Relação com os EUA é prioridade, mas com respeito à soberania, afirma presidente do México
Relação com os EUA é prioridade, mas com respeito à soberania, afirma presidente do México
Sputnik Brasil
Durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (16), a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, reiterou que, apesar das divergências, mantém boa relação com... 17.03.2026, Sputnik Brasil
A declaração vem na esteira do início formal da renegociação Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (NAFTA, na sigla em inglês) entre México, EUA e Canadá, e depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, ter criticado Sheinbaum por se recusar a aceitar ajuda para combater cartéis de drogas.O secretário de Economia do México, Marcelo Ebrard, anunciou que a primeira rodada de negociações com os Estados Unidos acontecerá nesta quarta-feira (18), como parte da revisão do tratado.Segundo o secretário, durante a reunião, o México proporá a manutenção do acordo e a eliminação de tarifas. De acordo com o documento "Resultados das Mesas Redondas de Consulta Pública para a Revisão do USMCA", preparado pelo Ministério da Economia do México, 83% dos setores mexicanos pesquisados consideraram o impacto do tratado como "muito positivo" ou "positivo".Apoio a CubaSheinbaum também comentou a mensagem que seu antecessor, Andrés Manuel López Obrador, publicou nas redes sociais, na qual pediu apoio ao povo de Cuba diante do bloqueio energético promovido pelos Estados Unidos."Ao defender Cuba, o México se defende de futuras intervenções dos Estados Unidos; nesse contexto, diferentes governos mexicanos têm defendido a ilha diante de pressões externas, especialmente de Washington", afirmou a Sputnik David García, professor da Faculdade de Estudios Superiores Aragón da Universidad Nacional Autónoma de México.Como México mantém relação próxima com Cuba e vínculo estratégico com os EUA, o analista avaliou que essa dupla interlocução confere ao país posição potencial de mediador entre os dois países:Uma delegação solidária formada por membros do Comité Provincial del Partido Comunista de Andalucía en Sevilla realizou em Havana a entrega de uma importante doação de medicamentos destinada a fortalecer o sistema de saúde cubano.
Durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (16), a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, reiterou que, apesar das divergências, mantém boa relação com Washington em questões de segurança e comércio e que manter essa relação é prioridade do governo, contanto que não coloque em risco a soberania do México.
"Ter uma boa relação com o governo dos EUA é uma prioridade. Dentro de qual estrutura? Com respeito à nossa soberania, respeito à nossa autodeterminação, respeito e apoio mútuos e confiança. Esses são os quatro princípios".
A declaração vem na esteira do início formal da renegociação Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (NAFTA, na sigla em inglês) entre México, EUA e Canadá, e depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, ter criticado Sheinbaum por se recusar a aceitar ajuda para combater cartéis de drogas.
O secretário de Economia do México, Marcelo Ebrard, anunciou que a primeira rodada de negociações com os Estados Unidos acontecerá nesta quarta-feira (18), como parte da revisão do tratado.
Segundo o secretário, durante a reunião, o México proporá a manutenção do acordo e a eliminação de tarifas.
"Cabeças frias e firmeza nos guiarão", afirmou Ebrard, que recentemente se reuniu com líderes empresariais mexicanos, que se uniram ao governo mexicano na revisão do acordo comercial.
De acordo com o documento "Resultados das Mesas Redondas de Consulta Pública para a Revisão do USMCA", preparado pelo Ministério da Economia do México, 83% dos setores mexicanos pesquisados consideraram o impacto do tratado como "muito positivo" ou "positivo".
Apoio a Cuba
Sheinbaum também comentou a mensagem que seu antecessor, Andrés Manuel López Obrador, publicou nas redes sociais, na qual pediu apoio ao povo de Cuba diante do bloqueio energético promovido pelos Estados Unidos.
"Ao defender Cuba, o México se defende de futuras intervenções dos Estados Unidos; nesse contexto, diferentes governos mexicanos têm defendido a ilha diante de pressões externas, especialmente de Washington", afirmou a Sputnik David García, professor da Faculdade de Estudios Superiores Aragón da Universidad Nacional Autónoma de México.
"Durante décadas, o México foi, em algumas ocasiões, um dos poucos países da América Latina que manteve uma posição constante de apoio à Revolução Cubana, apelando justamente a esses princípios de política externa", acrescentou.
Como México mantém relação próxima com Cuba e vínculo estratégico com os EUA, o analista avaliou que essa dupla interlocução confere ao país posição potencial de mediador entre os dois países:
"Diante desse cenário, começaram a surgir sinais de aproximação entre setores das elites cubanas e funcionários norte-americanos, o que abre a possibilidade de uma negociação; nesse eventual processo, o México poderia desempenhar um papel relevante como interlocutor".
Uma delegação solidária formada por membros do Comité Provincial del Partido Comunista de Andalucía en Sevilla realizou em Havana a entrega de uma importante doação de medicamentos destinada a fortalecer o sistema de saúde cubano.
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