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É encontrado documento que confirma existência do semilendário rei núbio Qashqash (IMAGENS)
É encontrado documento que confirma existência do semilendário rei núbio Qashqash (IMAGENS)
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No Sudão, no assentamento de Velha Dongola, arqueólogos encontraram acidentalmente um fragmento de um documento que contém evidências da existência do... 02.03.2026, Sputnik Brasil
2026-03-02T12:42-0300
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Durante séculos, o rei núbio Qashqash era conhecido principalmente de tradições religiosas e biográficas posteriores, especialmente do Kitab al-Tabaqat, do século XIX, afirma o portal.Recentemente, durante as escavações das ruínas da casa de Mekk, na cidadela de Velha Dongola, arqueólogos descobriram acidentalmente um documento no qual o rei Qashqash dá ordens a subordinados.O texto do documento começa com as palavras "Do rei Qashqash..." e é dirigido a um subordinado chamado Khidr. No documento, o rei instrui Khidr a recolher mercadorias designadas como ʾRDWYĀT, o que provavelmente indica um tipo de tecido.De acordo com o documento, Khidr deveria entregar uma ovelha e sua cria além de transferir um pano de algodão ou, possivelmente, um cocar de algodão para outra pessoa.A ordem termina com uma breve saudação e a identificação do escriba real, Hamad.É importante mencionar que a casa de Mekk, onde o documento foi encontrado, era ricamente decorada: arqueólogos descobriram produtos de seda e algodão fino, sapatos de couro, um cabo de adaga esculpido em marfim ou chifre de rinoceronte, um anel de ouro e até balas de mosquete em suas ruínas.As moedas de prata otomanas descobertas na mesma sala datam do início do século XVII, e a datação por radiocarbono de material orgânico do entorno sugere que o enterramento ocorreu o mais tardar no século XVIII.Fontes históricas internas indicam que Qashqash provavelmente governou no final do século XVI ou início do século XVII, tornando-o um dos primeiros governantes pós-medievais de Dongola atestados de forma confiável.
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É encontrado documento que confirma existência do semilendário rei núbio Qashqash (IMAGENS)
No Sudão, no assentamento de Velha Dongola, arqueólogos encontraram acidentalmente um fragmento de um documento que contém evidências da existência do semilendário rei núbio Qashqash, informa o portal Arkonews.
Durante séculos,
o rei núbio Qashqash era conhecido principalmente de tradições religiosas e biográficas posteriores, especialmente do Kitab al-Tabaqat, do século XIX,
afirma o portal."No entanto, até agora, nenhum documento contemporâneo confirmou que ele era mais do que apenas um nome presente na literatura oral e hagiográfica", diz o texto.
Recentemente, durante as escavações das ruínas da casa de Mekk, na cidadela de Velha Dongola, arqueólogos descobriram acidentalmente um documento no qual o rei Qashqash dá ordens a subordinados.
"O documento, emitido em nome do rei Qashqash, é a primeira confirmação arqueológica contemporânea de que este monarca núbio, há muito debatido, realmente existiu e exerceu o poder durante um período-chave na história pré-colonial do Sudão", informa publicação.
O texto do documento começa com as palavras "Do rei Qashqash..." e é dirigido a um subordinado chamado Khidr. No documento, o rei instrui Khidr a recolher mercadorias designadas como ʾRDWYĀT, o que provavelmente indica um tipo de tecido.
De acordo com o documento, Khidr deveria entregar uma ovelha e sua cria além de transferir um pano de algodão ou, possivelmente, um cocar de algodão para outra pessoa.
A ordem termina com uma breve saudação e a identificação do escriba real, Hamad.
É importante mencionar que a casa de Mekk, onde o documento foi encontrado, era ricamente decorada: arqueólogos descobriram produtos de seda e algodão fino, sapatos de couro, um cabo de adaga esculpido em marfim ou chifre de rinoceronte, um anel de ouro e até balas de mosquete em suas ruínas.

23 de outubro 2023, 10:48
As moedas de prata otomanas descobertas na mesma sala datam do início do século XVII, e a datação por radiocarbono de material orgânico do entorno sugere que o enterramento ocorreu o mais tardar no século XVIII.
Fontes históricas internas indicam que Qashqash provavelmente governou no final do século XVI ou início do século XVII, tornando-o um dos primeiros governantes pós-medievais de Dongola atestados de forma confiável.
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