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Irã ataca bases ligadas aos EUA no Oriente Médio em meio a escalada militar

© RS/via FotosPublicas Irã sob ataque dos EUA e de Israel Fortes explosões foram ouvidas em algumas partes de Teerã
 Irã sob ataque dos EUA e de Israel Fortes explosões foram ouvidas em algumas partes de Teerã - Sputnik Brasil, 1920, 28.02.2026
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Teerã afirma ter atingido 14 bases americanas após ataques de EUA e Israel; líderes mundiais trocam acusações e tensão cresce na região.
O Irã lançou uma série de ataques contra alvos associados à presença militar dos EUA no Oriente Médio, em retaliação aos ataques americanos e israelenses. Explosões foram relatadas em oito países da região, incluindo Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Israel, Iraque, Jordânia e Kuwait.
Segundo a Guarda Revolucionária Islâmica, 14 bases militares americanas teriam sido atingidas. A extensão dos danos ainda está sendo avaliada, enquanto autoridades iranianas afirmam que as ações foram uma resposta direta ao que classificaram como uma “grave violação” da soberania e da integridade territorial do país após ataques dos Estados Unidos e de Israel a instalações militares e civis iranianas.
Pessoas observando a fumaça subindo acima do horizonte após a explosão em Teerã, Irã - Sputnik Brasil, 1920, 28.02.2026
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O governo iraniano também anunciou a criação de um quartel-general nacional de gestão de crises para coordenar a resposta à escalada, enquanto o líder supremo, Ali Khamenei, acompanha as operações a partir de um centro de comando operacional. O líder supremo do Irã está gerenciando a situação após a ofensiva de Israel contra Teerã, segundo informações da mídia iraniana.
Em meio à intensificação das hostilidades, um comandante da Guarda Revolucionária declarou que forças iranianas iniciaram o fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo.
A escalada levou à convocação de uma reunião emergencial do Conselho de Segurança da ONU, marcada para este sábado às 18h, horário de Brasília. No campo diplomático, o Itamaraty manifestou forte preocupação e condenou os ataques realizados e destacou que o Brasil reafirma sua posição na região ao defender que apenas o diálogo e a negociação entre as partes podem levar à paz.
Além disso, o chanceler russo Sergey Lavrov conversou por telefone com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, e condenou o que chamou de ataque não provocado por parte de Estados Unidos e Israel.
Paralelamente, o Exército israelense anunciou o início de uma nova onda de ataques contra o território iraniano. Após a ofensiva contra Teerã, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que a operação militar continuará “pelo tempo que for necessário”.

"A operação durará o tempo que for necessário. Paciência também é fundamental. Este conflito levará à verdadeira paz."

Netanyahu ressaltou ainda a estreita cooperação entre Israel e os Estados Unidos, elogiou a “liderança histórica” do presidente americano Donald Trump e pediu que a população israelense permaneça firme nos próximos dias. Segundo ele, Tel Aviv e Washington estariam “mudando a face do Oriente Médio”.
Já o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a ofensiva contra o Irã pode ter duração limitada. Em entrevista ao Canal 12 israelense, declarou que a operação foi iniciada diante da falta de avanços rumo a um entendimento com Teerã, mas disse possuir “múltiplas opções” para resolver a crise e indicou que os ataques poderiam terminar em poucos dias.
Trump afirmou que o cenário ainda permanece aberto, podendo evoluir tanto para a continuidade dos combates quanto para um encerramento rápido das hostilidades.
Anteriormente, forças israelenses, no âmbito da Operação Rugido do Leão, haviam atacado centenas de alvos militares iranianos, incluindo instalações de lançamento de mísseis, ação que antecedeu a atual escalada militar na região.
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