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Rússia não abandonará Cuba e garante ajuda em energia

© AP Photo / Ramon EspinosaPessoas caminham por uma rua durante um apagão em Havana, Cuba.
Pessoas caminham por uma rua durante um apagão em Havana, Cuba. - Sputnik Brasil, 1920, 09.04.2026
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O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, garantiu, após conversas diplomáticas em Havana, que Moscou jamais abandonará Cuba e planeja ajudar a ilha a lidar com as questões energéticas relacionadas ao embargo dos EUA.
Durante coletiva de imprensa com a mídia russa realizada na capital cubana, o vice-chanceler da nação euroasiática assegurou que todos os interlocutores destacaram o momento especial nas relações entre os dois países, em um cenário de bloqueio "ilegal e contínuo" dos EUA à ilha caribenha.
Acima de tudo, "nossa cooperação prática, especialmente no que diz respeito ao fornecimento de hidrocarbonetos à ilha e à estabilização da situação no setor energético, é de especial importância", materializou-se na chegada do petroleiro russo Anatoly Kolodkin, com 100 mil toneladas de combustível.
Outros aspectos da cooperação prática entre a Rússia e Cuba também foram tratados, incluindo a retomada dos voos diretos e vários projetos no setor de turismo.
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Laços profundamente enraizados

Em resposta a uma pergunta da Sputnik sobre a relevância de Cuba para Moscou, Ryabkov afirmou que os laços com Havana são de natureza política e emocional. A esse respeito, ele disse que "para os cidadãos cubanos, a Rússia significa muito, mas para nós, os cubanos são irmãos".
"Simplesmente não podemos traí-los, muito menos decepcioná-los. Não podemos deixá-los, abandoná-los, como se diz, à própria sorte. Isso seria fundamentalmente contrário ao que está no cerne da nossa irmandade e da nossa amizade", acrescentou.
Além disso, ele afirmou que "a Rússia não tem intenção de deixar o Hemisfério Ocidental, não importa o que digam em Washington. Eles estão obcecados com a ideia de expulsar a Rússia, assim como a China, desta região. Consideramos a nova versão da Doutrina Monroe dos EUA completamente desconectada do contexto das relações internacionais".
O vice-ministro salientou que "é esta mesma prática neocolonial que tem sido condenada pela vasta maioria dos membros da comunidade internacional, inclusive através da adoção de uma resolução relevante da Assembleia Geral no ano passado, mas não se trata de resoluções, e sim do trabalho que estamos a desenvolver."
Ele também agradeceu ao povo e ao governo da ilha pelo apoio à Rússia em todos os fóruns internacionais, bem como pelo trabalho realizado na prevenção da militarização do espaço, na área da segurança global da informação e no combate às práticas neonazistas contemporâneas.
Segundo Ryabkov, "o neonazismo está ganhando terreno em muitos países, inclusive na Europa, e é uma tendência muito preocupante" e assegurou que "os cubanos e nós estamos juntos em praticamente todas as questões relevantes da agenda internacional".
Portanto, "isto constitui uma contribuição real para a emergência da multipolaridade como a nova arquitetura do mundo do século XXI. Estou certo de que juntos podemos realizar qualquer tarefa", destacou.

Solidariedade com a ilha

Durante reuniões com autoridades da ilha, Ryabkov expressou total solidariedade ao governo e ao povo de Cuba e discutiu o desenvolvimento dos acordos e entendimentos alcançados durante a reunião da Comissão Intergovernamental Russo-Cubana para Cooperação Comercial, Econômica, Científica e Técnica, realizada em São Petersburgo.

"Já colocamos em prática uma série de ideias concretas; algumas delas estão em fase de discussão", disse.

Ele também observou que "os eventos das últimas semanas em nossas relações bilaterais nos permitirão avançar ainda mais e encontrar soluções para as questões mais urgentes e debatidas, soluções para os problemas que surgiram como resultado do bloqueio ilegal e absolutamente inaceitável da ilha pelos EUA".
Conforme indicou, Moscou e Havana são aliados próximos que defendem o direito internacional e afirmou que, sob as condições de uma ofensiva total do Ocidente coletivo contra os fundamentos do sistema internacional, aliados e aqueles que se opõem à opressão, ao colonialismo e à hegemonia devem unir forças.
O vice-ministro acrescentou que a rodada de consultas realizada nesta quinta-feira (9) em Havana buscou precisamente esse objetivo, incluindo estreita coordenação em fóruns internacionais e trabalho em todas as resoluções relevantes da Assembleia Geral das Nações Unidas.
"É evidente que métodos de força, como sanções, não produzem os resultados desejados. No entanto, a agressividade como base da política dos EUA persiste plenamente, e Cuba é um alvo direto dessa política", afirmou.
Ryabkov enfatizou que garantir a segurança energética da ilha é uma prioridade; no entanto, ainda é muito cedo para dizer quais medidas serão tomadas. "É preciso entender que a ilegalidade do bloqueio contra a ilha, incluindo o bloqueio energético, é evidente para muitos na comunidade internacional."
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