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Drones iranianos 'a preço de banana' estão devastando estoques de defesa aérea dos EUA, diz mídia
Drones iranianos 'a preço de banana' estão devastando estoques de defesa aérea dos EUA, diz mídia
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O drone Shahed 136 iraniano ganhou destaque no conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, escreve o jornal Estadão. 27.03.2026, Sputnik Brasil
2026-03-27T12:02-0300
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O jornal salienta que a eficácia do Shahed 136 em bloquear o estreito de Ormuz contrasta com os desafios logísticos e os obstáculos burocráticos enfrentados pela enorme máquina militar dos Estados Unidos.Segundo a publicação, a dicotomia entre um arsenal acessível e altamente eficaz do Irã e as complexidades logísticas, burocráticas e de suprimentos que caracterizam o gigantismo militar norte-americano tornou-se um elemento central da guerra assimétrica no Oriente Médio.Nesse contexto, é apontado que na era da precisão em massa, em que armas combinam baixo custo e alta eficácia, a vantagem não está mais apenas na posse da tecnologia mais avançada, mas na capacidade de produzi-la, adaptá-la e empregá-la mais rapidamente.Nesse contexto, Washington precisa se adaptar ao enfrentamento de armamentos mais simples e acessíveis, como o Shahed, um drone descartável e de baixo custo frequentemente chamado de "drone suicida".Ao mesmo tempo, a reportagem destaca que o funcionamento do Shahed é quase artesanal, com um motor adaptado, peças de alumínio, materiais de impressoras 3D e uma ogiva convencional.Trata-se de um drone lento e rudimentar, lançado de um trilho sobre um caminhão, com alcance de milhares de quilômetros e custo de dezenas de milhares de dólares — uma fração ínfima do valor dos mísseis utilizados para abatê-lo.A principal desvantagem enfrentada no cenário atual pelos EUA é a velocidade de produção de munições para a defesa antiaérea: se centenas desses drones podem ser fabricados em semanas, gargalos burocráticos e cadeias de suprimentos frágeis dificultam a reposição dos estoques.O modelo de suprimentos "just-in-time", por sua vez, evita grandes reservas, mas gera dependência de insumos estrangeiros e prazos de entrega mais longos, resultando em uma corrida para que a expansão industrial evite que os arsenais atuais cheguem a um nível crítico.Além disso, o artigo conclui que a dependência de Washington de minerais raros, processados majoritariamente por um único país, dificulta a agilidade, pois os sistemas avançados dependem de componentes personalizados que exigem esses materiais especializados.
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Drones iranianos 'a preço de banana' estão devastando estoques de defesa aérea dos EUA, diz mídia
O drone Shahed 136 iraniano ganhou destaque no conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, escreve o jornal Estadão.
O jornal
salienta que a eficácia do Shahed 136 em bloquear o estreito de Ormuz contrasta com os desafios logísticos e os obstáculos burocráticos enfrentados pela enorme máquina militar dos Estados Unidos.
"De um lado, dois porta-aviões, nove destróieres, helicópteros de combate, caças de última geração e baterias antiaéreas ultramodernas, tudo a um custo exorbitante. Do outro, drones. Muitos drones. Produzidos com materiais simples e 'à preço de banana'", ressalta a matéria.
Segundo a publicação, a dicotomia entre um arsenal acessível e altamente eficaz do Irã e as complexidades logísticas, burocráticas e de suprimentos que caracterizam o gigantismo militar norte-americano tornou-se um elemento central da guerra assimétrica no
Oriente Médio.
Nesse contexto, é apontado que na era da precisão em massa, em que armas combinam baixo custo e alta eficácia, a vantagem não está mais apenas na posse da tecnologia mais avançada, mas na capacidade de produzi-la, adaptá-la e empregá-la mais rapidamente.
Nesse contexto, Washington precisa se adaptar ao enfrentamento de armamentos mais simples e acessíveis, como o Shahed, um drone descartável e de baixo custo frequentemente chamado de "drone suicida".
"Com isso, virou a principal arma utilizada pelo Irã para alcançar uma escala de ataque que não seria possível apenas com suas forças armadas tradicionais", acrescenta o jornal.
Ao mesmo tempo, a reportagem destaca que o
funcionamento do Shahed é quase artesanal, com um motor adaptado, peças de alumínio, materiais de impressoras 3D e uma ogiva convencional.
Trata-se de um drone lento e rudimentar, lançado de um trilho sobre um caminhão, com alcance de milhares de quilômetros e custo de dezenas de milhares de dólares — uma fração ínfima do valor dos mísseis utilizados para abatê-lo.
A principal desvantagem enfrentada no cenário atual pelos EUA é a velocidade de produção de
munições para a defesa antiaérea: se centenas desses drones podem ser fabricados em semanas, gargalos burocráticos e cadeias de suprimentos frágeis dificultam a reposição dos estoques.
O modelo de suprimentos "just-in-time", por sua vez, evita grandes reservas, mas gera dependência de insumos estrangeiros e prazos de entrega mais longos, resultando em uma corrida para que a expansão industrial evite que os arsenais atuais cheguem a um nível crítico.
Além disso, o artigo conclui que a dependência de Washington de minerais raros, processados majoritariamente por um único país, dificulta a agilidade, pois os sistemas avançados dependem de componentes personalizados que exigem esses materiais especializados.
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