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'Nenhuma nação garante sozinha a segurança nos mares': Simpósio abre sob cenário de instabilidade
'Nenhuma nação garante sozinha a segurança nos mares': Simpósio abre sob cenário de instabilidade
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O 3º Simpósio Marítimo da ZOPACAS contou com autoridades alertando para tensões globais e defendem cooperação marítima e fortalecimento do Atlântico Sul. 10.04.2026, Sputnik Brasil
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O 3º Simpósio Marítimo da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (ZOPACAS), realizado no Rio de Janeiro, reuniu autoridades civis e militares brasileiras e delegações internacionais para discutir os desafios estratégicos do Atlântico Sul em um cenário global marcado por instabilidade, rivalidades geopolíticas e crescente pressão sobre os espaços marítimos. O encontro ocorreu logo após a IX Reunião Ministerial do bloco e marcou o início da implementação prática da nova Estratégia de Cooperação adotada pelos países-membros.Ao abrir os debates, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, destacou que o simpósio representa “a primeira entrega concreta da Estratégia de Cooperação do Rio de Janeiro”, ressaltando o compromisso do Brasil com a revitalização da ZOPACAS. Ele alertou para o impacto de conflitos recentes sobre a segurança marítima e as cadeias globais, citando tensões em diferentes regiões do mundo. Na mesma linha, o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, enfatizou o cenário de instabilidade global e o enfraquecimento das instituições multilaterais, reforçando a importância da cooperação entre os países do Atlântico Sul. Segundo ele, o oceano voltou ao centro da geopolítica, tanto pela relevância das rotas comerciais quanto pela disputa por recursos naturais. O ministro destacou ainda que a ZOPACAS se consolidou, ao longo de 40 anos, como um espaço essencial para promover segurança, autonomia e desenvolvimento compartilhado.O comandante da Marinha, almirante Marcos Sampaio Olsen, ressaltou o papel estratégico do domínio marítimo, afirmando que o uso do mar é condição essencial para o desenvolvimento das nações. Ao mesmo tempo, alertou que os oceanos podem se tornar vetores de ameaça quando não há vigilância e coordenação. Nesse contexto, destacou iniciativas da Marinha do Brasil voltadas ao monitoramento, à realização de exercícios conjuntos e à capacitação de pessoal, com foco no fortalecimento da interoperabilidade entre os países da região.Complementando essa visão, o chefe do Estado-Maior da Marinha, almirante Arthur Fernando Bottega Corrêa, afirmou que a paz no Atlântico Sul “não pode ser tratada como um bem garantido” e depende de ação contínua, capacidade estratégica e cooperação regional. Ele destacou que o ambiente internacional atual é marcado pela intensificação da competição entre potências, pelo uso crescente da coerção e pela vulnerabilidade das rotas marítimas, o que reforça a necessidade de uma abordagem integrada entre defesa naval e segurança marítima.Corrêa também enfatizou que desafios como pirataria, crime organizado transnacional, pesca ilegal e ameaças híbridas exigem respostas coordenadas, ao mesmo tempo em que a defesa da soberania e a dissuasão permanecem elementos centrais. Para ele, a ZOPACAS continua sendo um instrumento fundamental de governança regional, baseado na cooperação, no respeito à soberania e no protagonismo dos países do Atlântico Sul. Ao longo do simpósio, ficou evidente o consenso entre as autoridades sobre a necessidade de aprofundar a cooperação entre América do Sul e África, ampliando o intercâmbio de informações, a coordenação operacional e o desenvolvimento de projetos conjuntos. A nova Estratégia de Cooperação, organizada em áreas temáticas, surge como o principal instrumento para transformar esse alinhamento político em ações concretas.Com isso, o Brasil busca impulsionar a ZOPACAS como plataforma de articulação regional em um momento de transição no sistema internacional. A convergência entre diplomacia, defesa e cooperação técnica foi apontada como essencial para consolidar o Atlântico Sul como uma zona de paz, segurança e desenvolvimento sustentável, capaz de responder aos desafios contemporâneos e preservar sua autonomia diante das pressões externas.
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'Nenhuma nação garante sozinha a segurança nos mares': Simpósio abre sob cenário de instabilidade
12:34 10.04.2026 (atualizado: 12:49 10.04.2026) O 3º Simpósio Marítimo da ZOPACAS contou com autoridades alertando para tensões globais e defendem cooperação marítima e fortalecimento do Atlântico Sul.
O 3º Simpósio Marítimo da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (ZOPACAS), realizado no Rio de Janeiro, reuniu autoridades civis e militares brasileiras e delegações internacionais para discutir os desafios estratégicos do Atlântico Sul em um cenário global marcado por instabilidade, rivalidades geopolíticas e crescente pressão sobre os espaços marítimos.
O encontro ocorreu logo após a IX Reunião Ministerial do bloco e marcou o início da implementação prática da nova Estratégia de Cooperação adotada pelos países-membros.
Ao abrir os debates, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, destacou que o simpósio representa
“a primeira entrega concreta da Estratégia de Cooperação do Rio de Janeiro”, ressaltando o compromisso do Brasil com
a revitalização da ZOPACAS. Ele alertou para o impacto de conflitos recentes sobre a segurança marítima e as cadeias globais, citando tensões em diferentes regiões do mundo.
“Quando a diplomacia falha, impõe-se mais diplomacia”, afirmou, defendendo o fortalecimento do diálogo como resposta às crises internacionais.
Na mesma linha, o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, enfatizou o cenário de instabilidade global e o enfraquecimento das instituições multilaterais, reforçando a importância da cooperação entre os países do Atlântico Sul.
Segundo ele,
o oceano voltou ao centro da geopolítica, tanto pela relevância das rotas comerciais quanto pela disputa por
recursos naturais. O ministro destacou ainda que a ZOPACAS se consolidou, ao longo de 40 anos, como um
espaço essencial para promover segurança, autonomia e desenvolvimento compartilhado.
O comandante da Marinha, almirante Marcos Sampaio Olsen, ressaltou o papel estratégico do domínio marítimo, afirmando que o uso do mar é condição essencial para o desenvolvimento das nações. Ao mesmo tempo, alertou que os oceanos podem se tornar vetores de ameaça quando não há vigilância e coordenação.
Nesse contexto, destacou iniciativas da Marinha do Brasil voltadas ao monitoramento, à realização de exercícios conjuntos e à capacitação de pessoal, com foco no fortalecimento da interoperabilidade entre os países da região.
Complementando essa visão, o chefe do Estado-Maior da Marinha, almirante Arthur Fernando Bottega Corrêa, afirmou que a
paz no Atlântico Sul “não pode ser tratada como um bem garantido” e depende de ação contínua, capacidade estratégica e cooperação regional.
Ele destacou que o ambiente internacional atual é marcado pela intensificação da competição entre potências, pelo uso crescente da coerção e pela vulnerabilidade das rotas marítimas, o que reforça a necessidade de uma abordagem integrada entre defesa naval e segurança marítima.
Corrêa também enfatizou que desafios como pirataria, crime organizado transnacional, pesca ilegal e ameaças híbridas exigem respostas coordenadas, ao mesmo tempo em que a defesa da soberania e a dissuasão permanecem elementos centrais. Para ele, a ZOPACAS continua sendo um instrumento fundamental de governança regional, baseado na cooperação, no respeito à soberania e no protagonismo dos países do Atlântico Sul.
“Nenhuma nação garante sozinha a segurança dos mares.”
Ao longo do simpósio, ficou evidente o consenso entre as autoridades sobre a necessidade de aprofundar a cooperação entre América do Sul e África, ampliando o intercâmbio de informações, a coordenação operacional e o desenvolvimento de projetos conjuntos. A nova Estratégia de Cooperação, organizada em áreas temáticas, surge como o principal instrumento para transformar esse alinhamento político em ações concretas.
Com isso, o Brasil busca impulsionar a ZOPACAS como plataforma de articulação regional em um momento de transição no sistema internacional. A convergência entre diplomacia, defesa e cooperação técnica foi apontada como essencial para consolidar o Atlântico Sul como uma zona de paz, segurança e desenvolvimento sustentável, capaz de responder aos desafios contemporâneos e preservar sua autonomia diante das pressões externas.
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