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Itamaraty condena escalada entre Israel e Hezbollah; não há brasileiros entre as vítimas no Líbano

© Sputnik / Renan LucioPalácio do Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores do Brasil
Palácio do Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores do Brasil - Sputnik Brasil, 1920, 03.03.2026
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Diante do aumento das tensões e risco de uma guerra geral, o governo federal afirmou nesta terça-feira (3) que "acompanha, com grande preocupação, a extensão do atual conflito no Oriente Médio para o Líbano, com o lançamento de projéteis pelo Hezbollah contra Israel e os ataques israelenses contra o território libanês, incluindo Beirute".

"Ao condenar essas ações, o Brasil apela às partes pela cessação imediata das hostilidades e insta ao cumprimento integral do acordo de cessar-fogo de 27/11/2024 e da Resolução 1701 (2006) do Conselho de Segurança das Nações Unidas", afirmou o Ministério das Relações Exteriores.

O comunicado se refere ao acordo firmado entre Israel e Líbano que levou ao cessar-fogo na região após meses de bombardeios israelenses contra bases do Hezbollah no país árabe.
Com a maior população de brasileiros que vivem no Oriente Médio, o Líbano concentra cerca de 12 mil brasileiros, conforme o último levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Conforme a chancelaria brasileira, até o momento não há registros de vítimas do grupo.
Além disso, a governo garantiu que a embaixada no país segue em contato com as comunidades, mas não informou se serão realizados novos voos de repatriação, como ocorreu em 2024, em meio à escalada do conflito na Faixa de Gaza.
Equipe de armamento no porta-aviões movido a energia nuclear USS Gerald R. Ford na costa da Virgínia, EUA, 6 de outubro de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 03.03.2026
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Inflação e grave crise global

Mais cedo, o jornal The New York Times alertou que os ataques aéreos dos EUA e de Israel ao Irã, juntamente com os ataques retaliatórios de Teerã por toda a região, desencadearam riscos que colocam a economia mundial em grave perigo.
O jornal aponta que uma guerra prolongada no Oriente Médio poderia provocar um aumento vertiginoso nos custos de energia e alimentar a inflação global.
"Qualquer evento que prolongue o conflito ou ameace as fontes de petróleo e gás provavelmente elevará os preços da energia a níveis capazes de gerar inflação. Tal cenário poderia levar os bancos centrais ao redor do mundo a elevar as taxas de juros, o que aumentaria os custos de hipotecas, empréstimos para compra de automóveis e outros tipos de empréstimos", ressalta a publicação.
Segundo a matéria, a medida reduziria o consumo e desestimularia os investimentos empresariais, abrindo caminho para uma recessão.
Nesse contexto, é enfatizado que a principal preocupação agora é com o futuro do abastecimento energético do Oriente Médio, que responde por 30% do petróleo e 17% do gás natural consumidos no mundo.
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