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Analista aponta 3 razões para adiamento dos ataques dos EUA às instalações de energia iranianas

© AP Photo / Vahid SalemiCentro de conversão de urânio próximo da cidade iraniana de Isfahan
Centro de conversão de urânio próximo da cidade iraniana de Isfahan - Sputnik Brasil, 1920, 25.03.2026
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Ao anunciar um adiamento de cinco dias dos ataques às instalações de energia do Irã, os Estados Unidos provavelmente querem baixar os preços do petróleo, restaurar os estoques de mísseis ou fortalecer sua posição no confronto com a oposição, disse à Sputnik o cientista político do Azerbaijão, Asif Narimanly.
Na avaliação do especialista, a declaração do presidente norte-americano Donald Trump, persistentemente refutada por Teerã, de que "negociações produtivas estão em andamento para acabar com o conflito", bem como um "adiamento de cinco dias" de ataques a recursos energéticos e usinas iranianas, pode ser considerada uma manobra diplomática projetada para alcançar vários objetivos interconectados.
De acordo com Narimanly, isso pode ser necessário, em primeiro lugar, para influenciar a situação de crise no mercado de energia: Washington quer que o mercado "recupere o fôlego" por cinco dias, enquanto ele mesmo tenha a oportunidade de procurar maneiras de resolver o problema do estreito de Ormuz durante esse período.

"Em segundo lugar, [os EUA adiaram bombardeios de instalações de energia iranianas] para ganhar tempo: é necessário restaurar as perdas no arsenal de mísseis dos EUA, mas ao mesmo tempo é necessário tomar uma decisão sobre o curso da guerra - a transição para uma nova fase ou a conquista dos objetivos iniciais."

Técnico de petróleo iraniano verifica as instalações do separador de óleo no campo petrolífero de Azadegan, perto de Ahvaz, Irã (imagem referencial) - Sputnik Brasil, 1920, 25.03.2026
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Terceiro, esse passo de Washington poderia ser feito para fortalecer sua posição no contexto da guerra diante das forças de oposição tanto dentro dos Estados Unidos quanto na arena internacional.

"O governo dos EUA, por um lado, defende o diálogo e, por outro, demonstra que está 'tentando acabar com a guerra', apresentando condições que o Irã não aceitará - demandas anteriores, incluindo a abertura do estreito de Ormuz", explicou o cientista político.

E a recusa de Teerã em aceitar essas condições pode ser usada pelos Estados Unidos como um argumento que supostamente explicaria a continuação das hostilidades, resumiu Narimanly.
Nesta segunda-feira (23), o presidente norte-americano Donald Trump disse que EUA e Irã tiveram conversas muito positivas e produtivas. Ele observou que havia instruído o Pentágono a adiar os ataques à infraestrutura energética do Irã por cinco dias.
Embora o presidente norte-americano tenha declarado ter realizado "boas conversações" com o Irã, o Ministério das Relações Exteriores iraniano negou essas declarações, reiterando que as conversações não podem ser realizadas durante bombardeamentos.
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