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'UE atrai periferia, mas frustra por não garantir o bem-estar social', diz analista (VÍDEOS)
'UE atrai periferia, mas frustra por não garantir o bem-estar social', diz analista (VÍDEOS)
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A crise na Ucrânia reacendeu o discurso de ingresso de novos membros à União Europeia (UE) como instrumento geopolítico de sedução a países periféricos... 02.04.2026, Sputnik Brasil
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Além disso, a Europa não tem mais condições de manter o estado de bem-estar social, o que gera mais frustração no âmbito europeu, conforme explica Fernando Roberto Almeida, professor do Instituto de Estudos Estratégicos da Universidade Federal Fluminense (INEST-UFF), em entrevista à Sputnik Brasil.Segundo o professor, embora a UE, composta por 27 membros, ainda seja atraente principalmente aos Estados europeus menos desenvolvidos que visam ter franco acesso ao mercado da zona do euro, os requisitos exigidos para a admissão são subjetivos e complexos, inviabilizando a entrada de outros países como a Ucrânia.Contradições dentro do bloco europeu Além da Ucrânia, que se tornou candidata postulante apenas em 2024, enquanto outros países estão na fila como candidatos para adesão da UE há mais tempo, são eles: desde 1999: Turquia, a partir de 2005: Macedônia do Norte; 2010: Montenegro; 2012: Sérvia; 2014: Albânia; 2022: Bósnia-Herzegovina e Moldávia; 2023: Geórgia.O último Estado admitido foi a Croácia em 2013. O especialista elucida como se dá esse processo e conjectura razões para tanta demora para aceitação dos nove aspirantes a um assento no Parlamento Europeu.Almeida também recorda que grande parte dos entraves ocorridos no coração da UE seria a diversidade de nações, uma vez que cada membro tem seu interesse específico e seu próprio modo de governar, o que incomoda os países centrais que têm maior peso político dentro da comunidade europeia.UE sem liderança definida perde poder políticoOutro ponto levantado pelo analista é a falta de um líder pleno dentro do bloco com capacidade de interlocução no cenário internacional com chefes de Estado que não fazem parte do eixo ocidental, e isso acaba limitando a sua projeção geopolítica.A União Europeia passa por uma crise interna devido a diferenças culturais e políticas entre seus membros que possuem pensamentos diversos que vão além da ótica liberal europeia. Uma vez que cada país tem sua soberania e não necessariamente precisa atender à diretriz de Bruxelas, isso de certa forma a deixa vulnerável em sua política externa.
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'União Europeia atrai periferia, mas frustra por não garantir o bem-estar social', diz analista
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'Adesão de mais países a UE vai gerar mais tensão interna', comenta especialista
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'UE sem liderança definida perde poder político', diz pesquisadora
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A crise na Ucrânia reacendeu o discurso de ingresso de novos membros à União Europeia (UE) como instrumento geopolítico de sedução a países periféricos europeus que acabam se alinhando à agenda política de Bruxelas, mas as contradições internas do bloco evitam novas adesões e as promessas acabam sendo retóricas políticas que não se concretizam.
Além disso, a Europa não tem mais condições de manter o estado de bem-estar social, o que gera mais frustração no âmbito europeu, conforme explica Fernando Roberto Almeida, professor do Instituto de Estudos Estratégicos da Universidade Federal Fluminense (INEST-UFF), em entrevista à Sputnik Brasil.
"A União Europeia ainda é atraente principalmente para quem vive na periferia pobre da Europa, mas é frustrante porque o bloco não tem mais condições de manter o estado de bem-estar social, que vem sendo contestado há muito tempo, e o que era oferecido há 40 anos, já não é mais possível", disse.
Segundo o professor, embora a UE, composta por 27 membros, ainda seja atraente principalmente aos Estados europeus menos desenvolvidos que visam ter franco acesso ao mercado da zona do euro,
os requisitos exigidos para a admissão são subjetivos e complexos, inviabilizando a entrada de outros
países como a Ucrânia.
"Para entrar na UE, é preciso ter credenciais que atendam a diversas regras tais como respeitar o ambiente democrático, então, no contexto ucraniano, Zelensky suspendeu as eleições e a oposição foi afastada, para dizer o mínimo, então quais credenciais democráticas a Ucrânia teria para apresentar?", questiona.
Contradições dentro do bloco europeu
Além da Ucrânia, que se tornou candidata postulante apenas em 2024, enquanto outros países estão na fila como candidatos para adesão da UE há mais tempo, são eles: desde 1999: Turquia, a partir de 2005: Macedônia do Norte; 2010: Montenegro; 2012: Sérvia; 2014: Albânia; 2022: Bósnia-Herzegovina e Moldávia; 2023: Geórgia.
O último Estado admitido foi a Croácia em 2013. O especialista elucida como se dá esse processo e conjectura razões para tanta demora para aceitação dos nove aspirantes a um assento no Parlamento Europeu.
"Esse processo de ampliação é chamado de alargamento e já houve sete até o momento, a Croácia foi o último. Há uma perspectiva de adesão dos países da região balcânica. Isso deve aumentar a tensão interna na União Europeia, sobretudo nos [Estados] fundadores, com a preocupação de receber esses trabalhadores", pontua.
Almeida também recorda que grande parte dos
entraves ocorridos no coração da UE seria a diversidade de nações, uma vez que cada membro tem seu interesse específico e seu próprio modo de governar, o que incomoda os países centrais que têm maior peso político dentro da comunidade europeia.
"O que a UE entende por democracia é algo liberal com partidos diferentes. Mas isso ocorre até certo ponto. Há vários países que não vão admitir que um partido comunista assuma o poder. Atualmente, há uma preocupação com os partidos fascistas, que vêm crescendo muito [na Europa]. Muitos deles são contra o processo de integração", enfatiza.
UE sem liderança definida perde poder político
Outro ponto levantado pelo analista é
a falta de um líder pleno dentro do bloco com capacidade de interlocução no cenário internacional com chefes de Estado que não fazem parte do eixo ocidental, e isso acaba limitando a sua
projeção geopolítica.
"Pensando na estrutura política da UE, não há grande líder aceito mundialmente como uma grande voz que possa, de fato, debater com Trump, com Putin ou com Xi Jinping. Eles estão pulverizados e isso acarreta uma perda de poder político no mundo", conclui.
A União Europeia passa por uma crise interna devido a diferenças culturais e políticas entre seus membros que possuem pensamentos diversos que vão além da ótica liberal europeia. Uma vez que cada país tem sua soberania e não necessariamente precisa atender à diretriz de Bruxelas, isso de certa forma a deixa vulnerável em sua política externa.
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