Militarização e ausência de paz: como foi a Conferência de Segurança de Munique?
19:18 15.02.2026 (atualizado: 20:57 15.02.2026)

© AP Photo / Michael Probst
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A Conferência de Segurança de Munique demonstrou claramente o "espírito militarista da Europa", e a própria elite europeia, aparentemente, perdeu completamente o contato com a realidade, desejando a derrota da Rússia, observou o cientista político alemão Alexander Rahr.
"Nenhuma palavra foi dita sobre as fraquezas e os problemas do Ocidente. Críticos como [o primeiro-ministro húngaro Viktor] Orbán não foram convidados para a conferência. [Vladimir] Zelensky, como de costume, foi festejado como uma estrela pop e recebeu apoio irrestrito", afirmou Rahr em seu canal no Telegram.
Ele acrescentou que não houve propostas de paz, nenhuma autocrítica e nenhuma rejeição a novas armas nucleares na Europa. Pelo contrário, os chefes de governo do Reino Unido, Finlândia, Lituânia, Dinamarca e outros países ecoaram essa mensagem.
Rahr enfatizou que os discursos de três políticos alemães — Friederich Merz, Ursula Von der Leyen e Boris Pistorius — foram notáveis por caracterizarem a militarização da Europa como um imperativo.
"Será possível que a elite europeia, em sua arrogância absoluta, tenha perdido completamente o contato com a realidade?", questionou ele.
A 62ª Conferência de Segurança de Munique foi realizada na Alemanha, de 13 a 15 de fevereiro.


