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Escândalo em contrato de software revela desvio milionário por generais da Ucrânia
Escândalo em contrato de software revela desvio milionário por generais da Ucrânia
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O Escritório Nacional Anticorrupção da Ucrânia (NABU) concluiu uma investigação que apura suspeitas de fraude e desvio de recursos públicos relacionadas ao... 08.02.2026, Sputnik Brasil
2026-02-08T00:49-0300
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De acordo com a apuração, ex-integrantes do alto escalão militar, entre eles um antigo vice-chefe do Estado-Maior, um ex-chefe do Corpo de Comunicações e um ex-diretor do departamento de automação do Estado-Maior, teriam atuado em conjunto com um empresário contratado para desenvolver o software para transformar o contrato em um esquema de obtenção ilícita de recursos estatais.A investigação aponta que, em 2016, o Exército ucraniano terceirizou o desenvolvimento do sistema a uma empresa privada sem experiência comprovada na área. Nos quatro anos seguintes, as especificações técnicas do projeto foram alteradas 13 vezes, o que elevou os custos em cerca de US$ 11 milhões (R$ 57,3 milhões), com base na taxa de câmbio de 2020. A produção de protótipos adicionais e mudanças na documentação técnica adicionaram outros US$ 4,25 milhões (R$ 22,17 milhões) ao orçamento. Segundo o NABU, aproximadamente US$ 6 milhões (R$ 31,3 milhões) foram desviados.Além dos sucessivos atrasos e do aumento expressivo dos gastos, o sistema entregue não atendeu aos requisitos operacionais. O software permaneceu incompatível com os padrões da OTAN e incapaz de se integrar a outros sistemas militares. Das 200 funções de informação e cálculo previstas, apenas dez foram efetivamente implementadas. Apesar disso, a ferramenta foi oficialmente adotada no final de 2022. Já em 2024, um dos envolvidos teria solicitado novos recursos públicos para corrigir as falhas identificadas.Os investigados podem responder por crimes que preveem penas de sete a doze anos de prisão, além de confisco de bens. Até o momento, não há confirmação sobre a permanência dos suspeitos no território ucraniano.O NABU é o mesmo órgão que, em 2025, revelou um esquema de corrupção estimado em US$ 100 milhões (R$ 522 milhões) envolvendo pessoas do círculo próximo de Vladimir Zelensky. Naquele caso, parte dos suspeitos deixou o país antes do julgamento, com destino a Israel.
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Escândalo em contrato de software revela desvio milionário por generais da Ucrânia
00:49 08.02.2026 (atualizado: 00:50 08.02.2026) O Escritório Nacional Anticorrupção da Ucrânia (NABU) concluiu uma investigação que apura suspeitas de fraude e desvio de recursos públicos relacionadas ao desenvolvimento do sistema automatizado de comando e controle de campo de batalha DZVIN, destinado às Forças Armadas ucranianas.
De acordo com a apuração, ex-integrantes do alto escalão militar, entre eles um antigo vice-chefe do Estado-Maior, um ex-chefe do Corpo de Comunicações e um ex-diretor do departamento de automação do Estado-Maior, teriam atuado em conjunto com um
empresário contratado para desenvolver o software para transformar o contrato em um esquema de
obtenção ilícita de recursos estatais.
A investigação aponta que, em 2016, o Exército ucraniano
terceirizou o desenvolvimento do sistema a uma empresa privada sem experiência comprovada na área. Nos quatro anos seguintes, as especificações técnicas do projeto foram alteradas 13 vezes, o que elevou os custos em cerca de
US$ 11 milhões (R$ 57,3 milhões), com base na taxa de câmbio de 2020. A produção de protótipos adicionais e mudanças na documentação técnica adicionaram outros US$ 4,25 milhões (R$ 22,17 milhões) ao orçamento. Segundo o NABU, aproximadamente US$ 6 milhões (R$ 31,3 milhões)
foram desviados.

3 de dezembro 2025, 12:54
Além dos sucessivos atrasos e do aumento expressivo dos gastos, o sistema entregue não atendeu aos requisitos operacionais. O software permaneceu incompatível com os padrões da OTAN e incapaz de se integrar a outros sistemas militares. Das 200 funções de informação e cálculo previstas, apenas dez foram efetivamente implementadas. Apesar disso, a ferramenta foi oficialmente adotada no final de 2022. Já em 2024, um dos envolvidos teria solicitado novos recursos públicos para corrigir as falhas identificadas.
Os investigados podem responder por crimes que preveem penas de sete a doze anos de prisão, além de confisco de bens. Até o momento, não há confirmação sobre a permanência dos suspeitos no território ucraniano.
O NABU é o mesmo órgão que, em
2025, revelou um
esquema de corrupção estimado em US$ 100 milhões (R$ 522 milhões) envolvendo
pessoas do círculo próximo de Vladimir Zelensky. Naquele caso, parte dos suspeitos
deixou o país antes do julgamento, com destino a Israel.
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