Economia europeia começa a sentir consequências da guerra dos EUA contra o Irã, afirma mídia

© AP Photo / Martin Meissner
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A crise energética causada pela guerra dos Estados Unidos contra o Irã começou a afetar os setores da economia europeia voltados para o uso intensivo de energia, afirma a agência de notícias Bloomberg.
Segundo a publicação, as consequências da guerra no Oriente Médio já exercem pressão sobre indústrias europeias que consomem muitos recursos energéticos, incluindo a indústria química alemã, e há um risco crescente de que o impacto se espalhe para uma gama mais ampla de consumidores à medida que a renda da população diminui.
"Os efeitos econômicos da guerra com o Irã são sentidos na Europa, onde a desaceleração do crescimento econômico e a aceleração da inflação correm o risco de exacerbar as pressões industriais, orçamentárias e políticas em toda a região", diz o texto.
Em particular, destaca-se que a indústria química alemã, que já sofreu com o aumento dos preços em 2022, alertou para a redução dos volumes de produção por causa da falta de energia, cuja ausência, por sua vez, é explicada pelo fechamento do estreito de Ormuz.
"A produção na maior fábrica de amônia do país, a SKW Piesteritz GmbH, foi reduzida ao mínimo técnico de 85%, enquanto a Evonik Industries, fabricante de especialidades químicas, ainda está analisando os danos que pode enfrentar", lê-se no artigo.
Ao mesmo tempo, outras empresas europeias também advertem sobre as consequências econômicas do conflito. Assim, a empresa de transporte de contêineres Hapag-Lloyd AG enfrenta custos semanais adicionais de US$ 40 a US$ 50 milhões (R$ 210,86 - 263,62 milhões) relacionados a combustíveis, seguros e armazenamento.
Entretanto, o Reino Unido precisa usar recursos financeiros já limitados para mitigar o aumento do custo de vida, e o Banco Central britânico, seguindo o Banco Central Europeu, provavelmente deve aumentar as taxas de juros, afirmaram os autores do material, citando comerciantes.
Ontem (26), o chefe do Fundo Russo de Investimentos Diretos (RFPI, na sigla em russo) e representante especial do presidente russo para investimentos e cooperação econômica com países estrangeiros, Kirill Dmitriev, afirmou que está chegando a crise energética mais poderosa do mundo, mas nem a Europa nem o Reino Unido estão preparados para isso.



