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Mídia: crise no Iraque se agrava com colapso das exportações de petróleo e pressão sobre o governo
Mídia: crise no Iraque se agrava com colapso das exportações de petróleo e pressão sobre o governo
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O Iraque enfrenta uma grave crise econômica após a queda de mais de 70% nas exportações de petróleo bruto, consequência direta da guerra com o Irã e do... 26.03.2026, Sputnik Brasil
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A produção despencou de 3,4 milhões para cerca de 250 mil barris por dia, deixando o orçamento estatal sob enorme pressão.De acordo com o Financial Times, a crise recai sobre um governo interino fragilizado, ainda no poder meses após as eleições e pressionado por ataques dos EUA contra milícias xiitas apoiadas por Teerã dentro do território iraquiano. Em meio a essa instabilidade, sete soldados iraquianos foram mortos em um ataque atribuído aos EUA.Especialistas afirmam à mídia britânica que o Iraque, altamente dependente do petróleo e sem ter diversificado sua economia nas últimas décadas, está excepcionalmente vulnerável ao choque atual.A queda nas exportações já custou ao país cerca de US$ 5,4 bilhões (aproximadamente R$ 28,22 bilhões), quase 2% do produto interno bruto (PIB) de 2024. O governo tem dinheiro para pagar salários públicos por apenas um ou dois meses, e economistas alertam para dificuldades já a partir de maio, segundo a mídia.A dependência de gás iraniano para a rede elétrica agrava o cenário, já que as importações despencaram após ataques israelenses ao maior campo de gás do Irã.Bagdá tenta alternativas para escoar o petróleo, incluindo reparos em oleodutos e a declaração de força maior em campos operados por empresas estrangeiras. Mesmo que consiga elevar as exportações para 500 mil barris por dia, isso não seria suficiente para cobrir obrigações básicas, como assistência social e salários.O país depende atualmente de um oleoduto que atravessa o Curdistão até Ceyhan, na Turquia, um acordo frágil sustentado por pressão dos EUA.
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Mídia: crise no Iraque se agrava com colapso das exportações de petróleo e pressão sobre o governo
09:54 26.03.2026 (atualizado: 11:21 26.03.2026) O Iraque enfrenta uma grave crise econômica após a queda de mais de 70% nas exportações de petróleo bruto, consequência direta da guerra com o Irã e do fechamento do estreito de Ormuz, sua principal rota de navegação.
A produção despencou de 3,4 milhões para cerca de 250 mil barris por dia, deixando o orçamento estatal sob enorme pressão.
De
acordo com o Financial Times, a
crise recai sobre um governo interino fragilizado, ainda no poder meses após as eleições e pressionado por ataques dos EUA contra milícias xiitas apoiadas por Teerã
dentro do território iraquiano. Em meio a essa instabilidade, sete soldados iraquianos foram mortos em um ataque atribuído aos EUA.
Especialistas afirmam à mídia britânica que o Iraque,
altamente dependente do petróleo e sem ter diversificado sua economia nas últimas décadas, está
excepcionalmente vulnerável ao choque atual.
As vendas de petróleo representam 90% do orçamento estatal, enquanto 90% dos bens de consumo, alimentos e medicamentos são importados, muitos via Ormuz, afirma a apuração.
A queda nas exportações já custou ao país cerca de US$ 5,4 bilhões (aproximadamente R$ 28,22 bilhões), quase 2% do produto interno bruto (PIB) de 2024. O
governo tem dinheiro para pagar salários públicos por apenas um ou dois meses, e economistas
alertam para dificuldades já a partir de maio, segundo a mídia.
A
dependência de gás iraniano para a rede elétrica agrava o cenário, já que as importações despencaram após
ataques israelenses ao maior campo de gás do Irã.
A situação é ainda mais complicada pela atuação de milícias xiitas que atacam alvos norte-americanos, provocando retaliações dos EUA em várias regiões do país.
Bagdá tenta alternativas para
escoar o petróleo, incluindo reparos em oleodutos e a declaração de força maior em campos operados por empresas estrangeiras. Mesmo que consiga elevar as exportações para 500 mil barris por dia, isso
não seria suficiente para cobrir obrigações básicas, como assistência social e salários.
O
país depende atualmente de um oleoduto que atravessa o Curdistão até Ceyhan, na Turquia, um acordo frágil sustentado por
pressão dos EUA.
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