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País e economia estão prontos para o fim da escala 6x1, afirma Lula em coletiva

© Foto / Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência BrasilO presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante coletiva sobre impasse em torno do IOF, Brasília, 3 de junho de 2025
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante coletiva sobre impasse em torno do IOF, Brasília, 3 de junho de 2025 - Sputnik Brasil, 1920, 18.12.2025
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Ao ser questionado durante coletiva de imprensa no Palácio do Planalto sobre o fim da escala 6x1, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o desejo de redução da jornada de trabalho é antigo.

"Não existe um único argumento para dizer que a sociedade brasileira não está pronta" para o fim da escala 6x1.

Segundo o presidente, o desejo de redução da jornada de trabalho é uma luta encabeçada pelo menos desde os anos 1980. Agora, de acordo com ele, o Brasil precisa "medir os avanços tecnológicos". Como exemplo, Lula citou que há 45 anos a Volkswagen tinha um alto número de funcionários para produzir uma determinada quantidade de carros, agora, possui menos trabalhadores e a produção aumentou.
"Por que, então, não reduz a jornada de trabalho para o trabalhador ficar mais tempo em casa, cuidar melhor da família e estudar um pouco mais?", questionou.
Embora favorável ao fim do esquema de trabalho, Lula ressaltou que a proposta para a redução não virá num primeiro momento do governo federal.
"Eu disse para os dirigentes sindicais: eu não quero tomar iniciativa do poder executivo e mandar um projeto de lei do governo. Eu preciso ser provocado", disse.
Para o presidente, portanto, a decisão precisa antes passar por negociações entre dirigentes sindicais e o patronato, para então produzir uma proposta consistente que o governo possa enviar ao Congresso.
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante entrevista coletiva à imprensa. Palácio do Planalto. Brasília (DF) - Sputnik Brasil, 1920, 18.12.2025
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'Enquanto eu for presidente não tem privatização', diz Lula sobre correios

Durante coletiva de imprensa Lula também comentou a situação da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. Em meio à greve da categoria e discussões sobre socorro financeiro à estatal, Lula descartou qualquer possibilidade de privatização.
"Enquanto eu for presidente, não tem privatização dos Correios", afirmou o petista.
Ele também criticou a gestão anterior e rejeitou a ideia de que a crise seja culpa da chamada "taxa das blusinhas". "Não podemos ter uma empresa pública dando prejuízo. Não precisa ser a rainha do lucro, mas também não pode ser a rainha do prejuízo", disse.
Paralelamente, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou que o Tesouro Nacional estuda um empréstimo de até R$ 12 bilhões para socorrer a estatal. Trabalhadores dos Correios em diversos estados iniciaram greve por tempo indeterminado nesta semana, denunciando retirada de direitos e precarização das condições de trabalho.

'Se tiver filho meu envolvido nisso, será investigado'

Em relação à nova fase da Operação Sem Desconto, que apura um esquema bilionário de fraudes em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Lula foi questionado sobre o suposto envolvimento de seu filho, Fábio Luís, o Lulinha, citado em mensagens de investigados.
"Se tiver filho meu envolvido nisso, ele será investigado", afirmou Lula. O presidente reforçou que todas as pessoas citadas nas investigações devem ser apuradas com seriedade: "Ninguém ficará livre".
A operação da Polícia Federal foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e revelou movimentações financeiras de R$ 1,5 milhão envolvendo o operador do esquema, conhecido como "Careca do INSS". Segundo a PF, uma das transferências seria "para o filho do rapaz", sem identificar o destinatário.

Desejo de Lula é que Haddad seja candidato ao governo de SP em 2026

Lula revelou durante a coletiva que deseja que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, seja candidato ao governo do estado de São Paulo, mas sublinhou que a decisão cabe ao ministro.
"O Haddad tem maioridade e tem biografia para decidir o que ele quer fazer. Se você perguntar para mim se eu gostaria que ele fosse (candidato), eu gostaria que ele fosse. Eu não sei, eu preciso perguntar para ele", disse o presidente.
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