Petroleira estatal da Bolivia estima cobrir 80% da demanda nacional de combustíveis
Petroleira estatal da Bolivia estima cobrir 80% da demanda nacional de combustíveis
Sputnik Brasil
A empresa boliviana Yacimientos Petrolíferos Fiscales de Bolivia (YPFB) afirmou nesta sexta-feira (20) que busca aumentar a produção de suas refinarias para... 20.02.2026, Sputnik Brasil
O anúncio é resultado da aprovação do decreto do governo 5548, que permite a importação de petróleo bruto a qualquer empresa com capacidade para armazenar e distribuir o recurso energético.Com isso, o presidente boliviano, Rodrigo Paz, retirou da empresa estatal o papel de centralizadora da comercialização de combustíveis nos mercados interno e externo. Em coletiva de imprensa, o vice-presidente Nacional de Operações da YPFB, Sebastián Daroca, explicou que estão sendo analisadas as adequações técnicas necessárias para que as refinarias disponíveis consigam ampliar sua produção.Ele detalhou que é necessário que as refinarias de Guillermo Elder Bell, em Santa Cruz, e de Gualberto Villarroel, em Cochabamba, operem a 95% de sua capacidade para alcançar a substituição de importações.O governo justificou o decreto afirmando que a medida vai reduzir a escassez de gasolina e diesel que ainda é sentida em algumas cidades bolivianas.O decreto 5517 também retira o diesel da lista de substâncias controladas, já que ele é utilizado na fabricação de cocaína. Ao mesmo tempo, esse combustível é o mais usado em maquinários agrícolas, mineradores e industriais.Nas últimas semanas, milhares de veículos em toda a Bolívia foram parar em oficinas devido a problemas de funcionamento. O governo reconheceu falhas no controle de qualidade da gasolina vendida nos postos. Diante dos protestos de motoristas sindicalizados, o presidente prometeu reembolsar o custo dos reparos e afirmou que se tratava de um "boicote" contra sua administração. O governo aponta a Agência Nacional de Hidrocarbonetos (ANH) como responsável pelos transtornos e em 11 de fevereiro, a diretora da agência, Margot Ayala, renunciou, alegando que faltavam os recursos necessários para analisar a qualidade da gasolina.Em meados de dezembro passado, Paz assinou o decreto 5503, que pôs fim ao subsídio aos combustíveis, entre outras medidas. Seguiram-se semanas de protestos sociais e negociações com organizações, que culminaram na revogação dessa norma. Ela foi substituída pelo decreto 5516, que mantém a eliminação do financiamento estatal à gasolina e ao diesel.
A empresa boliviana Yacimientos Petrolíferos Fiscales de Bolivia (YPFB) afirmou nesta sexta-feira (20) que busca aumentar a produção de suas refinarias para abastecer até 80% da demanda nacional por combustíveis.
O anúncio é resultado da aprovação do decreto do governo 5548, que permite a importação de petróleo bruto a qualquer empresa com capacidade para armazenar e distribuir o recurso energético.
Com isso, o presidente boliviano, Rodrigo Paz, retirou da empresa estatal o papel de centralizadora da comercialização de combustíveis nos mercados interno e externo.
Em coletiva de imprensa, o vice-presidente Nacional de Operações da YPFB, Sebastián Daroca, explicou que estão sendo analisadas as adequações técnicas necessárias para que as refinarias disponíveis consigam ampliar sua produção.
Ele detalhou que é necessário que as refinarias de Guillermo Elder Bell, em Santa Cruz, e de Gualberto Villarroel, em Cochabamba, operem a 95% de sua capacidade para alcançar a substituição de importações.
O governo justificou o decreto afirmando que a medida vai reduzir a escassez de gasolina e diesel que ainda é sentida em algumas cidades bolivianas.
O decreto 5517 também retira o diesel da lista de substâncias controladas, já que ele é utilizado na fabricação de cocaína. Ao mesmo tempo, esse combustível é o mais usado em maquinários agrícolas, mineradores e industriais.
Nas últimas semanas, milhares de veículos em toda a Bolívia foram parar em oficinas devido a problemas de funcionamento. O governo reconheceu falhas no controle de qualidade da gasolina vendida nos postos.
Diante dos protestos de motoristas sindicalizados, o presidente prometeu reembolsar o custo dos reparos e afirmou que se tratava de um "boicote" contra sua administração.
O governo aponta a Agência Nacional de Hidrocarbonetos (ANH) como responsável pelos transtornos e em 11 de fevereiro, a diretora da agência, Margot Ayala, renunciou, alegando que faltavam os recursos necessários para analisar a qualidade da gasolina.
Em meados de dezembro passado, Paz assinou o decreto 5503, que pôs fim ao subsídio aos combustíveis, entre outras medidas. Seguiram-se semanas de protestos sociais e negociações com organizações, que culminaram na revogação dessa norma. Ela foi substituída pelo decreto 5516, que mantém a eliminação do financiamento estatal à gasolina e ao diesel.
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