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Postura hostil da UE em relação a Moscou encaminhará o bloco para catástrofe, diz político finlandês

© Sputnik / Vladimir SergeiBandeiras da Rússia e UE.
Bandeiras da Rússia e UE. - Sputnik Brasil, 1920, 25.03.2026
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A União Europeia (UE) pretende ganhar tempo para seu próprio rearmamento, sob o pretexto de tentar alcançar uma solução para a crise na Ucrânia, escreveu na rede social X o deputado Armando Mema, membro do partido finlandês Aliança pela Liberdade.
Mema comentou a declaração do comissário europeu para a Defesa e o Espaço, Andrius Kubilius, de que Kiev precisa de 2.000 mísseis para os sistemas de defesa antiaérea Patriot e de que os países da UE devem iniciar sua produção, considerando o consumo intensivo de mísseis pelos EUA no conflito com o Irã.

"A UE não está trabalhando para encontrar uma solução diplomática, mas para dar continuidade à guerra e ganhar tempo para o seu próprio rearmamento, tudo às custas do povo ucraniano", ressaltou.

Segundo o político, ao fornecer armas à Ucrânia, a UE busca infligir uma derrota estratégica à Rússia. Além disso, Mema destacou que pôr fim ao conflito na Ucrânia é uma necessidade urgente para evitar um confronto nuclear, porém os europeus continuam agindo com arrogância e desprezando a diplomacia.
"A Rússia se ofereceu para negociar, mas os líderes ocidentais não querem", acrescentou o deputado.
Portanto, ele concluiu que a guerra chegará inevitavelmente à Europa se a UE não mudar de rumo, e a paz é uma questão de vontade.
Kirill Dmitriev, diretor-geral da RFPI - Sputnik Brasil, 1920, 22.03.2026
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Anteriormente, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia declarou que os países hostis reconheceram a impossibilidade de uma derrota estratégica da Rússia.
Moscou considera que o fornecimento de armas à Ucrânia prejudica a resolução do conflito, envolve diretamente os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte e constitui um "jogo com o fogo".
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, observou que qualquer carga com armamento para a Ucrânia se tornará alvo legítimo da Rússia. No Kremlin, afirmaram que o fornecimento de armas à Ucrânia pelo Ocidente não contribui para as negociações e terá um efeito negativo.
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