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China, Rússia e líderes latino-americanos condenam assassinato do aiatolá Ali Khamenei

Como Irã elegerá novo líder supremo após morte do aiatolá Ali Khamenei?
Como Irã elegerá novo líder supremo após morte do aiatolá Ali Khamenei? - Sputnik Brasil, 1920, 01.03.2026
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Reações internacionais apontam violação do direito internacional e elevam temores de escalada militar e impacto global nos mercados de energia.
Governos e lideranças internacionais reagiram com condenações ao assassinato do Líder Supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, morto durante a ofensiva conjunta realizada por Estados Unidos e Israel na madrugada de 28 de fevereiro.
O Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que o ataque representa uma “grave violação da soberania e da segurança do Irã”, além de contrariar os princípios da Carta das Nações Unidas e as normas básicas das relações internacionais.

"A China se opõe veementemente e condena isso. Exigimos a suspensão imediata das operações militares, o fim da escalada das tensões e um esforço conjunto para manter a paz e a estabilidade no Oriente Médio e em todo o mundo", diz o comunicado.

A Rússia também manifestou indignação e pesar pela morte de Khamenei. Em comunicado divulgado no domingo (1º), o Ministério das Relações Exteriores russo condenou a prática de assassinatos políticos e afirmou que ataques contra líderes de Estados soberanos violam gravemente o direito internacional.
Moscou defendeu uma desescalada urgente, o fim das hostilidades e a retomada do diálogo diplomático, além de alertar que eventuais interrupções na navegação pelo estreito de Ormuz podem provocar desequilíbrios nos mercados globais de petróleo e gás.
Na América Latina, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, expressou condolências ao povo e ao governo iraniano, classificando o episódio como uma violação flagrante do direito internacional e da dignidade humana. "Em Cuba, ele será lembrado como um estadista e líder excepcional de seu povo, que contribuiu para o desenvolvimento de relações amistosas entre Cuba e Irã", afirmou.
O ex-presidente da Bolívia Evo Morales também condenou o ataque, afirmando que a ação militar gera “sofrimento e tragédia” e viola a soberania iraniana. Morales defendeu que a paz, o diálogo e a soberania dos povos prevaleçam sobre conflitos e disputas geopolíticas.

"Com profunda tristeza, recebemos a notícia da morte do Aiatolá Ali Khamenei, vítima dos brutais bombardeios realizados pelos EUA e Israel contra o Irã. Condenamos veementemente este ato de violência, que só gera mais sofrimento e tragédia para o povo", declarou o ex-presidente da Bolívia em suas redes sociais.

Teerã confirmou a morte do líder religioso e político e afirmou que haverá uma forte resposta contra Estados Unidos e Israel, enquanto os ataques militares contra o país continuam. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse em uma entrevista para a Fox que 48 líderes iranianos foram mortos por conta dos ataques dos EUA e Israel, mas sem dar nomes exatos.
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