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Líderes partidários e indústria articulam freio à votação do fim da escala 6x1 em ano eleitoral

© Sputnik Brasil / Guilherme CorreiaPresidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), Paulo Skaf, durante evento com autoridades e empresários. 23 de fevereiro de 2026
Presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), Paulo Skaf, durante evento com autoridades e empresários. 23 de fevereiro de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 23.02.2026
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Lideranças partidárias e representantes do setor industrial intensificaram nesta segunda-feira (23), em São Paulo (SP), as articulações para adiar a tramitação da proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6 por 1 no Congresso Nacional.
A avaliação entre dirigentes políticos é que, caso o texto seja levado ao Plenário ainda neste ano, há forte probabilidade de aprovação, impulsionada pelo apelo popular da medida em ambiente pré-eleitoral.
Durante jantar com empresários na capital paulista, o presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar da Costa Neto, e o do União Brasil, Antônio Rueda, defenderam uma estratégia para conter o avanço da proposta, priorizando sua permanência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados.
Em outro evento na capital paulista, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), Paulo Skaf, afirmou que a discussão não deveria ocorrer em ano eleitoral. Para ele, o ambiente político tende a contaminar o debate técnico.
"6 por 1 e redução de jornada e ano eleitoral não combina. Então, a gente precisa que essa discussão vá para 2027 e que a gente faça isso. Não tem problema. Nós estamos abertos sempre, a debater tudo. Só que ano eleitoral, as emoções, os sentimentos, as motivações, muitas vezes se confunde com os interesses do país", disse ao lado do vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), que participava da mesa.
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País e economia estão prontos para o fim da escala 6x1, afirma Lula em coletiva

Discussão política

Nos bastidores, parlamentares admitem que a votação em Plenário poderia expor deputados e senadores a custos políticos, especialmente aqueles que disputarão reeleição.
Segundo relatos de participantes do encontro divulgados pela mídia, o entendimento é que a resistência aberta à redução da jornada semanal pode gerar desgaste junto ao eleitorado, sobretudo entre trabalhadores do comércio e dos serviços, segmentos nos quais a escala 6 por 1 é amplamente utilizada.
Por isso, a estratégia em discussão envolve retardar a tramitação por meio de debates técnicos, pedidos de vista e construção de maioria nas comissões.
Dirigentes partidários argumentaram que a proposta, embora socialmente sensível, pode produzir efeitos econômicos adversos. Entre as preocupações citadas estão o aumento de custos operacionais, possíveis impactos sobre a inflação e reflexos na geração de empregos. A avaliação apresentada a empresários é que mudanças abruptas na legislação trabalhista exigem transição gradual e estudos de impacto.

Em que situação está a 6x1

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem defendido publicamente a revisão da jornada de trabalho, alinhando-se a setores sindicais e parlamentares que consideram o modelo atual excessivamente exaustivo.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), sinalizou que dará prioridade à proposta e deve indicar o relator da PEC na CCJ nos próximos dias. Esse texto, formalizado na Casa de Leis, prevê a limitação da jornada a 36 horas semanais, com duas folgas consecutivas.
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