Pelo menos 47 pessoas morreram após temporal em MG; governos federal e do Estado anunciam apoio
21:35 25.02.2026 (atualizado: 01:48 26.02.2026)

© Foto / Keila Siqueira de Lima
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Após o temporal que devastou as cidades de Juiz de Fora e Ubá, na Zona da Mata mineira, nos últimos dias, o governo federal e o governo estadual visitaram os municípios e anunciaram medidas para mitigar o impacto das enchentes.
Nesta quarta-feira (25), o ministro do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, e o ministro em exercício da pasta da Saúde, Adriano Massuda, visitaram Ubá. Ontem (24), a comitiva do governo federal esteve em Juiz de Fora. Em ambas visitas, foi garantido às administrações municipais recursos financeiros e de pessoal para ajudar na recuperação dos municípios.
Cerca de 50 dos 110 militares do Exército foram deslocados para ajudar no processo de desobstrução de Ubá chegando à cidade. Os outros 60 devem chegar amanhã (26). A Sputnik Brasil recebeu vídeos que mostram a chegada dos agentes na cidade.
🪖💢 Militares do Exército chegam à Ubá para auxiliar na limpeza
— Sputnik Brasil (@sputnik_brasil) February 25, 2026
💧 Militares Exército Brasil chegou à Ubá, uma das cidades da zona da mata mineira mais atingida pelas chuvas, para auxílio no apoio logístico e desobstrução de acessos. Cerca de 50 chegaram nesta quarta (25) e… pic.twitter.com/oTI42up0Sl
O governador Romeu Zema (Novo) e o vice Matheus Simões também foram à Juiz de Fora e lá anunciaram, em entrevista coletiva, o repasse de R$ 38,8 milhões para a cidade, além de R$ 8,3 milhões para Ubá.
De acordo com o governo do Estado, os valores são destinados para custeio hospitalar, antecipação das parcelas do acordo da dívida do governo com os municípios de gestões anteriores, recursos da Atenção Primária à Saúde, apoio emergencial e reforço do elenco complementar de medicamentos.
Apesar da verba destinada aos municípios, o governo Zema, conforme apontou o jornal O Globo, reduziu em 96%, nos últimos dois anos, o repasse que seria destinado à prevenção contra impacto das chuvas. Segundo a mídia, os valores baixaram de R$ 135 milhões para R$ 6 milhões entre 2023 e 2025.
Em nota, o governo mineiro negou a redução e garantiu que os investimentos aumentaram "170% na média anual em relação ao último ano do governo anterior", do ex-governador Fernando Pimentel (PT), cuja gestão terminou em 2018.
"Em 2025, os recursos aplicados em prevenção contra desastres foram de R$ 1,9 bilhão, sendo o segundo maior investimento dos dois mandatos do governador Romeu Zema, perdendo apenas para o período da pandemia de Covid-19. Esse valor foi utilizado para proteção contra desastres de todos os tipos, incluindo chuvas e alagamentos", justificou.
Cidades somam 47 mortes até o momento
De acordo com a última atualização das prefeituras de Juiz de Fora e de Ubá, divulgada nesta tarde, o número de mortes nos municípios provocados pelas chuvas é de 40 e 7, respectivamente. Ambas decretaram estado de calamidade e luto oficial de três dias.
Em Juiz de Fora, conforme o governo municipal, Mais de 3500 estão desabrigados e desalojados. Além disso, desde a última segunda-feira (23), 990 ocorrências registradas pela Defesa Civil do município.
Até o momento, o maior número de vítimas está concentrado no bairro Parque Burnier. Paineiras e Costa Carvalho também foram atingidos por deslizamento e tiveram grande número de notificações e resgastes.
🇧🇷⛈ Enchentes em Minas Gerais já deixam 37 mortos e dezenas de desaparecidos
— Sputnik Brasil (@sputnik_brasil) February 25, 2026
🕯 O número de mortos após as fortes chuvas em Juiz de Fora e Ubá subiu para 37, enquanto 33 pessoas seguem desaparecidas informou o corpo de Bombeiros entrou, nesta quarta-feira (25).
🔍 As novas… pic.twitter.com/i5Lr6TDwU1
Já em Ubá, duas pessoas estão desaparecidas e 194 estão desabrigadas ou desalojadas. O prefeito da cidade, José Damato (PSD-MG) chamou o incidente de "maior tragédia da história" do município, que tem pouco mais de 100 mil habitantes e enfrentou desabamentos de pontes, prédios e vias públicas.
A Sputnik Brasil entrou em contato com a Associação Comercial e Industrial de Ubá (Aciubá) para apurar os impactos dos estragos para o comércio local, com concentração importante na região central. Segundo fontes da instituição, os impactos ainda não foram mensurados e os comerciantes ainda estão limpando os imóveis e calculando os prejuízos.


