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Brasileiro-libanês relata fuga de 24 horas do sul do Líbano em meio a bombardeios (VÍDEOS)
Brasileiro-libanês relata fuga de 24 horas do sul do Líbano em meio a bombardeios (VÍDEOS)
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Em entrevista à Sputnik Brasil, Hadi Cheaitou, brasileiro-libanês que deixou o sul do Líbano em direção a Beirute, relatou o deslocamento caótico após ameaças... 04.03.2026, Sputnik Brasil
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Nesta terça-feira (3), a Força Aérea de Israel afirmou que centenas de caças e aeronaves atingiram centenas de alvos no Líbano e que pelo menos 60 alvos ligados ao Hezbollah no sul do Líbano foram atacados, incluindo depósitos de armas, lançadores de foguetes e centros de comando.O jovem de 23 anos contou que, por volta das três da manhã de domingo, mensagens nos celulares informaram que haveria ataques a dezenas de cidades, incluindo a sua. Cheaitou contou que a família precisou sair às pressas deixando pertences e casa na região de Tiro Sul. Agora está em Beirute, na capital, e descreveu que o clima no país é de medo e apreensão.Ele descreveu congestionamentos, carros quebrados, falta de combustível e pessoas caminhando pelas estradas, mas também solidariedade entre os libaneses.A chegada a Beirute foi um alívio a princípio, mas ele teme que a capital libanesa em breve também não seja mais segura:Em Beirute, descreveu ele, os hotéis estão cheios e muitas pessoas dormem na rua e dentro de carros. "Muito difícil de ver", comentou com tristeza. A preocupação também aumenta em relação aos familiares e amigos que não puderam deixar o sul do país, destacou Hadi Cheaitou. Os avós também ficaram com o tio na cidade:Jogador profissional de futebol no Líbano, Cheaitou disse que precisou interromper suas atividades desde a semana passada com o cancelamento dos jogos: "Agora estou aqui sem poder exercer minha profissão, que eu amo muito", disse. Brasileiros em BeiruteCom a maior população de brasileiros que vivem no Oriente Médio, o Líbano concentra cerca de 12 mil brasileiros, conforme o último levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A chancelaria brasileira informou que até o momento não há registros de vítimas brasileiras no país.O Itamaraty acrescentou que "acompanha, com grande preocupação, a extensão do atual conflito no Oriente Médio para o Líbano, com o lançamento de projéteis pelo Hezbollah contra Israel e os ataques israelenses contra o território libanês, incluindo Beirute".O governo informou que a embaixada no Líbano segue em contato com as comunidades, mas não informou se serão realizados novos voos de repatriação, como ocorreu em 2024, em meio à escalada do conflito na Faixa de Gaza.
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Brasileiro-libanês relata fuga de 24 horas do sul do Líbano após ameaças
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Sair de casa outra vez? Idosos no Líbano quebram o ciclo e escolhem ficar em meio ao conflito
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'É mais difícil ainda estar longe': distância não significa tranquilidade em meio à guerra, diz brasileiro-libanês
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Brasileiro-libanês relata fuga de 24 horas do sul do Líbano em meio a bombardeios (VÍDEOS)
23:08 04.03.2026 (atualizado: 09:50 05.03.2026) Especiais
Em entrevista à Sputnik Brasil, Hadi Cheaitou, brasileiro-libanês que deixou o sul do Líbano em direção a Beirute, relatou o deslocamento caótico após ameaças na região, em meio a ataques de Israel na região.
Nesta terça-feira (3), a Força Aérea de Israel afirmou que centenas de caças e aeronaves atingiram centenas de alvos no Líbano e que pelo menos 60 alvos ligados ao Hezbollah no
sul do Líbano foram atacados, incluindo depósitos de armas, lançadores de foguetes e centros de comando.
O jovem de 23 anos contou que,
por volta das três da manhã de domingo, mensagens nos celulares informaram que haveria
ataques a dezenas de cidades, incluindo a sua. Cheaitou contou que a família precisou sair às pressas deixando pertences e casa na região de Tiro Sul. Agora está em Beirute, na capital, e descreveu que o
clima no país é de medo e apreensão.
"Fiquei 24 horas no caminho. Um caminho que levaria uma hora e meia em circunstâncias normais. Fui fugindo em um carro com meu irmão, minha família, minha mãe, meu pai", contou ele. "Minhas irmãs em outro carro. A maioria do tempo sem sinal, sem conseguir se comunicar, preocupado ouvindo bombas."
Ele descreveu congestionamentos, carros quebrados, falta de combustível e pessoas caminhando pelas estradas, mas também solidariedade entre os libaneses.
"Tinha gente andando meia hora, uma hora até um posto para conseguir gasolina. Vi pessoas distribuindo água e comida para quem estava precisando."
A chegada a Beirute foi um alívio a princípio, mas ele teme que a
capital libanesa em breve também não seja mais segura:
"Primeiro, eles tinham ameaçado algumas cidades. Hoje saiu a notícia de que todo o sul do Líbano tem que evacuar [...]. Parece que vai crescer, porque dessa vez o Irã está também na guerra, mas a gente não sabe para onde vai. Ninguém sabe exatamente. Tomara que não, mas parece que vai ser uma guerra difícil que vai ter muita destruição", lamentou.
Em Beirute, descreveu ele, os hotéis estão cheios e muitas pessoas dormem na rua e dentro de carros. "Muito difícil de ver", comentou com tristeza.
"As pessoas que não têm lugar para fugir estão dormindo na rua. Mas os restaurantes estão cheios, as pessoas precisam sair para comer, ir para os lugares, os hotéis estão cheios, estão se virando. E o povo está se ajudando."
A preocupação também aumenta em relação aos familiares e amigos que não puderam deixar o sul do país, destacou Hadi Cheaitou.
"A gente fica preocupado com os nossos familiares, nossas casas, sem poder voltar. E agora a gente não sabe para onde a gente vai e quanto tempo vamos ter que ficar esperando até poder voltar à nossa casa", lamentou o rapaz.
Os avós também ficaram com o tio na cidade:
"Estão tentando convencê-los a sair, mas também eles só vão sair se tiver um apartamento disponível para eles virem ficar também, porque uma pessoa de idade já saiu de várias guerras, eu entendo meu avô, vai ter que sair mais uma vez, sem saber quando volta, vai sofrer. Ele já não aguenta mais [...] ele fala que se morrer lá estará mais feliz do que sofrer indo embora de casa de novo", comentou.
Jogador profissional de futebol no Líbano, Cheaitou disse que precisou interromper suas atividades desde a semana passada com o cancelamento dos jogos: "Agora estou aqui sem poder exercer minha profissão, que eu amo muito", disse.
"Explodiram prédios, casas. Não estão mostrando, mas estão destruindo no sul do Líbano nossas cidades, estão destruindo muito. A gente aqui, que é do Líbano, não tem tanta noção, não está sabendo o que está acontecendo. Imagina aí como a mídia não vai mostrar", alertou.
Com a maior população de brasileiros que vivem no Oriente Médio, o Líbano concentra cerca de 12 mil brasileiros, conforme o último levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A chancelaria brasileira informou que até o momento não há registros de
vítimas brasileiras no país.
O Itamaraty acrescentou que "acompanha, com grande preocupação, a extensão do atual conflito no Oriente Médio para o Líbano, com o lançamento de projéteis pelo Hezbollah contra Israel e os ataques israelenses contra o território libanês, incluindo Beirute".
O governo informou que a embaixada no Líbano segue em contato com as comunidades, mas não informou se serão realizados novos voos de repatriação, como ocorreu em 2024, em meio à escalada do conflito na Faixa de Gaza.
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