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Órbita elíptica em fusão de buraco negro e estrela de nêutrons desafia modelos atuais (IMAGEM)

© Foto / Carl Knox, OzGrav / SwinburneUma imagem artística inspirada em um evento de fusão de estrela de nêutrons em buraco negro
Uma imagem artística inspirada em um evento de fusão de estrela de nêutrons em buraco negro - Sputnik Brasil, 1920, 12.03.2026
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Buracos negros e estrelas de nêutrons podem se aproximar em órbitas elípticas antes de colidir, revelou uma pesquisa, baseada em ondas gravitacionais, indicando que esses sistemas têm origens diversas e podem ser moldados por interações com objetos terceiros.
Cientistas descobriram que pares formados por buracos negros e estrelas de nêutrons podem se aproximar em órbitas elípticas, e não circulares, antes de colidir.

A conclusão desafia modelos tradicionais sobre a formação desses sistemas binários extremos e indica que eles podem ter origens mais diversas do que se supunha.

A revelação surgiu a partir da análise das ondas gravitacionais emitidas pela fusão GW200105, detectada pelos observatórios de Ondas Gravitacionais por Interferometria a Laser (LIGO, na sigla em inglês) e Virgo. O evento ocorreu a cerca de 910 milhões de anos‑luz e resultou em um buraco negro final com aproximadamente 13 massas solares.
© Foto / Geraint Pratten, Royal Society University Research Fellow, University of BirminghamIlustração artística de um sistema binário excêntrico composto por uma estrela de nêutrons e um buraco negro. A trajetória da estrela de nêutrons é mostrada em azul e o movimento do buraco negro em laranja, enquanto os dois objetos orbitam um ao outro. A excentricidade mostrada aqui é exagerada em comparação com o sistema real, GW200105, para tornar o efeito no movimento orbital mais evidente
Ilustração artística de um sistema binário excêntrico composto por uma estrela de nêutrons e um buraco negro. A trajetória da estrela de nêutrons é mostrada em azul e o movimento do buraco negro em laranja, enquanto os dois objetos orbitam um ao outro. A excentricidade mostrada aqui é exagerada em comparação com o sistema real, GW200105, para tornar o efeito no movimento orbital mais evidente - Sputnik Brasil, 1920, 12.03.2026
Ilustração artística de um sistema binário excêntrico composto por uma estrela de nêutrons e um buraco negro. A trajetória da estrela de nêutrons é mostrada em azul e o movimento do buraco negro em laranja, enquanto os dois objetos orbitam um ao outro. A excentricidade mostrada aqui é exagerada em comparação com o sistema real, GW200105, para tornar o efeito no movimento orbital mais evidente
Segundo a pesquisadora Patricia Schmidt, da Universidade de Birmingham, a descoberta mostra que os modelos teóricos atuais são incompletos e levanta novas questões sobre onde esses sistemas se formam no Universo. A equipe utilizou um novo modelo de ondas gravitacionais desenvolvido na própria universidade para reconstruir a dinâmica orbital dos objetos.
Imagem composta pelos telescópios Hubble e Keck da fusão de galáxias H-ATLAS J142935.3-002836, lar do poderoso gigamaser espacial - Sputnik Brasil, 1920, 05.03.2026
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Astrônomos detectam gigamaser extremo produzido por fusão de galáxias distantes (IMAGEM)
Os cálculos permitiram medir a precessão — ou oscilação — das órbitas antes da fusão e revelaram ausência de precessão, algo incompatível com órbitas circulares. Essa é a primeira vez que tais características são medidas em uma fusão entre buraco negro e estrela de nêutrons.

Os resultados sugerem que o sistema pode ter sido influenciado por um terceiro objeto invisível, ou por interações gravitacionais com outras estrelas, o que explicaria a órbita elíptica. Isso indica que o par não evoluiu isoladamente, mas em um ambiente dinâmico e denso.

A equipe também concluiu que assumir órbitas circulares levou a subestimativas significativas das massas envolvidas: cerca de nove massas solares a menos para o buraco negro e duas para a estrela de nêutrons. Isso reforça a necessidade de revisar modelos usados para interpretar fusões desse tipo.
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