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Dependência do gás dos EUA cresce na União Europeia e acende alerta energético, diz autoridade
Dependência do gás dos EUA cresce na União Europeia e acende alerta energético, diz autoridade
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Autoridades da União Europeia alertaram para o avanço da dependência do bloco em relação ao gás natural liquefeito (GNL) importado dos Estados Unidos... 28.01.2026, Sputnik Brasil
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A vice-presidente executiva da Comissão Europeia para uma Transição Limpa, Justa e Competitiva, Teresa Ribera, afirmou nesta quarta-feira (28) que a UE vem ampliando de forma significativa as compras de GNL norte-americano. Segundo ela, o bloco está "aumentando de maneira muito relevante a dependência do gás natural liquefeito proveniente dos Estados Unidos".Ribera alertou para a necessidade de ampliar a diversificação de fornecedores e de avançar no uso de fontes próprias. Segundo ela, o caminho passa por maior investimento em energias renováveis e no hidrogênio.Dados da Comissão Europeia indicam que os Estados Unidos responderam por cerca de 58% do GNL importado pela UE em 2025, participação quatro vezes maior do que a registrada em 2021. O diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, também chamou atenção para os riscos do atual modelo. Em avaliação recente, ele afirmou que a Europa corre o risco de "colocar todos os ovos na mesma cesta" no abastecimento energético.O debate ocorre enquanto a União Europeia debate proibir totalmente a importação de gás russo a partir de 2027, decisão que fortaleceu o papel dos Estados Unidos como principal fornecedor alternativo.Perda de 300 bilhões de eurosA recusa em importar petróleo da Rússia já custou aos cofres da UE quase 300 bilhões de euros (R$ 1,8 trilhão) ao longo de quatro anos, segundo cálculos da Sputnik com base em dados do Eurostat. De acordo com dados, a Rússia era o maior fornecedor do recurso para o mercado europeu, respondendo por cerca de um quarto de todas as entregas ao bloco. Em 2025, essa participação caiu para 2%. No entanto, a rápida substituição do petróleo russo teve impacto direto nos custos dos países europeus.Entre janeiro e novembro de 2025, o preço médio de um barril de petróleo importado pelo bloco foi de 65 euros (R$ 404), contra 57 euros (R$ 354) quatro anos antes. Com isso, os europeus passaram a pagar 8 euros (R$ 49) a mais por barril em comparação com 2021.Como resultado, a perda financeira em 2025 (considerando dados até novembro) foi de 22,7 bilhões de euros (R$ 141 bilhões), enquanto no período de 2022 a 2024 o valor chegou a 259,8 bilhões de euros (R$ 1,6 trilhão). No total, desde o início das sanções contra a Rússia, os países europeus pagaram cerca de 283 bilhões de euros (R$ 1,7 trilhão) a mais.
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Dependência do gás dos EUA cresce na União Europeia e acende alerta energético, diz autoridade
20:19 28.01.2026 (atualizado: 21:27 28.01.2026) Autoridades da União Europeia alertaram para o avanço da dependência do bloco em relação ao gás natural liquefeito (GNL) importado dos Estados Unidos, movimento que se intensificou após o rompimento de contratos com a Rússia. Levantamento da Sputnik mostrou que bloco gastou mais de 300 bilhões de euros (R$ 1,8 trilhão) a mais nos últimos anos.
A vice-presidente executiva da Comissão Europeia para uma Transição Limpa, Justa e Competitiva, Teresa Ribera, afirmou nesta quarta-feira (28) que
a UE vem ampliando de forma significativa as
compras de GNL norte-americano. Segundo ela, o bloco está "aumentando de maneira muito relevante a dependência do gás natural liquefeito
proveniente dos Estados Unidos".
Ribera alertou para a necessidade de ampliar a diversificação de fornecedores e de avançar no uso de fontes próprias. Segundo ela, o caminho passa por maior investimento em energias renováveis e no hidrogênio.
Dados da Comissão Europeia indicam que os Estados Unidos responderam por cerca de 58% do GNL importado pela UE em 2025, participação quatro vezes maior do que a registrada em 2021.
O diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, também chamou atenção para os riscos do atual modelo. Em avaliação recente, ele afirmou que a Europa corre o risco de "colocar todos os ovos na mesma cesta" no abastecimento energético.
O debate ocorre enquanto a União Europeia debate proibir totalmente a importação de gás russo a partir de 2027, decisão que fortaleceu o
papel dos Estados Unidos como principal fornecedor alternativo.
Perda de 300 bilhões de euros
A recusa em importar petróleo da Rússia já
custou aos cofres da UE quase 300 bilhões de euros (R$ 1,8 trilhão) ao longo de quatro anos, segundo cálculos da Sputnik com base em dados do Eurostat. De acordo com dados, a Rússia
era o maior fornecedor do recurso para o mercado europeu, respondendo por cerca de um quarto de todas as entregas ao bloco. Em 2025, essa participação caiu para 2%. No entanto, a rápida substituição do petróleo russo teve
impacto direto nos custos dos países europeus.
Entre janeiro e novembro de 2025, o preço médio de um barril de petróleo importado pelo bloco foi de 65 euros (R$ 404), contra 57 euros (R$ 354) quatro anos antes. Com isso, os europeus passaram a pagar 8 euros (R$ 49) a mais por barril em comparação com 2021.
Como resultado, a perda financeira em 2025 (considerando dados até novembro) foi de 22,7 bilhões de euros (R$ 141 bilhões), enquanto no período de 2022 a 2024 o valor chegou a 259,8 bilhões de euros (R$ 1,6 trilhão). No total, desde o
início das sanções contra a Rússia, os países europeus
pagaram cerca de 283 bilhões de euros (R$ 1,7 trilhão) a mais.
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