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Recente pesquisa muda a previsão da destruição do satélite marciano Fobos

CC BY 2.0 / Les Chatfield / Dawn on PhobosAmanhecer em Fobos e Marte
Amanhecer em Fobos e Marte - Sputnik Brasil, 1920, 14.03.2026
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Uma dupla de pesquisadores publicou recentemente um estudo na revista Astronomy & Astrophysics, que mostra que, à medida que se aproxima do planeta Marte, Fobos, a sua maior lua, vai primeiro sofrer erosão superficial antes de ser destruído pelas forças de maré exercidas pelo Planeta Vermelho.
Essa destruição vai ocorrer a uma distância de Marte maior do que a estimada por modelos anteriores. Os resultados, obtidos através de simulações numéricas e estimativas analíticas, baseiam-se na suposição de que as propriedades físicas de Fobos, em particular a sua baixa força mecânica, são idênticas às de asteroides visitados recentemente.

Fobos, a mais massiva das duas luas de Marte, orbita tão perto do planeta (aproximadamente 9.000 km) que sua órbita está deteriorando inexoravelmente devido às forças da maré. Até agora, os modelos prediziam sua destruição nas imediações de Marte, perto do limite de Roche (cerca de 1,6 raios marcianos). No entanto, o novo estudo revela que Fobos começará a se desintegrar logo em 2,2 raios marcianos, aproximadamente 7.500 km do centro de Marte, muito mais cedo do que o esperado, se sua força mecânica for tão baixa quanto a dos asteroides recentemente visitados.

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Isso se deve porque se Fobos compartilha as mesmas características dos pequenos asteroides, sua estrutura seria a de uma pilha de escombros, um conglomerado de rochas unidas por sua própria gravidade. Cientistas mostraram que, neste caso, à medida que ele se aproxima do planeta, as forças da maré primeiro removem o material da superfície antes de causar uma ruptura total. Esse mecanismo, ignorado até agora, explica por que as estimativas anteriores subestimaram a distância de ruptura da pequena lua.
Estas simulações partem do pressuposto de que Fobos é muito mais frágil do que anteriormente assumido em estudos anteriores. Essa hipótese é motivada pela observação de que pequenos asteroides visitados têm mostrado uma força muito baixa.
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