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EUA e Irã anunciam cessar-fogo de 2 semanas; negociações seguem demandas iranianas

© AP Photo / Alex BrandonPresidente Donald Trump faz o discurso do Estado da União em sessão conjunta no Congresso. Washington, D.C., 24 de fevereiro de 2026
Presidente Donald Trump faz o discurso do Estado da União em sessão conjunta no Congresso. Washington, D.C., 24 de fevereiro de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 07.04.2026
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira (7) que suspendeu os ataques planejados contra o Irã por duas semanas, citando contatos diplomáticos em andamento. Uma rodada de negociações foi marcada para sexta-feira (10).
Segundo Trump, a decisão segue discussões com a liderança do Paquistão e está condicionada à reabertura do estreito de Ormuz. Ele acrescentou que as negociações estão "muito avançadas", apontando para um possível acordo visando paz de longo prazo.

"A razão é que já cumprimos e superamos todos os objetivos militares e estamos muito avançados em um acordo definitivo sobre a paz de longo prazo com o Irã e a paz no Oriente Médio. Recebemos uma proposta de dez pontos do Irã e acreditamos que ela constitui uma base viável para negociação", declarou nas redes sociais.

O acordo ocorreu após o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, pedir a Trump a extensão do prazo por duas semanas para concluir um acordo entre Estados Unidos e Irã.
Nas redes sociais, ele celebrou o acordo de cessar-fogo, que se estende à Israel e ao Líbano.

"Com a maior humildade, tenho o prazer de anunciar que a República Islâmica do Irã e os EUA, juntamente com seus aliados, concordaram com um cessar-fogo imediato em todos os lugares, incluindo o Líbano e outros, com efeito imediato."

Tel Aviv atuava de forma conjunta com Washington nos bombardeios em série contra o Irã nas últimas semanas e, em separado, contra o Líbano. Nessa frente, as Forças de Defesa de Israel e o movimento Hezbollah devem interromper as agressões por duas semanas.
Washington e Teerã são esperados em Islamabad, capital do Paquistão, na próxima sexta-feira (10) para novas negociações. A rede norte-americana CNN informou que são esperados nas negociações o enviado especial de Trump, Steve Witkoff, seu genro, Jared Kushner, e o vice-presidente dos EUA, J. D. Vance, um opositor da guerra.

"Ambas as partes demonstraram notável sabedoria e compreensão e permaneceram construtivamente engajadas na promoção da paz e da estabilidade."

As demandas do Irã

O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, deu detalhes nas redes sociais do que foi acordado entre Washington e Teerã. Segundo o diplomata, a Casa Branca concordou em utilizar a proposta iraniana de dez pontos como ponto de partida para as negociações.
Dentre elas está o fim das sanções econômicas contra Teerã, o reconhecimento da soberania iraniana sobre Ormuz e de seu direito de enriquecer urânio, o fim das agressões militares e o pagamento de indenizações ao Irã.
"Por um período de duas semanas, passagem segura pelo estreito de Ormuz será possível via coordenação com as Forças Armadas do Irã, considerando limitações técnicas."
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O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã declarou ter vencido a guerra contra os Estados Unidos depois que Washington aceitou negociar o plano de paz de dez pontos proposto por Teerã.

"O Irã alcançou uma grande vitória e forçou os EUA a aceitar o plano de dez pontos. […] Se a submissão do inimigo no campo de batalha se traduzir em uma conquista política decisiva nas negociações, todos celebraremos essa grande vitória histórica. Caso contrário, continuaremos a luta lado a lado no campo de batalha até que todas as demandas do povo iraniano sejam atendidas. Nossos dedos estão no gatilho e qualquer erro ou, mesmo, uma pequena transgressão do inimigo será respondida com toda a força e firmeza."

Horas antes do ultimato ao Irã, em que ameaçou "dizimar" uma civilização inteira, Trump alegou que estava em negociações intensas com o país persa. O prazo era até as 21h00 (horário de Brasília) para que a navegação fosse normalizada no estreito. Caso contrário, o líder norte-americano prometeu atacar usinas de energia elétrica, pontes e outras infraestruturas civis.

"Uma civilização inteira morrerá esta noite para nunca mais ser ressuscitada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá. […] Descobriremos esta noite, em um dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo. 47 anos de extorsão, corrupção e morte finalmente chegarão ao fim. Deus abençoe o grande povo do Irã!", disse mais cedo.

Do outro lado, uma fonte militar do Irã afirmou à rede Tasnim que, caso Trump avançasse, Teerã responderia ampliando sua lista de alvos estratégicos na região, como a maior companhia de petróleo do mundo, localizada na Arábia Saudita.
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