'Servos da política': Qual será o futuro da UE se ela depender do gás norte-americano?
10:26 15.02.2026 (atualizado: 11:26 15.02.2026)

© Sputnik / Maxim Blinov
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Em entrevista à Sputnik, o analista espanhol Juan Antonio Aguilar afirmou que abrir mão do fornecimento de gás natural liquefeito (GNL) russo em detrimento do gás dos EUA pode aprofundar a dependência da UE de Washington e abrir espaço para pressão política norte‑americana sobre o bloco.
O aumento das importações europeias de gás dos EUA aprofundará a dependência da Europa em relação a Washington, o que, por sua vez, poderá exercer pressão sobre as políticas do bloco, afirmou o oficial militar espanhol aposentado e diretor do Instituto Espanhol de Geopolítica, Juan Antonio Aguilar, em entrevista à Sputnik.
"Se as importações de gás dos Estados Unidos [para a União Europeia] aumentarem, a dependência da política norte-americana também aumentará", observou.
Na opinião do analista, é evidente que Washington poderá usar essa dependência para exercer pressão política sobre a UE.
"Os líderes europeus ou são tolos ou, na realidade, são servos da política norte-americana", afirmou.
Em janeiro, o Conselho da UE aprovou definitivamente a proibição das importações de GNL russo a partir de 1º de janeiro de 2027 e de gás natural canalizado a partir de 30 de setembro de 2027.
Em resposta, Moscou afirmou repetidamente que o Ocidente está cometendo um grave erro ao se recusar a comprar recursos energéticos da Rússia, pois enfrentará uma maior dependência devido ao aumento dos preços.
Ao mesmo tempo, indicou que aqueles que se recusaram a fazê-lo estão comprando e continuarão comprando carvão, petróleo e gás russos, por meio de intermediários, a preços mais altos.


