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Szijjarto sobre plano da UE de banir petróleo russo após eleição húngara: mais um motivo para vencer

© Sputnik / Vitaly TimkivPetroleiro no terminal Sheskharis em Novorossiysk, Rússia, foto publicada em 11 de outubro de 2022
Petroleiro no terminal Sheskharis em Novorossiysk, Rússia, foto publicada em 11 de outubro de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 24.02.2026
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Em meio aos planos da União Europeia de proibir as importações de petróleo russo logo após as eleições parlamentares húngaras, o ministro das Relações Exteriores, Peter Szijjarto, afirmou nesta terça-feira (24) que esse é mais um motivo para que o atual governo vença o pleito, já que o país tem se posicionado de forma contrária à medida.
Mais cedo, a imprensa informou que a Comissão Europeia pretende propor, em 15 de abril, um projeto de lei que proíbe as importações de petróleo russo. A proposta será apresentada após as eleições na Hungria para garantir que a proibição não influencie significativamente o voto, segundo autoridades do bloco.
"Mais um motivo pelo qual precisamos de um governo soberano, capaz de dizer 'não' a Bruxelas. Precisamos dizer não a essa proposta de Bruxelas. Um partido controlado por Bruxelas obviamente não impedirá a implementação do fim do programa de redução das tarifas de serviços públicos", declarou Szijjarto ao portal de notícias Index.
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Em dezembro de 2022, a UE proibiu o fornecimento de petróleo russo por transporte marítimo e, a partir de fevereiro de 2023, de produtos petrolíferos. As sanções causaram um choque de mercado – os preços subiram. Só no ano passado, o bloco pagou a mais de 20 bilhões de euros (R$ 123 bilhões) após abandonar as importações do combustível, segundo apontam cálculos feitos pela Sputnik com base em dados do Eurostat.
Ao mesmo tempo, o volume das compras de petróleo da UE está diminuindo: no ano passado as aquisições totalizaram 3,3 bilhões de barris contra 3,5 bilhões em 2024 e 3,4 bilhões em 2021.
O custo das importações, por outro lado, está a aumentar: antes de as sanções estarem em vigor, os europeus importaram petróleo no valor de 193,8 bilhões de euros (R$ 1,2 trilhão) e com um volume maior, mas já em 2025, pagaram 212,3 bilhões (R$ 1,3 trilhão). Como resultado, a renda perdida em um ano foi de 22,7 bilhões de euros (R$ 140,6 bilhões).
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