https://noticiabrasil.net.br/20260304/pentagono-avalia-que-estados-unidos-gastam-us-1-bilhao-por-dia-na-guerra-contra-o-ira-48598675.html
Pentágono avalia que Estados Unidos gastam US$ 1 bilhão por dia na guerra contra o Irã
Pentágono avalia que Estados Unidos gastam US$ 1 bilhão por dia na guerra contra o Irã
Sputnik Brasil
A guerra contra o Irã já custa aos Estados Unidos quase US$ 1 bilhão (R$ 5,2 bilhões) por dia, segundo estimativas preliminares do Pentágono citadas pela... 04.03.2026, Sputnik Brasil
2026-03-04T22:22-0300
2026-03-04T22:22-0300
2026-03-05T07:42-0300
panorama internacional
oriente médio e áfrica
donald trump
luiz inácio lula da silva
estados unidos
irã
oriente médio
congresso
onu
tomahawk
https://cdn.noticiabrasil.net.br/img/07ea/03/03/48561657_0:161:3071:1888_1920x0_80_0_0_6ed1ca87a8e2701b222a06c11eaf4d1e.jpg
O conflito começou no último fim de semana, quando Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra alvos iranianos, incluindo instalações em Teerã. Em resposta, o Irã iniciou ataques contra o território israelense e bases militares norte-americanas espalhadas pelo Oriente Médio, ampliando o risco de escalada regional.De acordo com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao menos 49 altos funcionários iranianos teriam sido mortos em decorrência dos bombardeios iniciais, incluindo o líder supremo iraniano Ali Khamenei.Já um levantamento do projeto Costs of War, da Universidade Brown, aponta que a operação militar já consumiu diretamente entre US$ 2 bilhões (R$ 10,4 bilhões) e US$ 3 bilhões (R$ 15,6 bilhões) em apenas cinco dias.Segundo os pesquisadores, somente o custo operacional contínuo das ações no Oriente Médio chega a US$ 220 milhões (R$ 1,1 bilhão) por dia.Além disso, ações militares específicas também geraram despesas significativas. Apenas o primeiro dia de bombardeios com mísseis Tomahawk teria custado cerca de US$ 240 milhões (R$ 1,2 bilhão). Já a perda dos três primeiros caças norte-americanos abatidos representou cerca de US$ 270 milhões (R$ 1,4 bilhão), enquanto ataques realizados por forças navais custaram aproximadamente US$ 75 milhões (R$ 392 milhões).Danos militares ainda não contabilizadosOs cálculos divulgados até agora não incluem alguns danos relevantes sofridos por equipamentos militares norte-americanos na região. Entre eles está a destruição do radar AN/FPS-132, localizado na Base Aérea de Al Udeid, no Catar. Avaliado em cerca de US$ 1,1 bilhão (R$ 5,7 bilhões), o equipamento teria sido destruído por ataques iranianos no primeiro dia de combate.Também não foram considerados dois radares AN/TPY-2, utilizados para controle de fogo do sistema antimísseis THAAD, destruídos nos Emirados Árabes Unidos. Cada um desses sistemas é estimado em US$ 500 milhões (R$ 2,6 bilhões)Além dos custos militares diretos, o conflito já provoca impactos econômicos internacionais. Entre os principais efeitos identificados pelo estudo estão:O bloqueio do estreito, um dos pontos estratégicos mais importantes do comércio energético mundial e responsável por receber pelo menos um terço do petróleo produzido no mundo, tem gerado preocupações sobre possíveis interrupções no abastecimento global.Lula critica prioridade global ao gasto militarEm meio ao aumento das tensões no Oriente Médio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou mais cedo a prioridade dada por líderes globais aos gastos militares em detrimento do combate à fome.Durante a abertura da reunião ministerial da 39ª Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) para a América Latina e o Caribe, realizada em Brasília, Lula afirmou que os recursos destinados a armamentos poderiam ser usados para enfrentar a insegurança alimentar no mundo.O presidente também criticou o aumento da corrida armamentista global. "Todo mundo acha que os conflitos vão se agravar e todo mundo quer mais armas, mais bombas atômicas, mais drones e aviões de combate cada vez mais caros. E nada disso é feito para construir ou para produzir alimentos", afirmou.Lula ainda questionou a eficácia da Organização das Nações Unidas (ONU) diante de conflitos internacionais recentes, afirmando que a organização corre o risco de perder credibilidade ao ceder ao que chamou de "fatalismo dos senhores da guerra".
https://noticiabrasil.net.br/20260302/mundo-caminha-para-a-lei-da-selva-diz-analista-a-sputnik-sobre-acao-dos-eua-e-israel-contra-o-ira-48521741.html
https://noticiabrasil.net.br/20260304/eua-e-israel-subestimaram-verdadeiro-poder-do-ira-quando-mataram-khamenei-aponta-analista-48588133.html
estados unidos
irã
oriente médio
Sputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
2026
Sputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
notícias
br_BR
Sputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
https://cdn.noticiabrasil.net.br/img/07ea/03/03/48561657_171:0:2900:2047_1920x0_80_0_0_872effc39c42ab8d0abae86e53e4813e.jpgSputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
oriente médio e áfrica, donald trump, luiz inácio lula da silva, estados unidos, irã, oriente médio, congresso, onu, tomahawk, tpy-2 tm, thaad, the atlantic
oriente médio e áfrica, donald trump, luiz inácio lula da silva, estados unidos, irã, oriente médio, congresso, onu, tomahawk, tpy-2 tm, thaad, the atlantic
Pentágono avalia que Estados Unidos gastam US$ 1 bilhão por dia na guerra contra o Irã
22:22 04.03.2026 (atualizado: 07:42 05.03.2026) A guerra contra o Irã já custa aos Estados Unidos quase US$ 1 bilhão (R$ 5,2 bilhões) por dia, segundo estimativas preliminares do Pentágono citadas pela revista The Atlantic nesta quarta-feira (4). O cálculo foi divulgado por um funcionário do Congresso norte-americano ouvido pela publicação.
O conflito
começou no último fim de semana, quando
Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra alvos iranianos, incluindo instalações em Teerã. Em resposta, o Irã iniciou ataques contra o território israelense e
bases militares norte-americanas espalhadas pelo Oriente Médio, ampliando o risco de escalada regional.
De acordo com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao menos 49 altos funcionários iranianos teriam sido mortos em decorrência dos bombardeios iniciais, incluindo o líder supremo iraniano Ali Khamenei.
Já um levantamento do projeto Costs of War, da Universidade Brown, aponta que a operação militar já consumiu diretamente entre US$ 2 bilhões (R$ 10,4 bilhões) e US$ 3 bilhões (R$ 15,6 bilhões) em apenas cinco dias.
Segundo os pesquisadores, somente o custo operacional contínuo das ações no Oriente Médio chega a US$ 220 milhões (R$ 1,1 bilhão) por dia.
Além disso, ações militares específicas também geraram despesas significativas. Apenas o primeiro dia de bombardeios com
mísseis Tomahawk teria custado cerca de US$ 240 milhões (R$ 1,2 bilhão). Já a perda dos três primeiros caças norte-americanos abatidos representou
cerca de US$ 270 milhões (R$ 1,4 bilhão), enquanto ataques realizados por forças navais custaram aproximadamente US$ 75 milhões (R$ 392 milhões).
Danos militares ainda não contabilizados
Os cálculos divulgados até agora não incluem alguns danos relevantes sofridos por equipamentos militares norte-americanos na região. Entre eles está a destruição do radar AN/FPS-132, localizado na
Base Aérea de Al Udeid, no Catar. Avaliado em cerca de US$ 1,1 bilhão (R$ 5,7 bilhões), o equipamento teria sido destruído por
ataques iranianos no primeiro dia de combate.
Também não foram considerados dois radares AN/TPY-2, utilizados para controle de fogo do sistema antimísseis THAAD, destruídos nos Emirados Árabes Unidos. Cada um desses sistemas é estimado em US$ 500 milhões (R$ 2,6 bilhões)
Além dos custos militares diretos, o conflito já provoca impactos econômicos internacionais. Entre os principais efeitos identificados pelo estudo estão:
Alta de
10,4% a 11,5% nos preços do petróleo;
Interrupção da navegação no estreito de Ormuz, que concentra cerca de 20% do transporte diário global de petróleo;
Queda de 1,15% a 1,5% no mercado de ações dos Estados Unidos.
O bloqueio do estreito, um dos pontos estratégicos mais importantes do
comércio energético mundial e responsável por receber pelo menos um terço do petróleo produzido no mundo, tem gerado preocupações sobre
possíveis interrupções no abastecimento global.
Lula critica prioridade global ao gasto militar
Em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou mais cedo a prioridade dada por líderes globais aos gastos militares em detrimento do combate à fome.
Durante a abertura da reunião ministerial da 39ª Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) para a América Latina e o Caribe, realizada em Brasília, Lula afirmou que os recursos destinados a armamentos poderiam ser usados para enfrentar a insegurança alimentar no mundo.
"Se tomássemos o dinheiro que foi gasto no ano passado em armamentos e conflitos, o equivalente a US$ 2,7 trilhões [R$ 14,1 trilhões], e dividíssemos entre os 630 milhões de pessoas que passam fome no planeta, poderíamos ter distribuído US$ 4.285 [R$ 22,4 mil] para cada uma delas", declarou.
O presidente também criticou o aumento da corrida armamentista global. "Todo mundo acha que os conflitos vão se agravar e todo mundo quer mais armas, mais bombas atômicas, mais drones e aviões de combate cada vez mais caros. E nada disso é feito para construir ou para produzir alimentos", afirmou.
Lula ainda questionou a eficácia da
Organização das Nações Unidas (ONU) diante de conflitos internacionais recentes, afirmando que a organização corre o risco de perder credibilidade ao ceder ao que chamou de "fatalismo dos senhores da guerra".
Acompanhe as notícias que a grande mídia não mostra!
Siga a Sputnik Brasil e tenha acesso a conteúdos exclusivos no nosso canal no Telegram.
Já que a Sputnik está bloqueada em alguns países, por aqui você consegue baixar o nosso aplicativo para celular (somente para Android).