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Estudo: caldeira de vulcão gigante no Japão está se enchendo de lava após erupção há 7.300 anos (FOTO)

© AP Photo / Bullit MarquezSuperlua azul de sangue aparece encoberta por uma nuvem de pó expelido pelo vulcão Mayon, nas Filipinas
Superlua azul de sangue aparece encoberta por uma nuvem de pó expelido pelo vulcão Mayon, nas Filipinas - Sputnik Brasil, 1920, 28.03.2026
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Cerca de 7.300 anos atrás, a erupção do Akahoya ocorreu no sul do atual arquipélago japonês. Geólogos a classificam como uma das maiores da era holocênica: o vulcão liberou à superfície e na atmosfera de 133 a 183 quilômetros cúbicos de rocha.
Após a liberação de tanto material do subsolo da crosta terrestre, o reservatório subterrâneo ficou vazio. Sem suportar o próprio peso, o topo do vulcão desabou, preenchendo o vazio deixado. No lugar da montanha, surgiu uma caldeira, uma vasta depressão agora completamente escondida pelas águas do Oceano Pacífico.
Essa caldeira, chamada de Kikai, era considerada uma formação geológica inativa que havia completado seu ciclo de vida. Mas um estudo recente de cientistas da Universidade de Kobe e da Agência Japonesa de Ciência e Tecnologia (JAMSTEC) mostrou que a atividade geológica sob o leito marinho não cessou.

Os pesquisadores descobriram que o antigo reservatório de magma do vulcão destruído está sendo preenchido com novo volume de rocha derretida. A descoberta permite descrever em detalhes e sem lacunas a física dos processos que ocorrem nos maiores sistemas vulcânicos do planeta ao longo de milênios.

A equipe publicou suas descobertas na revista Communications Earth & Environment. Eles descobriram que existe de fato uma região que consiste em grande parte de magma diretamente sob o vulcão que entrou em erupção há 7.300 anos e caracterizaram o tamanho e a forma do reservatório, detalha Phys.org.
"Devido à sua extensão e localização, é claro que este é de fato o mesmo reservatório de magma da erupção anterior", disse Seama Nobukazu, geofísico da Universidade de Kobe.
Mas esse magma provavelmente não é um remanescente daquela erupção. Pesquisadores descobriram que, no centro da caldeira, uma nova cúpula de lava tem se formado nos últimos 3.900 anos, e análises químicas mostraram que o material produzido por essa e outras atividades vulcânicas recentes tem composição diferente do que foi ejetado na última erupção gigante.

"Isso significa que o magma que agora está presente no reservatório sob a cúpula de lava é provavelmente magma recém-injetado", resume Seama. Isso permite que os pesquisadores proponham um modelo geral de como reservatórios de magma sob caldeiras são recarregados.

"Este modelo de reinjeção de magma é compatível com a existência de grandes reservatórios de magma rasos sob outras caldeiras gigantes como Yellowstone e Toba", diz Seama, esperando que as descobertas de sua equipe possam contribuir para entender os ciclos de fornecimento de magma após erupções gigantes.
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