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Reino Unido dá sinal verde para que os EUA usem suas bases na ofensiva contra o Irã
Reino Unido dá sinal verde para que os EUA usem suas bases na ofensiva contra o Irã
Sputnik Brasil
O governo britânico autorizou formalmente, nesta sexta-feira (6), os Estados Unidos a usar as bases militares de Diego García e RAF Fairford para realizar... 06.03.2026, Sputnik Brasil
2026-03-06T18:06-0300
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A base de Diego García fica no oceano Índico, cerca de 3,7 mil quilômetros da costa iraniana, e a RAF Fairford, localizada no condado inglês de Gloucestershire, pode receber e operar bombardeiros pesados dos EUA, como os B-52 e B-2.Londres resistia em permitir o uso de seu território para ações ofensivas por questões legais, mas o governo mudou de posição ao argumentar que as operações agora têm caráter "defensivo". Ainda assim, diversos políticos britânicos já criticaram a decisão do primeiro-ministro, Keir Starmer.Já o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, saudou a autorização e afirmou que a permissão autorizará que os ataques americanos "aumentem drasticamente".Em entrevista a um veículo de mídia francês, o vice-ministro das Relações Exteriores iraniano, Majid Takht-Ravanchi, afirmou também nesta sexta-feira que se algum país se juntar à agressão dos EUA contra o Irã, será um alvo legítimo para o Teerã.No sábado (28), Estados Unidos e Israel lançaram uma operação militar em larga escala contra o Irã. Tel Aviv afirmou que o objetivo dos ataques era impedir Teerã de obter armas nucleares. Donald Trump, por sua vez, anunciou sua intenção de destruir a Marinha iraniana e a indústria de defesa, e pediu aos cidadãos do país que derrubem o regime.População britânica desaprovaApenas 22% dos britânicos apoiam a participação do Reino Unido em ataques aéreos contra o Irã, com os EUA e Israel, segundo um estudo da BMG Research para o jornal i Paper.De acordo com os resultados do estudo, 47% dos entrevistados são contra a participação do Reino Unido nos ataques ao Irã, outros 18% afirmaram não ter opinião formada e 13% não souberam responder.A pesquisa foi realizada na quarta e quinta-feira e envolveu 1.503 adultos britânicos. Nenhuma margem de erro foi fornecida.Uma pesquisa da YouGov divulgada na segunda-feira revelou que 27% dos britânicos se opõem fortemente à ação dos EUA no Irã e 22% se opõem de alguma forma aos ataques, enquanto 17% apoiam de alguma forma a ação dos EUA e 11% apoiam fortemente os ataques ao Irã.Na segunda-feira (2), o Ministério da Defesa do Reino Unido confirmou um ataque com drone à base aérea de Akrotiri, no Chipre. A pista foi danificada durante o ataque. Mais tarde, nesse mesmo dia, dois drones foram interceptados a caminho da base. Na quarta-feira (4), o Ministério da Defesa anunciou que o drone não havia sido lançado do Irã. Após o Chipre expressar insatisfação com a situação, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, anunciou que enviaria o navio de guerra HMS Dragon e helicópteros equipados com capacidade antidrone para a ilha.
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Reino Unido dá sinal verde para que os EUA usem suas bases na ofensiva contra o Irã
18:06 06.03.2026 (atualizado: 22:31 06.03.2026) O governo britânico autorizou formalmente, nesta sexta-feira (6), os Estados Unidos a usar as bases militares de Diego García e RAF Fairford para realizar operações contra o Irã.
A base de Diego García fica no oceano Índico, cerca de 3,7 mil quilômetros da costa iraniana, e a RAF Fairford, localizada no condado inglês de Gloucestershire, pode receber e operar bombardeiros pesados dos EUA, como os B-52 e B-2.
Londres resistia em permitir o uso de seu território para ações ofensivas por questões legais, mas
o governo mudou de posição ao argumentar que as operações agora têm caráter "defensivo". Ainda assim, diversos
políticos britânicos já criticaram a decisão do primeiro-ministro, Keir Starmer.
Já o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, saudou a autorização e afirmou que a permissão autorizará que os ataques americanos "aumentem drasticamente".
Em entrevista a um veículo de mídia francês, o vice-ministro das Relações Exteriores iraniano, Majid Takht-Ravanchi, afirmou também nesta sexta-feira que se algum país se juntar à agressão dos EUA contra o Irã, será um alvo legítimo para o Teerã.
No sábado (28), Estados Unidos e Israel
lançaram uma operação militar em larga escala contra o Irã. Tel Aviv afirmou que o objetivo dos ataques era impedir Teerã de obter armas nucleares.
Donald Trump, por sua vez, anunciou sua intenção de
destruir a Marinha iraniana e a indústria de defesa, e pediu aos cidadãos do país que derrubem o regime.
População britânica desaprova
Apenas 22% dos britânicos apoiam a participação do Reino Unido em ataques aéreos contra o Irã, com os EUA e Israel, segundo um estudo da BMG Research para o jornal i Paper.
De acordo com os resultados do estudo, 47% dos entrevistados são contra a participação do Reino Unido nos ataques ao Irã, outros 18% afirmaram não ter opinião formada e 13% não souberam responder.
A pesquisa foi realizada na quarta e quinta-feira e envolveu 1.503 adultos britânicos. Nenhuma margem de erro foi fornecida.
Uma pesquisa da YouGov divulgada na segunda-feira revelou que 27% dos britânicos se opõem fortemente à ação dos EUA no Irã e 22% se opõem de alguma forma aos ataques, enquanto 17% apoiam de alguma forma a ação dos EUA e 11% apoiam fortemente os ataques ao Irã.
Na segunda-feira (2), o Ministério da Defesa do Reino Unido confirmou um ataque com drone à base aérea de Akrotiri, no Chipre. A pista foi danificada durante o ataque. Mais tarde, nesse mesmo dia, dois drones foram interceptados a caminho da base.
Na quarta-feira (4), o Ministério da Defesa anunciou que o drone não havia sido lançado do Irã. Após o Chipre expressar insatisfação com a situação, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, anunciou que enviaria o navio de guerra HMS Dragon e helicópteros equipados com capacidade antidrone para a ilha.
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