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Israel: milhares vão às ruas em Tel Aviv em protesto contra o governo Netanyahu
Israel: milhares vão às ruas em Tel Aviv em protesto contra o governo Netanyahu
Sputnik Brasil
Manifestantes pedem a instauração imediata de uma comissão para apurar a responsabilidade sobre a falha em impedir o ataque do Hamas a Israel de 7 de outubro... 07.02.2026, Sputnik Brasil
2026-02-07T18:09-0300
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Milhares de israelenses se reuniram na noite deste sábado (7), em Tel Aviv, para um protesto contra o governo do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.Segundo informações de um correspondente da Sputnik, os manifestantes exigem que as autoridades formem imediatamente uma comissão estatal de inquérito sobre a falha em impedir o ataque do grupo palestino Hamas em 7 de outubro de 2023, que deixou mais de 1.000 israelenses mortos e mais de 250 reféns levados para a Faixa de Gaza.O protesto, organizado por diversas entidades antigovernamentais, ocorre na Praça do Teatro, no coração de Tel Aviv. Policiais e equipes médicas estão de plantão, mas a manifestação é pacífica e sem perturbação da ordem pública. Os manifestantes agitam bandeiras e faixas com slogans contra o governo israelense.Nos últimos dois anos, manifestantes têm se reunido em Tel Aviv aos sábados como parte de uma campanha pública pela libertação dos reféns da Faixa de Gaza. Em janeiro, Israel devolveu o corpo do último refém do enclave palestino, e ativistas renovaram suas exigências para que o governo formasse uma comissão de inquérito sobre a tragédia que, em última análise, levou a dois anos de conflito sangrento em Gaza e a combates em outras frentes, incluindo Líbano, Irã, Síria e Iêmen.No início de fevereiro, Netanyahu publicou um documento de 55 páginas contendo suas respostas formais a um inquérito do controlador do estado sobre os eventos de 7 de outubro de 2023. Segundo o primeiro-ministro, algumas partes do documento foram classificadas por motivos de segurança. O inquérito, no entanto, foi paralisado por uma decisão da justiça israelense.Diversos políticos e veículos de comunicação israelenses interpretaram o documento como uma tentativa do primeiro-ministro de transferir a responsabilidade pelo fracasso para as Forças Armadas e agências de inteligência. O documento cita seletivamente trechos de transcrições de discussões e documentos de segurança dos últimos 12 anos. Ele revela que autoridades de segurança e ministros próximos ao primeiro-ministro se opuseram à ocupação de Gaza e à derrubada do governo do Hamas, bem como aos intensos assassinatos de líderes do grupo palestino. O documento também sugere que os militares avaliaram mal a ameaça representada pelo Hamas, ao mesmo tempo que superestimaram a segurança de Israel.Em recente discurso à nação, Netanyahu expressou confiança de que todos no país desejam saber a verdade sobre os eventos de 7 de outubro de 2023 e o que os precedeu. O primeiro-ministro também manifestou a necessidade de se estabelecer uma comissão nacional de investigação independente e imparcial, que represente todos os segmentos da nação.Anteriormente, vários altos funcionários militares e de inteligência israelenses assumiram publicamente a responsabilidade pelo fracasso em impedir o ataque do Hamas e renunciaram aos seus cargos.
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Israel: milhares vão às ruas em Tel Aviv em protesto contra o governo Netanyahu
Manifestantes pedem a instauração imediata de uma comissão para apurar a responsabilidade sobre a falha em impedir o ataque do Hamas a Israel de 7 de outubro de 2023.
Milhares de israelenses se reuniram na noite deste sábado (7), em Tel Aviv, para um protesto contra o governo do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
Segundo informações de um correspondente da
Sputnik, os manifestantes exigem que as autoridades formem imediatamente uma comissão estatal de inquérito sobre a falha em impedir o ataque do
grupo palestino Hamas em 7 de outubro de 2023, que deixou mais de 1.000 israelenses mortos e mais de 250 reféns
levados para a Faixa de Gaza.
O protesto, organizado por diversas entidades antigovernamentais, ocorre na Praça do Teatro, no coração de Tel Aviv. Policiais e equipes médicas estão de plantão, mas a manifestação é pacífica e sem perturbação da ordem pública. Os manifestantes agitam bandeiras e faixas com slogans contra o governo israelense.
Nos últimos dois anos, manifestantes têm se reunido em Tel Aviv aos sábados como parte de uma campanha pública pela libertação dos reféns da Faixa de Gaza. Em janeiro, Israel devolveu o corpo do último refém do enclave palestino, e ativistas renovaram suas exigências para que o governo formasse uma comissão de inquérito sobre a tragédia que, em última análise, levou a dois anos de conflito sangrento em Gaza e a combates em outras frentes, incluindo Líbano, Irã, Síria e Iêmen.
No início de fevereiro, Netanyahu publicou um documento de 55 páginas contendo suas respostas formais a um inquérito do controlador do estado sobre os eventos de 7 de outubro de 2023. Segundo o primeiro-ministro, algumas partes do documento foram classificadas por motivos de segurança. O inquérito, no entanto, foi paralisado por uma decisão da justiça israelense.
Diversos políticos e veículos de comunicação israelenses interpretaram o documento como uma tentativa do primeiro-ministro de transferir a responsabilidade pelo fracasso para as Forças Armadas e agências de inteligência.
O documento cita seletivamente trechos de transcrições de discussões e documentos de segurança dos últimos 12 anos. Ele revela que autoridades de segurança e ministros próximos ao primeiro-ministro se opuseram à ocupação de Gaza e à derrubada do governo do Hamas, bem como aos intensos assassinatos de líderes do grupo palestino. O documento também sugere que os militares avaliaram mal a ameaça representada pelo Hamas, ao mesmo tempo que superestimaram a segurança de Israel.
Em recente discurso à nação,
Netanyahu expressou confiança de que todos no país desejam saber a verdade sobre os eventos de 7 de outubro de 2023 e o que os precedeu. O primeiro-ministro também manifestou a necessidade de se
estabelecer uma comissão nacional de investigação independente e imparcial, que represente todos os segmentos da nação.
"Não será o Supremo Tribunal que determinará a composição da comissão, nem o governo. Será o público, por meio de seus representantes, que determinará a composição da comissão. Será uma comissão democrática e igualitária. Metade de seus membros será eleita por membros da oposição e a outra metade por membros da coalizão. Não haverá acobertamento, nem ocultação — todos devem responder por tudo", declarou Netanyahu.
Anteriormente, vários altos funcionários militares e de inteligência israelenses assumiram publicamente a responsabilidade pelo fracasso em impedir o ataque do Hamas e renunciaram aos seus cargos.
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