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Paranoia? Congresso dos EUA acusa existência de bases secretas da China no Brasil

© East News / UPI Photo/eyevineCongresso dos EUA
Congresso dos EUA - Sputnik Brasil, 1920, 27.02.2026
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Relatório divulgado pelo Congresso dos Estados Unidos alega a China controla diversas bases e estações pela América do Sul.
Um documento produzido pelo comitê da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos sobrea competição estratégica com a China fez acusações ousadas. Divulgado na madrugada de quinta (26) para sexta (27), horário de Brasília, o texto detalha supostos ativos da China pela América do Sul.
Dentre eles estaria uma estação em solo para lançamentos espaciais chineses no Brasil, a Tucano Ground Station". No local, na verdade, funciona a Alya Space, empresa brasileira do setor aeroespacial que, em conjunto com a chinesa Beijing Tianlian Space Technology Co. Ltd. analisa dados de satélites de monitoramento.
A startup planeja também lançar ao espaço a rede Alya-1 de satélites de baixa órbita e alta frequência, para sensoriamento e monitoramento do meio ambiente, e gestão otimizada de commodities como agricultura, mineração e petróleo e gás.
Entretanto, o documento do Congresso dos EUA, que leva o nome "Atraindo a América Latina para a Órbita da China", garante que o projeto seria uma fachada para que China atue clandestinamente na região em prol de seus interesses geopolíticos.
Em um trecho do relatório dedicado à suposta base baiana diz que a localização exata da Estação Terrestre Tucano é desconhecida e que um acordo envolvendo o armazenamento e a troca de dados operacionais por antenas interconectadas poderia, na prática, "aumentar a precisão do rastreamento, o Conhecimento da Situação Espacial (SSA) e a resiliência de comando em ativos espaciais civis e de defesa".
Ao destacar que a Alya firmou um memorando com o Departamento de Ciência e Tecnologia da Força Aérea Brasileira, que inclui o treinamento de militares em simulação de órbita e a utilização de antenas da Força Aérea como backup para o site Tucano, o documento defende que essa integração possibilita que a China influencie "a doutrina espacial militar brasileira":
Soldados da 2ª Divisão de Infantaria dos EUA verificam suas metralhadoras enquanto participam de tiros de teste em Camp Casey, Dongducheon, Coreia do Sul, 3 de maio de 2023 - Sputnik Brasil, 1920, 28.10.2023
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Laboratório na Serra do Urubu (PA)

Outro ativo brasileiro mencionado no relatório é o laboratório de radioastronomia entre Brasil e China na Serra do Urubu, no município de Aguiar, na Paraíba, inaugurado no ano passado.
O local é fruto de diversas parcerias, entre elas do Instituto de Pesquisa em Rede de Comunicação da China Electronics Science and Technology (CESTNCRI) e as universidades federais de Campina Grande e da Paraíba.
Segundo as universidades brasileiras, a colaboração prevê pesquisa em radioastronomia, tecnologias de observação do espaço profundo e planejamento de projetos científicos de larga escala.
Também participam do projeto, denominado BINGO (Observações de Oscilações Acústicas de Bárions em Gás Neutro, na sigla em inglês), instituições da África do Sul, Reino Unido, Suíça e França.
No entanto, para as autoridades norte-americanas, esses sistemas podem ter uso duplo para a inteligência militar, como conhecimento da situação espacial (SSA) e rastreamento de alvos não cooperativos.
Além do Brasil, o relatório cita outros países da região que teriam bases chinesas:
"Pelo menos onze instalações espaciais ligadas à República Popular da China, compostas por estações terrestres, radiotelescópios e locais de Laser Ranging de Satélites, estão situadas na Argentina, Venezuela, Bolívia, Chile e Brasil. Os locais possuem capacidades de duplo uso e estão ligados a inúmeras entidades associadas ao Exército de Libertação Popular".
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