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Brasil e Índia entram em nova fase estratégica, afirma presidente da Apex à Sputnik Brasil
Brasil e Índia entram em nova fase estratégica, afirma presidente da Apex à Sputnik Brasil
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O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Jorge Viana, destacou à Sputnik Brasil que o volume do comércio... 21.02.2026, Sputnik Brasil
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Conforme Viana, durante a viagem foram anunciados mais de US$ 2,5 bilhões (R$ 19,9 bilhões) de investimentos de grupos indianos no Brasil, enquanto empresas nacionais como Vale e Embraer também vão atuar com projetos na Índia."Eu diria que essa união Índia-Brasil deverá criar um polo de prosperidade muito grande e a esperança nossa é que em um tempo curto deixem de ser países em desenvolvimento para ter uma posição de líderes do mundo como países desenvolvidos", frisa.Já o Márcio Elias Rosa, secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, ressalta à Sputnik Brasil que a visita simboliza o compromisso estratégico entre as duas maiores democracias do Sul Global. Segundo ele, a aproximação vai além do comércio e está ancorada na defesa de valores comuns. "A visita simboliza o compromisso do Brasil com o povo e o governo da Índia na defesa da democracia, dos direitos, das liberdades e do multilateralismo", afirmou.Além disso, Rosa lembra que a Índia tem a maior população e o oitavo maior território do mundo, enquanto o Brasil tem o quinto maior em extensão territorial. "Ambos possuem grande riqueza ambiental, produção agrícola relevante e uma base industrial muito importante. É preciso que realizemos muitas dessas reuniões e encontros para que possamos produzir mais, gerar mais renda e mais igualdade", diz.Transações com o Brasil representam menos de 1% da balança comercial indianaO secretário-executivo destacou ainda que o Brasil representa menos de 1% das transações comerciais realizadas pela Índia. "O Brasil importa e exporta, há um equilíbrio, mas é necessário ampliar mercados para alguns bens de consumo, como alimentos, por exemplo, com a abertura do mercado aqui na Índia, como ocorreu recentemente. A Apex, ao instalar seu escritório para promover investimentos e comércio exterior, favorecerá esse processo. Temos a meta que você mencionou como um objetivo a ser alcançado. Precisamos sair dos números atuais e ampliá-los gradualmente", destaca.Questionado sobre o cenário internacional marcado por tensões e uso estratégico do comércio como instrumento de pressão, Rosa afirmou que o Brasil aposta na estabilidade e na diplomacia. "É sempre melhor navegar em tempos de paz", declarou.Segundo ele, o país não mantém contenciosos com outras nações e defende o fortalecimento do multilateralismo como forma de equilibrar interesses em um ambiente global instável. "O Brasil acredita em organizações capazes de conciliar interesses", afirmou, acrescentando que o diálogo deve prevalecer tanto nas relações comerciais quanto industriais.Já o CEO da Câmara de Comércio Índia-Brasil, Leonardo Ananda, classificou à Sputnik Brasil como histórica a visita da delegação brasileira à Índia. Segundo ele, a relação entre os dois países vive o período mais promissor desde o estabelecimento das parcerias estratégicas.Ao comentar o papel do BRICS e as discussões sobre comércio em moedas locais, Ananda destacou que a cooperação entre Brasil e Índia vai além do bloco. Segundo ele, os dois países têm atuado juntos em fóruns internacionais e compartilham uma visão de longo prazo para o fortalecimento das economias emergentes.
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Missão em Nova Deli marca nova etapa nas relações econômicas entre Brasil e Índia, diz presidente da ApexBrasil
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'Estamos juntos e no momento certo': CEO da Câmara de Comércio Índia-Brasil comenta aproximação dos países
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Governo aposta em integração produtiva para ampliar comércio entre Brasil e Índia, diz secretário-executivo
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Brasil e Índia entram em nova fase estratégica, afirma presidente da Apex à Sputnik Brasil
Redação
Equipe da Sputnik Brasil
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O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Jorge Viana, destacou à Sputnik Brasil que o volume do comércio entre Brasil e Índia ainda é baixo e que há um enorme potencial de crescimento. Viana é um dos membros da comitiva brasileira em Nova Deli, a maior já levada a compromissos internacionais.
"É uma demonstração concreta de que Lula e o primeiro-ministro Narendra Modi estão construindo uma nova fase na relação entre Brasil e Índia. O fluxo de comércio ainda é muito pequeno para o gigantismo dos dois países. E a decisão é uma: ter mais investimento brasileiro na Índia e mais investimento indiano no Brasil", afirma.
Conforme Viana, durante a viagem foram anunciados mais de US$ 2,5 bilhões (R$ 19,9 bilhões) de investimentos de grupos indianos no Brasil, enquanto empresas nacionais como Vale e Embraer também vão atuar com projetos na Índia.
"Eu diria que essa união Índia-Brasil deverá
criar um polo de prosperidade muito grande e a esperança nossa é que em um tempo curto deixem de ser países em desenvolvimento para ter uma posição de líderes do mundo como países desenvolvidos", frisa.
Já o Márcio Elias Rosa, secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, ressalta à Sputnik Brasil que a visita simboliza o compromisso estratégico entre as
duas maiores democracias do Sul Global. Segundo ele, a aproximação vai além do comércio e está ancorada na defesa de valores comuns. "A visita simboliza o compromisso do Brasil com o povo e o governo da Índia na
defesa da democracia, dos direitos, das liberdades e do multilateralismo", afirmou.
Além disso, Rosa lembra que a Índia tem a maior população e o oitavo maior território do mundo, enquanto o
Brasil tem o quinto maior em extensão territorial. "Ambos possuem grande riqueza ambiental, produção agrícola relevante e uma base industrial muito importante. É preciso que realizemos muitas dessas reuniões e encontros para que possamos produzir mais, gerar mais renda e mais igualdade", diz.
Transações com o Brasil representam menos de 1% da balança comercial indiana
O secretário-executivo destacou ainda que o Brasil representa menos de 1% das transações comerciais realizadas pela Índia. "O Brasil importa e exporta, há um equilíbrio, mas é necessário ampliar mercados para alguns bens de consumo, como alimentos, por exemplo, com a abertura do mercado aqui na Índia, como ocorreu recentemente. A Apex, ao instalar seu escritório para promover investimentos e comércio exterior, favorecerá esse processo. Temos a meta que você mencionou como um objetivo a ser alcançado. Precisamos sair dos números atuais e ampliá-los gradualmente", destaca.
Questionado sobre o
cenário internacional marcado por tensões e uso estratégico do comércio como instrumento de pressão, Rosa afirmou que o Brasil aposta na estabilidade e na diplomacia. "É sempre melhor navegar em tempos de paz", declarou.
Segundo ele, o país não mantém contenciosos com outras nações e defende o fortalecimento do multilateralismo como forma de equilibrar interesses em um ambiente global instável. "O Brasil acredita em organizações capazes de conciliar interesses", afirmou, acrescentando que o diálogo deve prevalecer tanto nas relações comerciais quanto industriais.
Já o CEO da Câmara de Comércio Índia-Brasil, Leonardo Ananda, classificou à Sputnik Brasil como histórica a visita da delegação brasileira à Índia. Segundo ele, a relação entre os dois países vive o período mais promissor desde o estabelecimento das parcerias estratégicas.
"É sempre um prazer estar em Nova Délhi. Já considero a Índia minha segunda casa. Como parte desta delegação, estou extremamente feliz em ver que a relação Índia–Brasil está realmente em expansão. Estamos no melhor momento de todos", afirmou.
Ao comentar o papel do BRICS e as discussões sobre comércio em moedas locais, Ananda destacou que a
cooperação entre Brasil e Índia vai além do bloco. Segundo ele, os dois países têm atuado juntos em fóruns internacionais e compartilham uma visão de longo prazo para o fortalecimento das economias emergentes.
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