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Xisto dos EUA não reage a tempo e crise no golfo ameaça disparar preço do petróleo, diz mídia

© AP Photo / Keith SrakocicArquivo: nesta foto, uma equipe trabalha em uma plataforma de perfuração em um poço de gás natural de xisto em Zelienople, Pensilvânia, EUA, 25 de junho de 2012
Arquivo: nesta foto, uma equipe trabalha em uma plataforma de perfuração em um poço de gás natural de xisto em Zelienople, Pensilvânia, EUA, 25 de junho de 2012 - Sputnik Brasil, 1920, 04.03.2026
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A disparada do petróleo após a guerra de Trump contra o Irã expôs a incapacidade do xisto americano de reagir rápido: produtores dizem que levariam meses para ampliar a oferta, enquanto a crise no golfo ameaça cortar milhões de barris e empurrar os preços acima de US$ 100.
Os produtores de xisto dos EUA alertam que não conseguem aumentar a produção rapidamente o suficiente para compensar a crise de abastecimento causada pela guerra do presidente norte-americano Donald Trump contra o Irã.

Segundo o Financial Times, Scott Sheffield, veterano do setor, afirmou que qualquer expansão significativa levaria meses e só ocorreria se os preços do petróleo se mantivessem altos por um período prolongado.

As empresas ainda se recuperam de um ano de cortes, plataformas paradas e demissões, resultado de preços baixos. Mesmo com a recente alta acima de US$ 80 (R$ 527), produtores preferem usar o fluxo de caixa extra para reduzir dívidas e remunerar acionistas, não para retomar perfurações. Sheffield lembra ainda à mídia britânica que muitas companhias estão ficando sem áreas viáveis para explorar.
A escalada no Oriente Médio — incluindo ataques dos EUA e Israel, a morte do aiatolá Ali Khamenei e ameaças iranianas de fechar o estreito de Ormuz — já levou ao fechamento de campos no Iraque e instalações no Catar, aumentando temores de interrupções no fornecimento global. Analistas como Goldman Sachs e Wood Mackenzie alertam que um bloqueio prolongado pode empurrar o barril acima de US$ 100 (R$ 527,55).
Bomba da Whiting Petroleum puxa petróleo bruto da região de Bakken, nas planícies do norte, perto de Bainville. Montana, EUA, 6 de novembro de 2013 - Sputnik Brasil, 1920, 04.03.2026
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Apesar disso, o governo Trump mantém otimismo, afirmando que o mundo está bem abastecido. A Agência Internacional de Energia (AIE) estima que o xisto norte-americano poderia adicionar até 400 mil barris por dia no segundo semestre, mas esse volume é pequeno diante dos 20 milhões de barris exportados diariamente pelo golfo.
Ainda segundo a apuração, especialistas ressaltam que a produção dos EUA, hoje em 13,6 milhões de barris por dia, deve cair neste ano, e reverter essa tendência exigiria meses, mesmo com preços elevados. Produtores da Bacia Permiana afirmam que só investiriam novamente com preços estáveis em torno de US$ 75 (R$ 395,76) por pelo menos um ano.

Investidores também demonstram cautela, avaliando que o conflito pode ser curto e que a alta atual dos preços não justificaria novos gastos. Muitos produtores só reagiriam a um aumento mais duradouro e lucrativo por barril.

Mesmo sem conseguir aliviar rapidamente a crise global, o xisto norte-americano ainda protege os consumidores dos EUA de choques mais severos. Como observa Daniel Yergin à mídia, sem essa produção, o mundo enfrentaria um cenário de pânico nos preços do petróleo.
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