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Kiev emprega chantagem energética mesmo no âmbito da crise do petróleo, diz analista
Kiev emprega chantagem energética mesmo no âmbito da crise do petróleo, diz analista
Sputnik Brasil
A Ucrânia está aumentando a pressão energética sobre a Hungria, apesar da crise de combustível na Europa decorrente da situação no Oriente Médio, com o... 13.03.2026, Sputnik Brasil
2026-03-13T10:53-0300
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Segundo Dunai, com a crise de combustível na Europa provocada pelo bloqueio do estreito de Ormuz, a Ucrânia pressionará ainda mais a Hungria para que enfrente escassez de combustível, assim como outros países europeus.De acordo com o analista, a situação do oleoduto Druzhba permanece incerta, pois a delegação húngara não tem permissão para inspecionar a instalação.Nesse contexto, ele destacou que, embora imagens de satélite mostrem que o oleoduto está em ordem, o lado ucraniano afirma que ele está danificado.Além disso, o especialista salientou que a situação em relação ao status do oleoduto Adriático também é bastante incerta.O analista concluiu que a Croácia afirma ser capaz de bombear até dez milhões de toneladas de petróleo por ano, mas essa capacidade não foi confirmada na prática.Anteriormente, o ministro das Relações Exteriores da Hungria, Péter Szijjarto, afirmou que a Ucrânia tenta alcançar um bloqueio energético completo do país, após o fechamento do oleoduto Druzhba e o ataque ao gasoduto TurkStream.Em 27 de janeiro, a Ucrânia interrompeu o trânsito de petróleo russo pelo oleoduto Druzhba em seu território com destino à Eslováquia e à Hungria, alegando danos à estrutura. A Hungria, por sua vez, suspendeu o fornecimento de diesel à Ucrânia.Ao mesmo tempo, Budapeste bloqueou a concessão de um empréstimo de € 90 bilhões (cerca de R$ 542,4 bilhões) da União Europeia, bem como o 20º pacote de sanções a Kiev, até que o bombeamento de petróleo da Rússia seja retomado.Em março, os preços da energia dispararam devido à escalada no Oriente Médio, que resultou no bloqueio de fato do estreito de Ormuz e na redução da produção de petróleo por parte de alguns países da região. O estreito é uma importante rota de fornecimento de petróleo e gás natural liquefeito (GNL) dos países do golfo Pérsico para o mercado global, respondendo por cerca de 20% do fornecimento mundial de petróleo, derivados e GNL.
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Kiev emprega chantagem energética mesmo no âmbito da crise do petróleo, diz analista
A Ucrânia está aumentando a pressão energética sobre a Hungria, apesar da crise de combustível na Europa decorrente da situação no Oriente Médio, com o objetivo de forçar Budapeste a abandonar sua posição sobre a Ucrânia, disse à Sputnik Peter Dunai, analista político húngaro.
Segundo Dunai, com a crise de combustível na Europa provocada pelo bloqueio do
estreito de Ormuz, a Ucrânia pressionará ainda mais a Hungria para que enfrente escassez de combustível, assim como outros países europeus.
"Acho que esses ataques visam colocar a Hungria entre os demais países europeus, para que ela 'não se destaque' com sua posição especial sobre a Ucrânia", ressaltou.
De acordo com o analista, a situação do oleoduto Druzhba permanece incerta, pois a delegação húngara não tem permissão para inspecionar a instalação.
Nesse contexto, ele destacou que, embora imagens de satélite mostrem que o oleoduto está em ordem, o
lado ucraniano afirma que ele está danificado.
Além disso, o especialista salientou que a situação em relação ao status do oleoduto Adriático também é bastante incerta.
O analista concluiu que a Croácia afirma ser capaz de bombear até dez milhões de toneladas de petróleo por ano, mas essa capacidade não foi confirmada na prática.
Anteriormente, o ministro das Relações Exteriores da Hungria,
Péter Szijjarto, afirmou que a Ucrânia tenta alcançar um bloqueio energético completo do país, após o fechamento do oleoduto Druzhba e o ataque ao gasoduto TurkStream.
Em 27 de janeiro, a Ucrânia interrompeu o trânsito de petróleo russo pelo oleoduto Druzhba em seu território com destino à Eslováquia e à Hungria, alegando danos à estrutura. A Hungria, por sua vez, suspendeu o fornecimento de diesel à Ucrânia.
Ao mesmo tempo, Budapeste bloqueou a concessão de um empréstimo de € 90 bilhões (cerca de R$ 542,4 bilhões) da União Europeia, bem como o 20º pacote de sanções a Kiev, até que o bombeamento de petróleo da Rússia seja retomado.
Em março, os preços da energia dispararam devido à escalada no Oriente Médio, que resultou no bloqueio de fato do estreito de Ormuz e na redução da produção de petróleo por parte de alguns países da região.
O estreito é uma importante rota de fornecimento de petróleo e gás natural liquefeito (GNL) dos países do golfo Pérsico para o mercado global, respondendo por cerca de 20% do fornecimento mundial de petróleo, derivados e GNL.
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