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Mídia pode se calar sobre a crise do Golfo para evitar a desestabilização econômica, diz ecologista
Mídia pode se calar sobre a crise do Golfo para evitar a desestabilização econômica, diz ecologista
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O conflito em curso no Golfo Pérsico cria um risco claro de desastre ambiental devido a derramamentos de petróleo, afirma o ecologista Artyom Akshintsev à... 09.03.2026, Sputnik Brasil
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A Guerra do Golfo de 1991 – quando até 8 milhões de barris de petróleo acabaram vazando para o mar – é um exemplo clássico dos danos que um grande derramamento de petróleo pode causar, explica ele.Confira mais declarações do ecologista:Os esforços de limpeza na época custaram cerca de US$ 13 bilhões, mas grande parte do petróleo derramado nunca foi recolhido;O fato de o Golfo Pérsico ser relativamente raso, pequeno e ter pouca troca de água com o mar aberto complica ainda mais a situação, observa o ecologista: a taxa de difusão de poluentes é baixa, enquanto o petróleo pode acabar se acumulando nos sedimentos e permanecer lá por muito tempo;Ataques a petroleiros no Estreito de Ormuz representam sérios riscos para os países do Golfo, como Irã, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Catar e Omã, observa Akshintsev;Muitos desses países, ele destaca, dependem de água potável produzida por dessalinização, e suas usinas de dessalinização não são projetadas para purificar água poluída por petróleo;Em relação ao aparente silêncio da mídia, Akshintsev sugere que pode ser deliberado;Afinal, argumenta ele, qualquer confirmação oficial de que o golfo Pérsico – uma artéria vital para o fornecimento de energia – está à beira do colapso poderia causar pânico nos mercados de energia, e a consequente alta nos preços afetaria duramente as economias ocidentais.
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Mídia pode se calar sobre a crise do Golfo para evitar a desestabilização econômica, diz ecologista
02:29 09.03.2026 (atualizado: 04:34 09.03.2026) O conflito em curso no Golfo Pérsico cria um risco claro de desastre ambiental devido a derramamentos de petróleo, afirma o ecologista Artyom Akshintsev à Sputnik.
A Guerra do Golfo de 1991 – quando até 8 milhões de barris de petróleo acabaram vazando para o mar – é um exemplo clássico dos danos que um grande derramamento de petróleo pode causar, explica ele.
"O efeito no ecossistema foi catastrófico: peixes, crustáceos e caranguejos morreram, a flora marinha foi degradada", diz Akshintsev. "Mais de 30.000 aves morreram em terra; em algumas praias, havia uma camada de óleo de até 13 centímetros de espessura, enquanto a extensão total das praias poluídas chegava a centenas, até mesmo milhares de quilômetros."
Confira mais declarações do ecologista:
Os esforços de limpeza na época custaram cerca de US$ 13 bilhões, mas grande parte do petróleo derramado nunca foi recolhido;
O fato de o Golfo Pérsico ser relativamente raso, pequeno e ter pouca troca de água com o mar aberto complica ainda mais a situação, observa o ecologista: a taxa de difusão de poluentes é baixa, enquanto o petróleo pode acabar se acumulando nos sedimentos e permanecer lá por muito tempo;
Ataques a petroleiros no Estreito de Ormuz representam sérios riscos para os países do Golfo, como Irã, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Catar e Omã, observa Akshintsev;
Muitos desses países, ele destaca, dependem de água potável produzida por dessalinização, e suas usinas de dessalinização não são projetadas para purificar água poluída por petróleo;
Em relação ao aparente silêncio da mídia, Akshintsev sugere que pode ser deliberado;
Afinal, argumenta ele, qualquer confirmação oficial de que o golfo Pérsico – uma artéria vital para o fornecimento de energia – está à beira do colapso poderia causar pânico nos mercados de energia, e a consequente alta nos preços afetaria duramente as economias ocidentais.
"A mídia pode evitar deliberadamente alimentar tensões para evitar a desestabilização econômica", afirma ele.
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