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Polícia Federal aponta reintrodução de dados no Senado após exclusão determinada pelo STF

© Sputnik / Guilherme CorreiaO ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, durante evento do grupo LIDE
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, durante evento do grupo LIDE - Sputnik Brasil, 1920, 18.03.2026
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PF afirma que CPMI desobedeceu ordem de André Mendonça ao recuperar arquivos sob sigilo, levantando dúvidas sobre integridade das provas e controle judicial.
A Polícia Federal (PF) informou ter cumprido uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça e realizou a retirada, extração, cópia segura e exclusão de dados armazenados nos sistemas do Senado Federal, seguindo protocolos de integridade e cadeia de custódia.
Durante a ação, os agentes identificaram a reintrodução de dados anteriormente excluídos nos ambientes do Senado. Segundo a PF, isso ocorreu após solicitação direta da presidência da comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) à empresa Apple, o que gerou novo fluxo de download e armazenamento fora do controle judicial estabelecido.
A corporação afirmou que o episódio foi comunicado ao ministro relator e levanta questionamentos sobre a preservação das provas, a segregação de informações sensíveis e a integridade do material no curso da investigação. Na avaliação da PF, a conduta configura descumprimento da ordem judicial.
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A decisão de Mendonça havia determinado que ninguém tivesse acesso aos dados armazenados na chamada "sala-cofre" da CPMI, com o objetivo de preservar aspectos da vida privada dos investigados. O material inclui informações extraídas de dispositivos de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Após a prisão de Vorcaro, os dados de seu celular foram enviados à CPMI com autorização do ministro, desde que previamente filtrados pela PF para garantir pertinência às investigações. No entanto, houve acesso a conteúdos sensíveis, incluindo conversas pessoais com sua então namorada, Martha Graeff, além de mensagens, e-mails e uma lista de contatos que inclui ministros do STF, como Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques.
No início de março, Mendonça determinou a abertura de uma investigação sobre o vazamento dessas informações. Parte do conteúdo expôs relações pessoais e possíveis conexões envolvendo Vorcaro e agentes públicos.
O empresário foi preso por ordem do ministro, após a PF identificar a existência de um grupo denominado "A Turma", que reuniria auxiliares para perseguir e ameaçar desafetos. Entre os alvos estaria o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo.
As investigações apontam ainda que Luiz Phillipi Mourão, aliado de Vorcaro, atuaria na invasão de sistemas oficiais para obtenção de informações sigilosas relacionadas a investigações e opositores do empresário.
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