https://noticiabrasil.net.br/20260224/julgamento-marielle-compara-mafia-italiana-com-suspeitos-de-matar-vereadora-48285839.html
Julgamento do caso Marielle: PGR compara suspeitos de matar vereadora a mafiosos da Itália
Julgamento do caso Marielle: PGR compara suspeitos de matar vereadora a mafiosos da Itália
Sputnik Brasil
O início do julgamento do caso Marielle Franco pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (24), contou com o relato de um ex-miliciano que foi... 24.02.2026, Sputnik Brasil
2026-02-24T16:55-0300
2026-02-24T16:55-0300
2026-02-24T18:08-0300
notícias do brasil
orlando curicica
domingos brazão
marielle franco
rio de janeiro
supremo tribunal federal (stf)
primeiro comando da capital (pcc)
polícia civil do rio de janeiro
assassinato
brasil
https://cdn.noticiabrasil.net.br/img/07ea/02/18/48285193_0:0:3072:1728_1920x0_80_0_0_3858641dadb9cf28e13473c04352f477.jpg
Orlando Curicica detalhou a atuação dos reús e irmãos, Chiquinho e Domingos Brazão, no bairro em Jacarepaguá, na zona sudoeste do Rio de Janeiron (RJ) e na Delegacia de Homicídios (DH). O vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho comparou as informações de Curicica às do mafioso italiano Vicenzo Pasquino, que delatou a facção criminosa PCC.Segundo o ex-miliciano, os irmãos lideravam um organização criminosa que praticava extorsão, usura e grilagem na região. Hindenburgo disse que Curicica revelou o funcionamento do "mercado de homicídios" e de grupos de extermínio no estado fluminense.Preso em maio de 2021, Paschino foi extraditado em março de 2024, quando detalhou as relações da máfia calabresa Ndranheta e o PCC.A acusação sustenta que Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TEC-RJ), e Chiquinho Brazão, ex-deputado federal, estavam intimamente ligados a milicianos no mercado imobiliário irregular, com ocupação e cobrança do uso de propriedades públicas, por meio da grilagem.Além dos irmãos Brazão, acusados de serem os mandantes do crime que culminou na morte da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes, em 2018, são réus no caso, o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa, o major da Polícia Militar Ronald Alves de Paula e o ex-policial militar Robson Calixto, assessor de Domingos. Todos estão presos preventivamente.Na parte da manhã, a acusação defendeu que Marielle ameaçava por meio de projetos de lei e denúncias as ilegalidades dos Brazão no seara fundiária em Jacarepaguá e o planejamento de sua morte visava calá-la.Segundo ele, desde 2008, o então deputado estadual Marcelo Freixo, do PSOL, de quem Marielle Franco foi assessora, denunciava o vínculo entre os irmãos Brazão e as milícias do Rio de Janeiro:Na parte da tarde, as defesas dos réus iniciaram seus argumentos e defenderam que o depoimento do ex-miliciano não tem valor probatório. Encerrados os debates, os ministros vão apresentar seus votos e a decisão de condenação ou absolvição deve ser feita por maioria da Turma, pelo menos três ministros.Os acusados de matar a vereadora e o motorista, Ronnie Lessa e Élcio Queiroz, foram condenados em 2024 pelo 4º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro.O caso chegou ao STF em 2024, após a investigação identificar o envolvimento de Chiquinho Brazão, que tinha foro privilegiado por ser deputado federal.
https://noticiabrasil.net.br/20260224/48275255.html
rio de janeiro
brasil
Sputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
2026
Sputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
notícias
br_BR
Sputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
https://cdn.noticiabrasil.net.br/img/07ea/02/18/48285193_0:0:2732:2048_1920x0_80_0_0_17bf9ac819d96fb3a4585524ba0a76f7.jpgSputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
orlando curicica, domingos brazão, marielle franco, rio de janeiro, supremo tribunal federal (stf), primeiro comando da capital (pcc), polícia civil do rio de janeiro, assassinato, brasil
orlando curicica, domingos brazão, marielle franco, rio de janeiro, supremo tribunal federal (stf), primeiro comando da capital (pcc), polícia civil do rio de janeiro, assassinato, brasil
Julgamento do caso Marielle: PGR compara suspeitos de matar vereadora a mafiosos da Itália
16:55 24.02.2026 (atualizado: 18:08 24.02.2026) O início do julgamento do caso Marielle Franco pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (24), contou com o relato de um ex-miliciano que foi comparado a de um mafioso italiano pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Orlando Curicica detalhou a atuação dos reús e irmãos, Chiquinho e Domingos Brazão, no bairro em Jacarepaguá, na zona sudoeste do Rio de Janeiron (RJ) e na Delegacia de Homicídios (DH).
O vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho comparou as informações de Curicica às do mafioso italiano Vicenzo Pasquino, que delatou a facção criminosa PCC.
Segundo o ex-miliciano, os irmãos lideravam um organização criminosa que praticava extorsão, usura e grilagem na região. Hindenburgo disse que Curicica revelou o funcionamento do "mercado de homicídios" e de grupos de extermínio no estado fluminense.
"Orlando tornou-se, assim, a exemplo de muitos que ajudaram a desvendar os meandros de organizações criminosas - e a Itália é seguramente o melhor exemplo [...] cujo testemunho possuem verdadeiro horror os líderes dessas organizações, precisamente pelo fato de revelarem as suas estruturas, seus participantes e o seu modo de funcionamento".
Preso em maio de 2021, Paschino foi extraditado em março de 2024, quando detalhou as relações da máfia calabresa Ndranheta e o PCC.
A acusação sustenta que Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TEC-RJ), e Chiquinho Brazão, ex-deputado federal, estavam intimamente ligados a milicianos no mercado
imobiliário irregular, com ocupação e cobrança do uso de propriedades públicas,
por meio da grilagem.
Além dos irmãos Brazão, acusados de serem os mandantes do crime que culminou na morte da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes, em 2018, são réus no caso, o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro
Rivaldo Barbosa, o major da Polícia Militar Ronald Alves de Paula e o ex-policial militar Robson Calixto, assessor de Domingos.
Todos estão presos preventivamente.Na parte da manhã, a acusação defendeu que Marielle ameaçava por meio de projetos de lei e denúncias as ilegalidades dos Brazão no seara fundiária em Jacarepaguá e o planejamento de sua morte visava calá-la.
O relator do processo, na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Alexandre de Moraes, declarou que as provas da Procuradoria-Gweral da República "não deixam dúvidas de que Domingos Inácio Brazão e João Francisco Inácio Brazão foram os mandantes daqueles crimes, devendo ser por ele integralmente responsabilizados. Ronald, como partícipe, e Rivaldo, auxiliando os mandantes".
Segundo ele, desde 2008, o então deputado estadual Marcelo Freixo, do PSOL, de quem Marielle Franco foi assessora, denunciava o vínculo entre os irmãos Brazão e as milícias do Rio de Janeiro:
"Em razão de sua atuação, Marielle se tornou a principal opositora e o mais ativo símbolo da resistência aos interesses econômicos dos irmãos. Matá-la, disse a PGR, serviria a dois propósitos: eliminar a oposição política que ela personificava, e o de persuadir outros integrantes do grupo de oposição a imitar-lhe a postura", disse Moraes.
Na parte da tarde, as defesas dos réus iniciaram seus argumentos e defenderam que o depoimento do ex-miliciano
não tem valor probatório. Encerrados os debates, os ministros vão
apresentar seus votos e a
decisão de condenação ou absolvição deve ser feita por maioria da Turma, pelo menos três ministros.
Os acusados de matar a vereadora e o motorista, Ronnie Lessa e Élcio Queiroz, foram condenados em 2024 pelo 4º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro.
O caso chegou ao STF em 2024, após a investigação identificar o envolvimento de Chiquinho Brazão, que tinha foro privilegiado por ser deputado federal.
Acompanhe as notícias que a grande mídia não mostra!
Siga a Sputnik Brasil e tenha acesso a conteúdos exclusivos no nosso canal no Telegram.
Já que a Sputnik está bloqueada em alguns países, por aqui você consegue baixar o nosso aplicativo para celular (somente para Android).