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Brasil condena massacre no Haiti e pede apoio internacional ao país

© AP Photo / Odelyn JosephPedestres passam por soldado que monitora a área próxima ao aeroporto internacional de Porto Príncipe, capital do Haiti, em 4 de março de 2024
Pedestres passam por soldado que monitora a área próxima ao aeroporto internacional de Porto Príncipe, capital do Haiti, em 4 de março de 2024 - Sputnik Brasil, 1920, 31.03.2026
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O governo brasileiro manifestou, nesta terça-feira (31), "profunda preocupação" com o ataque ocorrido, no domingo (29), na região de Artibonite, no Haiti, atribuído a um grupo criminoso.
A ação deixou mais de 80 mortos e dezenas de pessoas desalojadas. Em nota, o Itamaraty expressou solidariedade às famílias das vítimas e reiterou apoio às autoridades haitianas.
O governo brasileiro defendeu o engajamento da comunidade internacional para fortalecer os esforços do país caribenho nas áreas de segurança pública, desenvolvimento social e econômico e estabilidade institucional.
O ataque ocorreu em Petite Rivière de l'Artibonite, cidade no centro do Haiti, quando integrantes de uma gangue incendiaram casas e executaram moradores à queima-roupa, segundo informações das agências da Organização das Nações Unidas (ONU).
O escritório de direitos humanos da ONU informou na semana passada que a violência cometida por gangues e em confrontos com as forças armadas do governo resultaram em mais de 5,5 mil mortes entre março de 2025 e meados de janeiro no Haiti.
Atualmente, gangues armadas controlam grandes extensões do território, como rotas de suprimento estratégicas do país, que é o mais pobre das Américas, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI).
Em 2024, mais de 1 milhão de pessoas foram deslocadas, hospitais foram fechados, aeroportos tomados e prisões invadidas.
Primeira nação independente do Caribe e primeira república negra do mundo, por meio de uma revolução de ex-escravizados contra o domínio colonial francês, em 1791, o Haiti sofreu uma invasão norte-americana em 1915.
Desde então, a pequena ilha não conseguiu se reerguer, assolada pela violência de grupos criminosos, miséria, intervenções sistemáticas de outros países e até terremotos.
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Missões internacionais sem efeito ou prejudiciais

Nos últimos 20 anos, uma série de missões multinacionais orquestradas pela ONU prometeram fortalecer o processo de paz na ilha, sem sucesso.
O Brasil liderou uma dessas missões, de 2004 a 2017. Entretanto, no âmbito da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah), estudiosos no tema e especialistas afirmam que as tropas brasileiras deixaram um rastro de intervenção autoritária no Haiti.
A mais recente iniciativa multinacional apoiada pela ONU foi nomeada de Força de Supressão de Gangues, e está prevista para ocorrer em abril e substituir a missão liderada pelo Quênia, que atuou durante um ano até outubro passado.
A nova missão, segundo a ONU, terá cerca de 5,5 mil agentes, cinco vezes mais do que a anterior. Chade, Benin e Bangladesh se comprometeram a enviar tropas, segundo a Reuters.
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