General de Brigada Tales Eduardo Areco Villela, pelo Coronel Alexandre Horstmann e pelo General de Brigada (R1). Moises da Paixão Júnior, Gerente do Programa Estratégico ASTROS. Também estiveram presentes o Tenente-Coronel Eduardo Guerra e o Capitão Eduardo Henrique dos Santos, militares que integram a Comissão de Absorção de Conhecimentos e Transferência de Tecnologia (CACTTAV) na Avibras", informou a empresa.
Além de busca contratos com o governo brasileiro, representantes da empresa brasileira foram para um encontro com oficiais das Forças Armadas da Indonésia. O país do sudeste asiático é um dos principais clientes internacionais da Avibras.
O país integra o ASTROS II Mk6 em seus batalhões de artilharia. A visita, liderada por Sami Youssef Hassuani, ex-diretor da Avibras e atual assessor técnico da nova diretoria, tem como objetivo garantir a Indonésia a capacidade da Avibras de retomar suas operações e realizar a manutenção dos 63 sistemas entregues.
O lançador múltiplo de foguetes instalado sobre caminhões pode empregar munições de diferentes alcances e calibres e inclui radares, sistemas de navegação, estações de comando e computadores balísticos.
Mas o que aconteceu com a Avibras?
Em março de 2022, a Avibras pediu sua terceira recuperação judicial alegando uma dívida de R$ 600 milhões. Segundo a própria empresa, os problemas se devem aos efeitos econômicos da pandemia de Covid-19 entre 2020 e 2021 e a imprevisibilidade das compras governamentais, alegando queda de 70% em sua receita equivalente de R$ 848 milhões para R$ 232 milhões.
Em setembro do mesmo ano, os trabalhadores da companhia entraram em greve devido ao atraso dos salários. Desde então, o passivo da empresa é estimado em R$ 1,5 bilhão, incluindo R$ 200 milhões com o governo federal.
Um plano de recuperação judicial havia sido aprovado em julho de 2023, mas as tentativas de vendas fracassaram. A primeira a aparecer publicamente, em abril de 2024, foi a australiana DefendTex, porém em julho a empresa brasileira anunciou que o negócio não havia sido concretizado.
No mesmo mês a chinesa Norinco mostrou interesse em comprar a empresa, mas as negociações também não foram para frente. Em outubro
um investidor anônimo esteve interessado em comprar a Avibras,
mas desistiu da transação 42 dias depois em uma carta alegando que "não foram cumpridas as condições precedentes consideradas pelas partes como essenciais ao fechamento do negócio".
Em janeiro de 2025 foi a vez da saudita Black Storm Military Industries iniciar negociações com a diretoria, mas tampouco houve resultado. Em março, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional pediu a conversão da recuperação judicial aprovada em 2023 em falência devido o não pagamento das parcelas da renegociação tributárias acordadas.
Em maio um plano de recuperação judicial alternativo foi aprovado e, em agosto, Fábio Guimarães Leite, através da empresa Vita Gestão e Investimentos, se tornou proprietário da empresa após da saída de João Brasil Carvalho Leite e anunciou a intenção de reativar gradualmente as atividades, iniciando pelos setores administrativos e de engenharia.
Em setembro, a empresa informou estar em processo de reestruturação, com diligências, auditorias e ações de manutenção das instalações industriais em andamento.
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