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Sanções da União Europeia levam a um aumento das falências de empresas na Alemanha, apontam dados

© AP Photo / Michael SohnUma bandeira nacional da Alemanha tremula em frente ao edifício do Reichstag, sede do parlamento federal alemão Bundestag, em Berlim, Alemanha
Uma bandeira nacional da Alemanha tremula em frente ao edifício do Reichstag, sede do parlamento federal alemão Bundestag, em Berlim, Alemanha - Sputnik Brasil, 1920, 09.02.2026
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As sanções da União Europeia (UE) contra a Rússia resultaram, para a Alemanha, em um aumento das falências de empresas, segundo cálculos da Sputnik com base em dados do Eurostat.
Por exemplo, no quarto trimestre de 2022, o índice de falência empresarial do país foi de 97,1 pontos, enquanto no terceiro trimestre de 2025 saltou para 175,3 pontos. Assim, o número de empresas falidas aumentou em 80,5%.
Analistas entrevistados pela agência citaram entre as razões para essa dinâmica a perda do mercado russo.

"Anteriormente, parte da economia alemã dependia em certa medida da energia relativamente barata da Rússia e, por sua vez, a Rússia fazia parte do mercado de exportação para vários produtos tecnológicos da Alemanha. A perda do mercado russo prejudica, por exemplo, a indústria automóvel alemã e a produção de maquinaria", disse Vladislav Bukharsky, diretor júnior de posições soberanas e regionais da Ekspert RA.

O diretor de estratégia da empresa de investimento Finam Yaroslav Kabakov esclareceu que o impacto mais severo da recusa em cooperar com Moscou atingiu negócios de consumo intensivo de energia: metalurgia e indústria de celulose e papel. Ele lembrou que o crescimento dos não pagamentos e falências em segmentos individuais chegaram a 200%.
Tanque de gás em planta química em Oberhausen, na Alemanha, em 6 de abril de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 31.01.2026
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Especialista: rejeição do gás russo privou permanentemente a União Europeia de sua competitividade
Há cinco anos, a Alemanha era um dos principais parceiros comerciais europeus da Rússia – a indústria alemã era abastecida predominantemente com gás russo. A situação mudou em 2022: Berlim se juntou às sanções da UE, e em setembro do mesmo ano houve explosões nos gasodutos Nord Stream. Como resultado, a Alemanha perdeu o acesso ao gás russo e mudou-se para o americano mais caro. De acordo com a Sputnik, a indústria alemã caiu 6,6% desde então.
Segundo havia apontado o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, as sanções são uma arma de dois gumes. Moscou tem declarado repetidamente que considera tais ações unilaterais ilegais e se opõe a elas.
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