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Drones baratos do Irã esgotam estoques de mísseis antiaéreos caros dos EUA, afirma mídia

© AP Photo / Exército do IrãDrone na província de Semnan, durante exercício nacional de drones da Força Aérea iraniana, em 3 de outubro de 2023
Drone na província de Semnan, durante exercício nacional de drones da Força Aérea iraniana, em 3 de outubro de 2023 - Sputnik Brasil, 1920, 04.03.2026
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Enquanto os Estados Unidos e seus aliados no Oriente Médio enfrentam a retaliação do Irã aos bombardeios do presidente estadunidense, Donald Trump, eles precisam lidar com o problema dos drones baratos, como o Shahed iraniano, que sobrecarregam as defesas antiaéreas em conjunto com mísseis, escreve a agência de notícias NBC News.
A agência salienta que, embora os EUA tenham conseguido interceptar muitos drones iranianos, cada interceptação esgota recursos valiosos de defesa.

"Os EUA e seus aliados geralmente utilizam aeronaves ou o sistema de defesa antiaérea Patriot para se protegerem de bombardeios, mas enquanto o preço de um Shahed é estimado entre US$ 30.000 [R$ 158.000] e US$ 50.000 [R$ 263.000], um interceptador pode custar dez vezes mais, além de esgotar os estoques já escassos", ressalta a publicação.

Nesse contexto, é apontado que para cada US$ 1 (R$ 5,28) que o Irã gasta na fabricação de um drone Shahed, os Emirados Árabes Unidos gastam até US$ 28 (R$ 148) para interceptá-lo.
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Além disso, é especificado que os drones Shahed são baratos de produzir, pois utilizam peças de dupla utilização, facilmente disponíveis, e plataformas de lançamento móveis.
Diferentemente dos mísseis, que exigem infraestruturas complexas, esses drones podem ser construídos e utilizados de maneira discreta.

"O uso de métodos caros e difíceis de fabricar para derrubar uma arma tão pouco sofisticada aponta para o aparente fracasso dos EUA […]. Isso os coloca em uma posição vulnerável à medida que o número de conflitos globais cresce e os aliados clamam por interceptadores Patriot, dos quais os EUA produzem apenas cerca de 600 por ano", destaca o material.

Ao mesmo tempo, a reportagem elabora que, por 30 anos, as forças aéreas ocidentais, sobretudo a dos EUA, exerceram domínio tão completo dos céus que deixaram de priorizar investimentos em defesa antiaérea e antimísseis.
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Agora, no entanto, aumentar essas capacidades tem se mostrado muito mais difícil do que o esperado.
Enquanto isso, adversários dos EUA, como o Irã, vêm expandindo rapidamente a produção de drones.
Portanto, a agência conclui que isso lhes permite travar uma guerra de desgaste, mesmo que a maioria de drones seja interceptada.
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No sábado (28), os Estados Unidos e Israel iniciaram uma operação militar em larga escala contra o Irã. Em Tel Aviv, foi declarado que o objetivo dos ataques era impedir que Teerã obtivesse armas nucleares.
Por sua vez, Trump anunciou sua intenção de destruir a frota e a indústria de defesa iranianas, além de exortar os cidadãos do país a derrubarem o regime.
No domingo (1º) à noite, a televisão iraniana anunciou a morte do líder supremo Ali Khamenei. A filha, o genro, a neta e a nora do aiatolá também foram vítimas dos ataques dos Estados Unidos e de Israel.
De acordo com relatos da mídia, os mísseis atingiram não apenas instalações militares, mas também infraestruturas civis na República Islâmica do Irã e em outros países da região. Teerã respondeu atacando o território israelense, bem como bases norte-americanas no Oriente Médio.
A Rússia afirmou que a operação de Washington e Tel Aviv não está relacionada à preservação do regime de não proliferação de armas nucleares e exigiu o retorno às negociações. O ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, enfatizou que Moscou está pronta para ajudar na resolução da crise, inclusive no Conselho de Segurança da ONU.
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