Presidente de Cuba se mostra aberto ao diálogo com os EUA e rejeita exigências de reforma política

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Cuba está pronta para discutir qualquer assunto com os Estados Unidos, mas sem a exigência de Washington de mudar o sistema político de Havana, afirmou o presidente cubano Miguel Díaz-Canel.
"Estamos interessados em dialogar e discutir qualquer tema sem qualquer condição, sem exigir mudanças em nosso sistema político, assim como não exigimos mudanças no sistema norte-americano", disse Díaz-Canel em entrevista à emissora NBC na quinta-feira (9).
Cuba e EUA podem se concentrar no que os une e promove o entendimento mútuo, acrescentou Díaz-Canel.
O presidente cubano acusou Washington de manter uma postura hostil em relação a Havana e afirmou que os EUA não têm autoridade moral para criticar as condições na ilha, pelas quais as políticas norte-americanas são totalmente responsáveis.
No início desta semana, Díaz-Canel considerou possível um diálogo com os EUA, afirmando que Washington não tem pretexto nem justificativa para agressão militar contra Cuba.
Em 29 de janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva autorizando tarifas sobre as importações de países fornecedores de petróleo para Cuba e declarou estado de emergência devido a uma suposta ameaça cubana à segurança nacional dos EUA.
O governo cubano alegou que os EUA estão usando o bloqueio energético para sufocar a economia cubana e tornar as condições de vida insuportáveis para sua população.
Desde então, países parceiros como Rússia, China, Brasil e Colômbia enviaram ajuda humanitária à ilha, incluindo petróleo russo, alimentos, medicamentos, utensílios domésticos, produtos de higiene, painéis solares, entre outros insumos fundamentais para o funcionamento de hospitais e serviços básicos.


