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Mídia: China se sente melhor que outros na Ásia porque se preparou para crise energética por anos

© AP Photo / Andy WongBandeira da China tremula acima de edifícios de escritórios em Xangai. China, 14 de abril de 2016
Bandeira da China tremula acima de edifícios de escritórios em Xangai. China, 14 de abril de 2016 - Sputnik Brasil, 1920, 20.03.2026
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Enquanto outras economias asiáticas buscam economizar energia devido ao fechamento do estreito de Ormuz pelo Irã, a China possui vastas reservas de petróleo e gás, além de fontes de energia renovável, como a eólica e a solar, escreve o jornal The Guardian.
O jornal sublinha que o presidente chinês, Xi Jinping, esteve preparando seu país por anos para uma crise dessa magnitude.

"As exportações de petróleo do Oriente Médio caíram 61% nas últimas semanas, agitando países em toda a Ásia, que dependiam da região para 59% de suas importações de petróleo em 2025. Esses países correram para economizar energia. No entanto, a China, segunda maior economia do mundo, parece estar em uma posição muito diferente da de grande parte do continente", ressalta a matéria.

Segundo a publicação, o sistema energético do país possui ampla margem de segurança, com reservas gigantescas de petróleo e gás natural liquefeito.
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Ao mesmo tempo, a China tem um robusto suprimento doméstico, incluindo fontes alternativas, como energia eólica e solar.
Como importa cerca de metade de seu petróleo bruto do Oriente Médio, o país está menos exposto que outras economias asiáticas.
As entregas do Irã para seu principal comprador continuam, apesar da guerra, com uma queda marginal nos volumes: de 1,57 milhão de barris por dia em fevereiro para 1,47 milhão em março.
Navios-tanque estatais operam na região, e as reservas estratégicas de petróleo são estimadas em 1,4 bilhão de barris.
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Após o início da guerra, as refinarias locais suspenderam as exportações, enquanto a participação de energias renováveis na geração de eletricidade alcançou 31% em 2024.
Dessa forma, o jornal conclui que a China está melhor posicionada do que a maioria para navegar pelos riscos econômicos gerados pela guerra entre EUA e Israel contra o Irã.
Em 28 de fevereiro, os EUA e Israel começaram a atacar alvos no Irã, incluindo Teerã, e foram relatadas vítimas civis e destruições. O Irã retalia contra território israelense, bem como alvos militares dos EUA na região do Oriente Médio.
Cabe destacar que a agressão dos EUA e Israel contra o Irã mergulhou o Oriente Médio em um profundo conflito, com o estreito de Ormuz, uma das vias navegáveis mais importantes para o comércio global, praticamente fechado, e instalações energéticas-chave na região sob ataque.
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