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'A inteligência artificial pode acelerar a velocidade da guerra', alerta especialista (VÍDEOS)
'A inteligência artificial pode acelerar a velocidade da guerra', alerta especialista (VÍDEOS)
Sputnik Brasil
Após os drones alterarem a configuração da guerra devido ao seu potencial letal, a inteligência artificial (IA) surge como mais uma mudança de paradigma... 02.03.2026, Sputnik Brasil
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Com o cenário internacional cada vez mais conturbado e conflitos regionais em escalada mais frequente, a arte da guerra passa por uma transformação constante. Além da corrida armamentista, a produção de tecnologias mais sofisticadas, que utilizam linguagem de programação avançada, também passou a integrar a rotina de combate.Em entrevista à Sputnik Brasil, João Gabriel Burmann, professor da UniRitter e pesquisador do Instituto Sul-Americano de Política e Estratégia (Isape), destacou que a consolidação do uso da inteligência artificial nesse âmbito também criou a possibilidade de acelerar a capacidade de pronto combate.IA não deve limitar o emprego de humanos em batalhasApesar de todo o avanço computacional nas ciências militares, Burmann não acredita que o fator humano será substituído ou terá seu papel reduzido ao longo do processo de transição entre homem e máquina em confrontos armados de larga escala, uma vez que as características humanas ainda são essenciais para esse tipo de operação.No entanto, essa revolução tecnológica deverá moldar um novo perfil de soldados no front. Nesse caso, a inteligência humana será mais valiosa do que apenas o condicionamento físico ou a ousadia individual para enfrentar adversidades e guerrear na linha de frente, conforme contextualiza o analista.IA também pode ser 'arma' para países em desenvolvimentoQuando se pensa em inteligência artificial no contexto de defesa, os países considerados potências militares e desenvolvidos saem na frente com grande vantagem. No entanto, o pesquisador enxerga que essa nova revolução tecnológica também pode beneficiar o fluxo contrário, ou seja, as nações que ainda estão em desenvolvimento. Com isso, poderia ampliar e diversificar o poderio bélico de suas Forças Armadas, mas também intensificar um efeito colateral: o aumento de confrontos.A questão da soberania nacional torna-se cada vez mais crucial tanto na geopolítica quanto em debates internos de diversos países. Mesmo aqueles que não possuem capacidade técnico-militar para se inserir na produção de armamentos militares de ponta, agora, com o aprimoramento regular da IA, podem pensar em defesa no âmbito digital, tendo como meta a evolução real no campo de batalha ou o ataque a sistemas cibernéticos importantes de um potencial adversário.
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'IA pode acelerar a velocidade da guerra', alerta especialista
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O uso de inteligência artificial (IA) tem um grande potencial de transformação por interferir em múltiplos níveis do planejamento da guerra, como explicou João Gabriel Burmann, professor da UniRitter e pesquisador do Instituto Sul-Americano de Política e Estratégia (Isape), em entrevista à Sputnik Brasil.
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PT1M11S
Revolução tecnológica trouxe um culto à ofensiva, diz analista
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A busca pela automação em conflitos militares cria um imaginário de que as guerras podem ser rápidas e com poucas baixas, comenta Burmann, professor da UniRitter e pesquisador do Instituto Sul-Americano de Política e Estratégia (Isape).
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PT1M48S
Corrida pela IA vai muito além do desenvolvimento militar, destaca professor
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O avanço da inteligência artificial ultrapassa o cenário militar por ter potencial de impactar outros aspectos da geopolítica, como o setor de semicondutores, conta João Gabriel Burmann, professor da UniRitter e pesquisador do Instituto Sul-Americano de Política e Estratégia (Isape).
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inteligência artificial, guerra, conflito, crise, tensão geopolítica, drone, forças armadas, soberania digital, defesa, mundo
inteligência artificial, guerra, conflito, crise, tensão geopolítica, drone, forças armadas, soberania digital, defesa, mundo
'A inteligência artificial pode acelerar a velocidade da guerra', alerta especialista (VÍDEOS)
12:14 02.03.2026 (atualizado: 12:15 02.03.2026) Após os drones alterarem a configuração da guerra devido ao seu potencial letal, a inteligência artificial (IA) surge como mais uma mudança de paradigma significativa na estratégia militar. Isso se deve à sua capacidade de adaptação e ao desenvolvimento de ataques cibernéticos em série, capazes de atingir diversos sistemas de defesa do inimigo.
Com o cenário internacional cada vez mais conturbado e conflitos regionais em escalada mais frequente, a arte da guerra passa por
uma transformação constante. Além da corrida armamentista,
a produção de tecnologias mais sofisticadas, que utilizam linguagem de programação avançada, também passou a integrar a rotina de combate.Em entrevista à Sputnik Brasil, João Gabriel Burmann, professor da UniRitter e pesquisador do Instituto Sul-Americano de Política e Estratégia (Isape), destacou que a consolidação do uso da inteligência artificial nesse âmbito também criou a possibilidade de acelerar a capacidade de pronto combate.
"A IA tem um potencial de transformação da guerra muito maior do que o drone. Na verdade, são elementos complementares. Nos últimos dez anos, a IA vem tendo um uso cada vez mais disseminado em múltiplos níveis do planejamento da guerra. Desde o nível tático, na comunicação e localização em tempo real de tropas, ao nível estratégico, no processo de tomada de decisão, e até em relação ao emprego eventual ou não de armas nucleares ou de destruição em massa", explicou.
IA não deve limitar o emprego de humanos em batalhas
Apesar de todo o avanço computacional nas ciências militares, Burmann não acredita que o fator humano será substituído ou terá seu papel reduzido ao longo do processo de transição entre homem e máquina em confrontos armados de larga escala, uma vez que as características humanas ainda são essenciais para esse tipo de operação.
"A guerra é algo importante demais para ser deixada para as máquinas. Vejo que a tomada de decisão por uma IA nunca será tão abrangente quanto a dos seres humanos. Por mais que o nosso processo seja falho e até lento, ele também considera questões éticas e, no fim das contas, isso é um diferencial importante, visto que a máquina não pode ser responsabilizada por algum excesso, já que ela sempre busca o caminho mais lógico a ser executado", analisa.
No entanto
, essa revolução tecnológica deverá moldar um novo perfil de soldados no front. Nesse caso, a inteligência humana será mais valiosa do que apenas o condicionamento físico ou a ousadia individual
para enfrentar adversidades e guerrear na linha de frente, conforme contextualiza o analista.
"Já há um grande processo de digitalização nas tropas, e o perfil do soldado do século XXI não pode mais ser definido pela força física e pela coragem. Agora, esse combatente precisa operar esse tipo de sistema tecnológico e saber interagir com seu processo decisório e com o da IA. Dessa forma, é preciso ser mais resiliente, e já está em curso todo um processo de educação voltado para o militar que irá combater", disse.
IA também pode ser 'arma' para países em desenvolvimento
Quando se pensa em inteligência artificial no contexto de defesa, os países considerados potências militares e desenvolvidos saem na frente com grande vantagem. No entanto,
o pesquisador enxerga que essa nova revolução tecnológica também pode beneficiar o fluxo contrário, ou seja, as nações que ainda estão em desenvolvimento. Com isso, poderia ampliar e diversificar o poderio bélico de suas Forças Armadas, mas também intensificar um efeito colateral: o aumento de confrontos.
"A IA é uma tecnologia que pode facilmente se horizontalizar em direção a competidores mais fracos, com menos capacidades, por não ser algo como as armas nucleares, que estão disponíveis para um seleto grupo. Como a tecnologia da IA torna procedimentos, processos e equipamentos mais eficientes, ela também pode habilitar mais competidores militares, o que eu vejo como perigoso, porque pode levar a uma tendência de aumento do número de conflitos no mundo", comentou.
A questão da soberania nacional torna-se cada vez mais crucial tanto na geopolítica quanto em debates internos de diversos países. Mesmo aqueles que não possuem capacidade técnico-militar para se inserir na
produção de armamentos militares de ponta, agora,
com o aprimoramento regular da IA, podem pensar em defesa no âmbito digital, tendo como meta a evolução real no campo de batalha ou o ataque a sistemas cibernéticos importantes de um potencial adversário.
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