Lua perdida pode ter criado Titã e anéis de Saturno, sugere novo estudo

© Foto / NASA/JPL-Caltech/SSI
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Os cientistas podem ter chegado perto de explicar por que Titã, o maior satélite de Saturno, se tornou tão massivo e o próprio planeta ficou com uma inclinação incomum e oscilações em seu eixo.
De acordo com uma nova teoria de Matija Cuk do Instituto SETI, líder do recente estudo, há cerca de 500 milhões de anos um satélite adicional – um provável antecessor de Hipérion – colidiu e se fundiu com Titã. Este evento catastrófico poderia ter aumentado a massa de Titã e desencadeado uma cadeia de processos que alteraram a ressonância orbital de Saturno com Netuno. De acordo com a mesma hipótese, foi então que a história dos anéis do planeta poderia começar. Estima-se que eles têm cerca de 100 milhões de anos, escreve Science News.
Simulações computacionais e dados da missão Cassini mostram que tal cenário pode explicar vários mistérios de longa data: o tamanho invulgarmente grande de Titã, a oscilação mais rápida do eixo de Saturno (que é difícil de explicar apenas pela influência de Netuno) e a idade relativamente jovem dos anéis.
Anteriormente, os pesquisadores sugeriram a existência de uma lua, Chrysalis, cuja destruição poderia ter produzido os anéis de Saturno. No entanto, a nova hipótese, segundo o autor, está melhor alinhada com os cálculos. Se for verdade, Titã pode ser visto como o resultado de um antigo desastre espacial cujas consequências ainda são refletidas no movimento de Saturno.




