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Presidente interina pede fim das sanções dos EUA e defende Venezuela 'livre de medidas coercitivas'

© AP Photo / Matias DelacroixDelcy Rodríguez discursa no Ministério das Relações Exteriores, em Caracas. Venezuela, 8 de agosto de 2024
Delcy Rodríguez discursa no Ministério das Relações Exteriores, em Caracas. Venezuela, 8 de agosto de 2024 - Sputnik Brasil, 1920, 20.03.2026
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A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, voltou a defender nesta sexta-feira (20) a suspensão das sanções impostas pelos Estados Unidos, afirmando que o país deve ser "livre de medidas coercitivas".
"Não deixo espaço em branco para insistir ao presidente Donald Trump que a Venezuela deve ser um país livre de sanções. É um direito nosso e também uma questão de justiça", declarou Rodríguez.
Segundo a dirigente, o levantamento das sanções integra a agenda em construção entre Caracas e Washington, com foco em cooperação e complementaridade. A presidente afirmou que essa é uma demanda ampla da sociedade venezuelana.
Rodríguez destacou que se trata de "um pedido de todo o país", incluindo trabalhadores, empresários e a população em geral, que, segundo ela, foi duramente afetada pelo bloqueio, com impactos sobre renda, saúde, educação e alimentação.
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"Mas já é hora, chegou a hora de que a Venezuela esteja livre de sanções, e nesses espaços de trabalho e esforço, que mostram o melhor dos venezuelanos, como mostraram nossos jogadores no beisebol, a Venezuela também deve saber que aqui há uma grande equipe", acrescentou.

Após o sequestro do presidente Nicolás Maduro por forças norte-americanas no início de janeiro, autoridades venezuelanas passaram a negociar uma nova relação comercial e diplomática com Washington, especialmente nos setores de petróleo e gás.
Apesar dessas negociações, as sanções seguem em vigor. Em 20 de fevereiro, a administração Trump renovou a ordem executiva que classifica a Venezuela como uma "ameaça incomum e extraordinária" à segurança dos EUA.
O governo venezuelano contesta a medida e afirma que o instrumento foi criado "sem base objetiva nem justificativa real", em desacordo com o direito internacional. O decreto, emitido durante o governo de Barack Obama, resultou na aplicação de mais de mil medidas unilaterais contra o país sul-americano, o que levou à perda de mais de 99% de suas receitas.
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