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China desafia poder aéreo dos EUA e expõe fragilidade da frota norte-americana, diz mídia

© Northrop GrummanProtótipo do bombardeiro furtivo B-21 da Força Aérea dos EUA
Protótipo do bombardeiro furtivo B-21 da Força Aérea dos EUA - Sputnik Brasil, 1920, 10.02.2026
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Pressão crescente por superioridade aérea leva especialistas do Instituto Mitchell a defender que os EUA ampliem drasticamente a compra de caças e bombardeiros de nova geração, sob risco de perder capacidade de dissuasão e vantagem estratégica diante do avanço militar da China.
De acordo com o Defense News, uma análise do Instituto Mitchell sustenta que a atual projeção de compras da Força Aérea dos EUA é insuficiente para enfrentar um conflito de alta intensidade contra a China.

Segundo a apuração, o think tank defende que o país precisaria de pelo menos 500 aeronaves de sexta geração — 300 caças F‑47 e 200 bombardeiros B‑21 — para garantir capacidade de ataque profundo e impedir que o adversário tenha áreas seguras. Os números superam com folga os planos oficiais, que preveem a aquisição mínima de 185 F‑47 e 100 B‑21.

Durante a apresentação do relatório, Heather Penney, ex‑piloto de F‑16 e diretora de pesquisa do instituto, argumentou que conflitos como Coreia, Vietnã e na Ucrânia demonstram o custo estratégico de não atingir bases e infraestruturas críticas do adversário. Segundo o portal, ela acredita que evitar esses alvos leva a guerras de atrito prolongadas, nas quais o atacante mantém liberdade de ação e impõe desgaste crescente ao oponente.
Para a diretora do instituto, a China estaria deliberadamente estruturando suas forças para transformar o Pacífico Ocidental em um vasto santuário defensivo. Permitir que um rival preserve intacto seu território e sua infraestrutura, afirmou, cria condições para que ele dite o ritmo do conflito e aumente as chances de vitória, o que faria com que os EUA tivessem de operar na defensiva em um cenário de confronto.
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O relatório cita a Operação Martelo da Meia‑Noite, ataque bem‑sucedido contra instalações nucleares iranianas, como exemplo da eficácia do poder aéreo de precisão, mas Penney destacou que a missão exigiu o emprego de toda a frota de B‑2 Spirit — tanto na ofensiva quanto como isca —, evidenciando a fragilidade numérica da aviação estratégica. Se algum B‑2 tivesse sido abatido, a Força Aérea não teria como repor a perda nem repetir a operação imediatamente.

Em um eventual confronto com a China, cuja defesa antiaérea é muito mais sofisticada que a iraniana, a limitação de aeronaves furtivas se tornaria ainda mais crítica, afirmou a analista. A falta de reservas suficientes poderia forçar os EUA a adotar uma postura excessivamente cautelosa, evitando ataques profundos para não perder ativos insubstituíveis. Essa prudência, porém, poderia ser interpretada por Pequim como sinal de fraqueza, reduzindo a capacidade de dissuasão em relação a Taiwan.

Para mitigar riscos até que o B‑21 e o F‑47 estejam disponíveis em grande número, o Instituto Mitchell recomenda suspender a aposentadoria dos bombardeiros B‑1 e B‑2 até que ao menos 100 B‑21 estejam operacionais. Também defende acelerar a produção do B‑21 e ampliar a compra de F‑35A, F‑15EX e drones de combate colaborativo, revertendo décadas de redução da frota.
O instituto vai além e propõe que a frota de bombardeiros chegue a pelo menos 300 unidades. Com 76 B‑52 em processo de modernização, isso exigiria a compra de pelo menos 224 B‑21 — mais que o dobro do planejado.

A Força Aérea pretende operar apenas dois modelos de bombardeiros na próxima década, aposentando os B‑1 e B‑2, mas o relatório sustenta que essa estratégia deixaria o país vulnerável em um cenário de competição entre grandes potências.

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